Lounge – Romance virtual

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Música de inspiração: Lounge – Maria Gadu

“Chego no máximo às 19h30” disse sua namorada ontem a noite, marcando a 1° saída que fariam em mais de três meses na paquera virtual. Não que não se conhecessem, Sulli e Victoria estudam na mesma escola, mas, de fato, se já mantiveram uma conversa ao vivo por mais de 5 minutos, foi muito. Por outro lado, as conversas virtuais, seja sms, msn e outros mecanismos mais, chegavam a consumir as suas 24 horas do dia uma com a outra.

Tal tipo de relação era intrigante pra Sulli, mas ela compreendia porque era a total culpada. Sua timidez, criação sobre um teto militar fundamentalista a impedia de conviver com outras pessoas que não fossem de sua família, como única exceção a Krystal, sua amiga de infância que fora criada praticamente como sua irmã.

Sentou-se na cadeira em frente a um grande relógio de madeira clássico europeu. “Ainda são 18h15” pensou ansiosa, mal conseguia se controlar pela demorar do ponteiro girar. Começou a reparar tanto no ponteiro que já ficara tonta de tantas giradas. “Precisa de um pouco de verniz”, qualquer tarefa seria o passatempo perfeito para melhorar a sua ansiedade e tédio. Mas também, marca às 19h30 com a “namorada” e fica pronta as 18h!

Namorada… Como Sulli esperava esse encontro acontecer o quanto antes para assim poder chamá-la.

Desistiu do Verniz. Ia sujar a sua roupa, e ela não demorou 2 horas se arrumando para isso. Vidrou no sofá ao lado do relógio, “Cheiro de novo” pensou ao escorregar a sua mão sobre ele e senti-lo liso, uma repentina cena de Vitória nua no estofado a fez ficar mais interessada nele.

Sentou no encosto e começou a analisar a maciez que ele tinha, mais cenas da Vic nua vieram a sua mente, “será que ela gostaria de transar aqui?”, esse pensamento invadia a sua cabeça mais e mais, imaginava ambas nuas se esfregando entre as almofadas, quantos beijos quentes poderiam acabar dando ao resolver conversar sentadas nele ou quantos finais de filme acabariam perdendo por transarem de forma selvagem em cima daquele móvel.

Deitou-se para apreciar com mais profundidade as análises que acabara de ter, os sonhos que estava prestes a consumar e as cenas que deveriam obrigatoriamente acontecer. Imaginou sua amante naquele instante em cima dela, como a acariciaria? Será que ela chupa bem? Gosta de seios tanto quanto ela? Se decepcionaria ao descobrir que Sulli não tem nenhum? Enquanto tais pensamentos mexiam com a sua cabeça e seus hormônios sexuais, Sulli apalpava os próprios seios na blusa, sentia a textura do mamilo e o volume que o sutiã dá. Seus bicos estavam bem rijos devido a excitação. Desceu uma das mãos, acariciava delicadamente sua vulva dentro da calça por cima da lingerie. Estava molhada, a lubrificação já ultrapassava a barreira.

Abriu um pouco as pernas, pôs a mão dentro da calcinha e começou a brincar com seu clitóris. Estava macio, gostaria de sentir o de Victoria também, mas com a língua. Imaginou Victória fazendo oral nela, imaginou aquele músculo úmido e quente massageando a sua membrana em movimentos circulares, sucções leves com os lábios carnudos, e outros movimentos deliciosos que aquela mulher praticaria mais tarde. Desceu mais um pouco sua mão, deslizando seu indicador e médio entre os pequenos lábios em direção a sua abertura.  Estava úmida, bastante. Adentrou a ponta dos dois dedos, estava muito contraída, precisava relaxar. Respirou fundo e abriu um pouco mais as pernas. Isso, agora os dois dedos encaixaram direitinho, começou a movimentá-los. Os lábios de Jinri se moviam, fazia bicos involuntários enquanto se masturbava, sussurrava o nome de Victoria e gemia de forma delicada. Os dedos que apalpavam os seios e brincavam com os mamilos agora estariam na sua cabeça, enroscados entre os fios de seus cabelos. Sulli estava em seu ápice, gozaria a qualquer momento, suas pernas se fechavam devido a contração, mas suas mãos não paravam de trabalhar. Estava gostoso demais, real demais, ela sentia que Victória realmente a acariciava, a chupava e puxava os seus cabelos enquanto se esfregavam, tudo isso de uma vez. Gemeu alto quando gozou, suas pernas ainda tremiam, suas mãos agora relaxavam, foi se acalmando devagar.

Eram 19h30 e o relógio finalmente começou a tocar. Estava toda suada, seu cabelo estava bagunçado, sua calcinha suja e seus seios marcados com beliscões. Mas não importava, sentia-se satisfeita com a noite que Victoria a proporcionara no sofá, mesmo que em pensamentos, como sempre, de forma virtual. Por falar nela, acabou de mandar um SMS afirmando que imprevistos aconteceram e teriam que desmarcar. Pelo menos ainda tinha o sofá, encostou-se e dormiu lá mesmo, em meio a lágrimas que o estofado secaria mais tarde.

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