Black Vênus

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Sinopse: Narrada por K, ela desfruta de sua depressão pós-romance em uma aventura com um menino provavelmente virgem e menor de idade, caracterizada por algo peculiar em uma escola sem luz, sem música e sem cobertura

No topo de uma elevação no chão, como uma mini-montanha, estava novamente me embriagando no escuro ao lado de um estranho desconhecido que – como a maioria de estilo hippie – sentiu-se a vontade em sentar-se ao meu lado e tocar alguma coisa com instrumento que – em comum aos outros – sempre portavam.

– Cigarro, por favor?

O violeiro ao meu lado estendeu o maço para mim.

Fumava ludibriada com luzes que não existiam. Luzes essas que prometeram me iluminar até o fim da caminhada, mas se apagaram friamente como se as minhas pegadas jamais tivessem existido. Eu estava deprimida com a escuridão.

Entornei o resto da garrafa de cachaça que dividi entre os períodos de hoje. Comecei a toma-la às 9h e a terminei agora às 22h. Quando comprava uma garrafa de bebida não me desgrudava dela até finaliza-la. Era como com os livros, mas não consigo ler no escuro…

– Toca Norwegian Wood. – Dei uma nota de 200 won para o violeiro.

Essa música me era nostálgica porque foi a música do meu primeiro romance. Norwegian Wood de Haruki Murakami sem dúvida foi um livro que mudara a minha vida, termina-lo seria como um suicídio que tanto quis, mas as luzes foram cruéis e acabaram antes que eu possa fazê-lo.

De uma coisa eu estava certa: não ia mais me apaixonar. Não necessitava de alguém para saciar as minhas emoções ou sanar os meus desejos. Para isso eu tinha um livro de romance, uma música agradável, uma 51 e uma mão.

– Com licença. – O violeiro se foi.

Ótimo, agora estava completamente solitária sem luz, sem música e com uma garrafa de bebida vazia…

Ainda tenho uma mão…

Estar sozinha na escola em um amontoado escuro era até excitante. Pensei em me tocar um pouco, mas vi que as unhas estavam longas demais para isso.

Ok, agora sim sou um fracasso.

Lembrei da carta que recebi hoje. Depois de uma dura semana de arraso após ceticismo amoroso tomando minha mente, surge, no fim, uma esperança. como na Caixa de Pandora. Mas pela descrição do regente, o ser mitológico que me representa, não é Pandora, mas Afrodite. Sou uma Vênus negra nas palavras de O.S. Sim, suas iniciais. Ou o nome de uma seita de tarados.

Esse trecho me animou, a ponto do decor:

“Presos os longos cabelos crespos, enquanto finge pensar em uma proposta. Aquela bandana vermelha é seu maior charme, se bem que seus cabelos completamente soltos provavelmente combinam com uma nudez sua estilo Vênus, como no quadro renascentista de Botticelli. Sim, uma Vênus negra com descendência oriental que a faz uma mestiça magnífica. Você é magnífica, não somente por ser mestiça, mas por ser minha Afrodite.”

Divertia-me com descrições alheias do meu físico, ainda mais de um/uma admirador(a) secreto(a) após o caos. Meu caos.

Posterior a lembranças tão cálidas, minha excitação gradua-se, a tristeza de não ter um cortador de unha no momento me angustiou ainda mais. Impressionante como a falta de preparação surge no momento requisitado.

– Oi…

Uma voz baixinha sussurrou vindo de baixo. Era um garoto provavelmente do 2° ano do Ensino Médio. O que ele fazia aqui?

– Olá…

Ele sorriu com a minha frieza, mas somente seus lábios se movimentaram. Não sabia se estava me zombando, mas seus olhos mostravam que não… Parecia estar me martirizando ou algo assim.

– Você está bem? – perguntei.

Ele balançou a cabeça com um sorriso ainda mais bobo.

Uma criancinha, pensei. Mas via-se que era alto, ficava frente a frente com o meu joelho, uma excelente altura para o momento.

– Tem algo a me dizer?

Ele congelou. Seus cabelos tingidos de dourado eriçaram de leve. Ri lembrando-me de algum desenho animado qualquer.

Reparei que o menino olhava as minhas pernas, meu movimento deixou a calcinha um pouco a mostra. Ele nem sequer disfarçava o olhar, não que o fizesse por mal, mas ele não fazia nada além de ficar me olhando feito um idiota.

– Me acha bonita?

Assentiu rapidamente olhando nos meus olhos. Em seguida, desviou o olhar para o chão.

– Veio até aqui só para me observar mais de perto?

Ele negou com a cabeça, senti seu nervosismo exalar. Acho que queria se declarar ou algo assim. Seria ele? Patético. Era fofo demais ver a reação de um adolescente apaixonado, como nos shoujos. É incrível como o ser humano consegue ser tão clichê.

– Gosto de você.

Ele disse em uma única gofada.

– Mas nem me conhece.

Sorri tentando ver até onde o seu discurso ia. Como eu achava fofo esse tipo de situação. Ele me tratava como se eu fosse uma estrela. Para mim, era extremamente estimulante, como ideias novas a contos que mais uma vez eu fracassaria em vender… Ou não, ninguém ia se matar aqui, quem sabe?

– E sou estrangeira, aparentemente.

– Sim, descendente de japonês com afro-americano.

– Exato! – pisquei encantada com a percepção.

– E utiliza manteiga de karité no cabelo.

Me surpreendi com o conhecimento de novo. Fiquei um pouco mais excitada imaginando ser stalkeada por esse menino. Quanto tempo me observou, o que fazia enquanto me descrevia no papel.

Ele voltou a examinar as minhas pernas embriagado. Como imaginei, ele fazia isso sem querer. Mas era impossível não as olhar no ângulo em que o menino se encontrava. Ele tinha um tique de ficar lambendo os lábios toda hora… Será que ele era bom com a linguinha?

Descruzei as pernas lentamente. Acabei me passando por “Sheron Stone” em Instinto Selvagem, mas eu estava de calcinha, infelizmente.

– Tira pra mim.

Abri as pernas.

– Oi? – O menino me interrogou assustado e ao mesmo tempo paralisado não só com a atitude, mas por finalmente conseguir ver o conteúdo que tinha embaixo da saia.

– Sabe fazer sexo oral?

Ficou calado ainda assustado. Ai, como era divertido brincar com garotinhos.

– Sabe ou não?

Ele ficou um pouco sério. Assentiu com a cabeça aparentemente inseguro da resposta, como se estivesse com medo de sua resposta não me agradar e me fazer escapar. Seriam momentos doentios jogados fora, coitado.

– Ótimo, pode começar.

Abri as pernas me inclinando para trás. Ele retirou a calcinha ainda com nervosismo, mas estava igualmente excitado com o que fazia. Ficou um tempo só contemplando a cena, parecia até que nunca tinha visto isso na vida.

– Tá tudo bem?

 Ele se assustou de repente com a pergunta, fez “ok” com os dedos e abriu um pouco mais as minhas pernas para posicionar o rosto.

– Sabe mesmo fazer isso? – questionei gentilmente.

Tinha certeza que aquele menino era virgem pelo modo que ele me olhava. Digo, mesmo que de certo me admire, não parecia ser um simples “oh meu deus, estou pegando ela”, parecia realmente um “é isso que as calcinhas escondem? Que legal”.

– Sim… – penetrou-me com o olhar mostrando um tipo diferente de segurança.

Traguei o cigarro, apaguei e segurei as minhas pernas.

Ele foi convicto, posicionou o rosto entre as minhas coxas e beijou a vulva com delicadeza. Pôs a língua pra fora e começou a pincelar de cima a baixo. Afastou os grandes lábios mais um pouco com aqueles dedinhos frios que me fizeram ter um leve espasmo devido o choque térmico.

Foi lambendo a justamente o lugar que eu imaginava que uma pessoa inexperiente lamberia: os pequenos lábios.

– Mais em cima, bebê. – Acariciei o clitóris apontando onde eu queria ser massageada.

Ele meio sem graça pela falha, beijou o clitóris com vontade – que me deu outro espasmo, mas de prazer – e foi passando a língua de forma solta.

– Círculos, meu bem. Faça movimentos circulares.

Ele o fez. Ora massageava meu clitóris com a língua, ora me chupava, me chupava pra valer mesmo, sem frescurinha de gente inexperiente. Se não fosse pelas tapadisses do início, até desacreditaria se ele me dissesse que era virgem ou nunca tinha feito nada daquilo. Não estava uma maravilha que só, mas estava gostosinho. Sentia que ia gozar, já estava bastante molhada.

– Dois dedos. – Pedi.

Ele os introduziu com firmeza. Estalei com uma dorzinha.

– Machucou? – Questionou assustado.

– É só não introduzi-los de vez.

Ele se desculpou e colocou novamente sem força, com cautela como o primeiro beijo que deu em mim. Ou melhor, no meu clitóris.

Movia os dedos de forma incessante enquanto beijava, chupava, acariciava e massageava o meu grelo com lábios, língua e dedos.

Eu ia gozar a qualquer minuto. Tentei segurar os gemidos, mas a tentativa só os tornou altos.

Me debatia tentando ao máximo interromper os gemidos mordendo o indicador dobrado, mas de nada adiantava, meus gemidos eram praticamente gritos. Agora eu que parecia uma virgem.

O garoto tentava me controlar segurando as minhas pernas fazendo o máximo para não se afastar ou cessar o “trabalho”.

Quando finalmente saí do transe gozando de vez, olhei para ele e ele para mim com um sorriso encantador. O puxei para um beijo carnal, senti seus dedos entrelaçarem nos meus fios de cabelo durante o ato. Puxei seus cabelos desfazendo o beijo. Olhei para aquele rostinho fino e angelical que parecia que ia chorar de emoção a qualquer hora.

– Qual o seu nome?

Paralisou momentaneamente, como sempre, passou seu polegar sobre meu lábio inferior e beijou o próprio dedo.

– Oh Sehun.

Aqui jaz um relato sexual verídico entre uma escritora lésbica falida e um fã, não de suas obras, obviamente, homossexual. Será que vende? Questionarei ao O.S.

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