Kissing U

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Sinopse:

Baek tem uma fama ruim entre os meninos do dormitório pelo fato de adorar lábios grossos e ter namorado metade dos meninos, já que a metade possui.
Chanyeol acha então que é a bola da vez tudo por causa de um simples convite para sair. Ele aceitou, como será a noite?

Parte I – Kissing you, baby!

Sexta-feira, faltavam apenas 2 horas para a folga. Estava ansioso para o bater do relógio, afinal foi uma semana a fogo, trabalho duro, para ser mais específico só parei pra dormir esses oito dias umas 4 horas. Sim, uma hora dia sim, dia não. Mas o que me chateia não é isso…

Meu colega de trabalho me chamou pra sair, o que é ótimo, já que estou precisando curtir e descansar um pouco, porém acredito que por trás deste convite tenha algo a mais. Em outras palavras, acho que ele quer me pegar. Não é preconceito por ele ser bissexual, é porque… Todos já passaram a mão nele, bem… Todos que possuem lábios grossos.

Já sei, devem estar pensando “como ele pode ter notado tal coisa” mas é porque é impossível não notar! Ele fareja todos os beiçudos do grupo, e o próximo(e provavelmente o último já que o Suho-hyung tem namorado) da lista sou eu. Adoro o Baek-hyung, mas sinto que ele me tara na hora de dormir. Isso faz pouco tempo, começou quando ele e o KyungSoo-dongsaeng “terminaram”, terminaram entre aspas, pois aquilo nunca foi namoro… Vou aceitar pra ver no que vai dar, óbvio que deixarei bem claro que não quero nada!

– Oi Channie. Vamos? – Piscou

– Ah… Claro. – O acompanhei até o carro.

Chegando na lanchonete, a primeira coisa que ele fez foi muito estranha! Ele passou em todas as mesas vazias para pegar amontoados de guardanapos. É claro que eu precisava perguntar o motivo.

– Hyung, o que é isso? – Olhei meio irônico.

– Vamos precisar de muito guardanapo pra limpar esses seus lábios carnudos. – Sorriu se sentindo no poder.

Ele me cantou? Na cara dura???

– Escuta Hyung, eu não sou gay, okay?! Quero deixar isso bem claro para não confundir as coisas… Aceitei sair com você porque somos colegas de trabalho e dividimos o mesmo quarto. Não quero nada além.

Baek sorriu, estendeu o guardanapo e limpou uma gotícula de saliva que permanecia no meu lábio inferior.

– Não se preocupe dongsaeng, era só brincadeira. Não vou fazer nada que você não queira. – Ficou meio sem graça me deixando sem graça também.

Pelo clima ruim, suspendemos a comida e começamos a beber(numa lanchonete, pois é), ficamos tão agitados e relaxados com a bebida que Baek sugeriu para que fossemos a uma boate. Eu concordei, então lá fomos.

Sabe quando você sente a ressaca enquanto bebe? Foi isso que aconteceu. Baek era mais forte pra bebida, então ele bebia uma atrás da outra sem problemas, e nem aparentava ficar bêbado. Já eu, com meu orgulho de macho, bebi em quase coma alcoólico. Contudo, eu tava lá, dançando feito um doido, tentando eliminar o que bebia balançando tudo. Parece uma situação desconfortável, mas sabe que nem é?! Tava me divertindo muito.

Baek era um sedutor nato, dançava bem, era engraçado, inteligente, todas o queriam. Passamos a noite contando piadas, azarando mulheres e foi isso que me chamou atenção; as mulheres que o hyung pegava não possuíam lábios carnudos, ele pegava qualquer uma que desse em cima, gorda, magra, alta, baixa. Nisso ele era mais macho do que eu achava que eu era.

– Tá se divertindo dongsaeng?

– Tô, muito. Obrigada por me trazer aqui, tava precisando de momentos assim. – Ri.

– Ai Channie! Você é muito fofo. – Sorriu zombando da minha cara.

– Deixa disso. – Puxei ele pro meio da pista.

O Hit que tocava eu realmente não tinha ideia do que era, meio que trance, algo bem eletrônico e complexo. Não me chamou atenção alguma até que…

– Girls Generation!!! Adoro essa música! Minha favorita! – Toda a sua heterossexualidade tinha sumido no momento em que essa frase acompanhada de pulinhos foi liberada.

Era Kissing U remixada, à nossa volta, todos os casais se beijavam, até parecia que éramos os únicos solteiros da noite. Baek começou a ficar cabisbaixo, como se fosse chorar. Eu realmente não entendi, mas ele tinha ficado muito incomodado.

– Baek? O que houve? Tá tudo bem cara?

– Não… Acho que Kissing U não é mais minha favorita…

– Você quer ir pra casa?

– Sim, vamos.

Entramos no carro. Baek Implorou pela direção então lhe dei.

– Escuta, é que o dormitório é meio longe e a gasolina tá curta. Se importa de ir pro meu apartamento? São apenas dois quarteirões daqui.

Não vi muita diferença, amanhã estava de folga mesmo. Sem contar que eu ainda estava tonto da bebedeira, logo meu cérebro só concordava, nada de raciocinar.

Chegando ao prédio, comecei a me sentir um pouco mais tonto, minhas penas estavam bambas, fiquei cambaleando até a portaria. Para não cair, Baek me segurava enquanto ria da meu descuido.

No elevador, nos soltamos. Ambos ofegantes pela caminhada, minhas pernas pareciam pesar 120 kg fora o que Baek ajudava a carregar. Estávamos loucos, bêbados e a animação não desaparecia.

– Adorei aquela boate. – Rio – Sua companhia foi crucial.

– Ora, como vê, eu moro perto daqui. Todas as folgas que passo no apartamento, costumo frequentar aquela danceteria quando tô de bobeira. Só vim pra cá quando quiser.

– Somos colegas de quarto, não faz tanta diferença, não é? – Rio mais uma vez.

Como eu estava bêbado, tudo era muito engraçado. Baek gargalhava ao me ver assim apesar de também estar embriagado.

– Chegamos. – Me apoiou em seu ombro, quando pronto pra puxar, tropecei no degrauzinho do elevador fazendo ambos cairmos.

Meu corpo estava paralisado, não conseguia mesmo me levantar. Comecei a entrar em pânico, a suar frio e ao mesmo tempo ficar completamente sem graça, afinal Baek tinha caído em cima de mim!

Nossos olhos se fitavam completamente, ele estava tão assustado quanto eu, ambos sem reação alguma, tudo que eu pensava era “E agora? Já era! Essa bixa vai me comer vivo!” os pensamentos foram tão além que eu tava começando a me acostumar e até gostar da ideia. Meu pau tava ficando duro. Apertei meus olhos só esperando que ele fizesse alguma coisa, mas ele não fez.

BaekHyun observando minha reação de medo ficou bem chateado. Se levantou e me levantou em seguida.

– Eu… Vou ao banheiro. – Disse ele sem graça e saiu.

Acho que estou ficando atraído por Baek… Acho que sentia atração por ele há mais tempo… Estou muito confuso. Tenho certeza de que se fosse outro menino eu não teria me paralisado naquele momento e muito menos estaria de pau duro. Falando em pau duro, como escondo isso? Ah… Ainda estou tonto, melhor me deitar.

– Channie, só tem uma cama. Se importa de dormir comigo? Juro que não vou te atacar durante a noite – Disse debochando da minha intolerância.

– Não quis te magoar, me desculpa.

– Eu sei cara, só tô brincando. – Deu aquele sorriso de sempre.

– É? Mas eu não! – Me levantei à sua busca, puxei seu rosto para o meu à procura de pequenos beijos rápidos que se transformavam em grandes e de longa duração.

– Acho que não entendo… – Baek sorriu pro canto tentando me evitar. – Olha Channie, você tá bêbado, tá bom?! Melhor parar…

– Por que parar? Não gostou de mim? – Virei o seu rosto de volta a mim e aos beijos que tanto o controlava.

– Não é isso! Eu te adoro mas… Não vou conseguir aguentar… Não quero mais me magoar. – Não consegui escutá-lo em nada, percebi que os beijos o controlavam mais do que qualquer outra carícia, então me concentrei só nisso. Você não queria limpar meus lábios Baek? Que Tal com a língua?

Parte II – Loving You, Baby.

A esta altura, Baek já tinha se entregado. Como ele estava triste desde a boate, a vulnerabilidade tinha triplicado, contando o fato de estar bêbado e de olho em mim.

– Você é tão lindo. – Disse ele ao desabotoar minha camisa, beijando meu peitoral centímetro por centímetro. – Seu umbigo é meio pra fora… Que gracinha. – chupou meu abdômen.

Era incrível a habilidade do hyung com os lábios, desda minha boca até minha linha de fogo ele só usara a língua, não tocou um dedo sequer em mim. Observar aquela cara de safado, aqueles olhos selvagens destacados com delineador e cobertos com as lágrimas da melancolia era o meu auge. Para quê carícias se eu podia assistir aquela cena?

– Eu ainda nem tirei sua calça e já deu pra ver que é grande. – riu sutilmente me fazendo rir também. – Bem, vamos ao trabalho… – Quando ele ia usar as mãos para retirar a minha calça eu as segurei. Não sei porque, mas eu queria mesmo ver mais.

– Por que vai usar as mãos justo agora? Tire com a boca. – Aquilo não parecia nada comigo. Eu não era assim, mas meu machismo me dominou. Não queria ser romântico com ele, não com um homem!

– Hmm… – sorriu. – O novinho gosta de mandar não é?! Lançar desafios… Muito bem, eu aceito. – Fitou-me com aqueles olhos de leoa faminta por carne e puxou o zíper lentamente com os dentes sem parar de me olhar nos olhos.

Fiquei gelado na hora, estava amarelando de novo, não sabia o que fazer. Ele estava me controlando! Era para eu estar no poder desde o início, o manipulando com meus lábios. Era para ele estar dependendo de mim, mas agora, o que ele mandasse eu fazer, ameaçando de não abocanhar o meu pau, eu faria. Estava dominado e o pior, aquilo tudo era inusitado pra mim.

– Agora como tira-lo pra fora… – Apoiou os lábios na minha glande e puxou meu pênis para fora da calça. – Isso!!! Prontinho. – Piscou. – Desafio cumprid… – O Puxei para mim de volta aos beijos. Desta vez não era ele que queria da minha boca, eu que o queria por inteiro…

– Ah… Channie. – Gemia rindo meio sem graça enquanto eu chupava o seu pescoço. – Vamos pra cama, tô ficando tonto.

Sorri pra ele enquanto apalpava seu membro.

– Sua tontura se concentra aqui? – Sorri. O abracei com força o carregando para cama como se ele fosse minha princesa.

Baek parecia muito triste… Sim, era uma bipolaridade louca que eu estava lidando. Quando não era ele de joelhos com um tesão incontrolável era ele esparramado na cama super deprimido, nunca tinha experimentado nada igual com outro ser…

– Posso tirar sua calça? – questionei preocupado com seu desconforto.

Ele sorriu e apoiou minhas mãos na barra a retirando junto comigo.

Subi novamente para iniciar o processo, separei suas pernas com as minhas acomodando meu volume entre suas nádegas ainda cobertas pela cueca. Levantei sua blusa até metade do peito, comecei a trilhar calorosos beijos descendo até a virilha. Seu cheiro, seu gosto, sua textura… Tudo se completava! Esfregaria meu rosto o dia inteiro naquela pele quente e macia que jamais me entediaria…

Quando cheguei ao membro, puxei sua cueca o despindo por completo. Estava duro, claro. BaekHyun não era muito dotado, seu pênis aparentava medir uns 12 cm e era circuncizado, parecia até um docinho, com uma glande rosinha, bolas eram da cor do pênis e etc.

Dei um lambida rápida na glande e olhei para sua face no desejo de observar sua reação. Como sempre, aquele sorrisinho lindo emanava em seu rosto.

– Channie-ssi, seja gentil… – Acariciou de leve meu rosto contra seu membro me fazendo abocanha-lo por completo, como não era muito grande coube inteiro em mim. Que delícia! Ele tinha um cheirinho doce de sabonete de lavanda… Lavanda, minhas flores favoritas…

– Tão quentinho… Que lábios acolchoados… – Acariciava meu cabelo enquanto levantava vagarosamente os quadris. – Traz essa boca pra cá. – Me puxou para um beijo.

Conseguia ouvir o coração do Baek à distância, logo o meu coração batia na mesma frequência e com o mesmo vigor. Ao encostar meu peito no dele, pareciam que nossos corações estavam se amando, à mesma trilha seguia a sonoridade de nossos beijos, cada chupão que Baek dava no meu inferior ou mordidinhas leves no meu bico, o ranger das suas unhas arranhando minhas costas com a mão esquerda e a punheta que batia com a mão direita, tudo aquilo era uma orquestra aos meus ouvidos. Em tão pouco tempo, já estava apaixonado…

Baek quietou com o que fazia para abrir a porta da cômoda em busca de alguma coisa, desci para o seu pescoço nem dando importância ao que ele queria naquela gaveta.

– Posso massagear o Dongsaeng? – Disse com 3 sachês de lubrificante em óleo.

– Ah… Claro. – Deitei-me na cama ao seu lado.

– Fica de bruços, gosto de começar pelas costas. – piscou meio sádico.

Fiz o que ele mandou. De cócoras, ele montou em mim espalhando o óleo por toda minha extensão traseira, desda nuca até meu calcanhar, para massagear usou a ordem contrária, começou do calcanhar e foi até a nuca.

– Agora, vamos começar o trabalho de verdade…

Com as mãos em concha, foi amasseando meu bumbum como carne, brincando com a fenda entre as nádegas com seu dedo indicador, de cima pra baixo leve e firme. Na entradinha do meu ânus, fez deliciosos movimentos circulares e introduziu a pontinha do dedo médio. Aquilo me assustou um pouquinho, me fez gemer baixinho. Quando percebi que ele havia reparado e segurado uma risadinha logo me recompus.

– Doeu bebê? Me desculpa. – Mordeu minha orelha com sarcasmo. – Vou fazer mais levinho.

Pegou mais um sachê de lubrificante, passou em seus testícuos massageando aquelas bolinhas lindas, empinou o bumbum e o lambuzou também, outras bolas lindas para massagear. Sentou nas minhas costas e foi subindo e descendo levemente, massageando toda a área com suas bolas e nádegas.

Aquilo tava me dando um puta tesão, eu já não aguentava ficar de costas pressionando meu membro totalmente rijo contra a cama.

– Hyung… Podemos mudar de posição agora? – Disse ofegante quase implorando.

– Claro, pede que eu faço… – Se levanta dando espaço para eu me virar.

Mais um sachê de lubrificante é usado, ele lambuzava meu peito, abdômen e braços. Massageou as mãos, as axilas e o meu peitoral. No abdômen, dava uma mordidinha antes de fazer a linha de óleo até meu membro. No meu pau ele lambuzou sem dó.

– Olha como ele tá grande! Acho que vou precisar de mais lubrificante para caber em mim… – piscou.

Usou da mesma técnica que as das costas, foi esfregando aquela bundinha e testículos lindos do meu abdômen até meu peitoral. Quando no peitoral, eu o puxava para dar rápidas chupadas no seu membro. Ele gostava, a cada chupadinha seu pau mais bombava.

– Channie… Acho que já tá na hora. – Falou ofegante da excitação proposta acima.

Foi ao meu pênis, massageou rapidamente minhas bolas – pela pressa de querer transar – masturbou-me com cuidado para que eu não gozasse, empinou a bundinha e sentou no meu pau devagarinho.

Céu existe? Existe sim! E eu estava nele naquele momento.

– Tão apertado! – Ele gritou enquanto rebolava. – Dongsaeng seu pauzudo! Tá dodói! – Fez um bicão enquanto quicava freneticamente.

– Hyung! Que gostoso! – Gemi puxando seu tronco pra mais perto de mim. – Eu te quero! Te quero por inteiro.

Pelo tempo de encontro, o que eu estava falando pode até parecer meio superficial, mas juro que não é! Tudo o que eu disse estava saindo do meu coração naquele momento. A sensação não se limitava somente aos nossos genitais, tinha paixão envolvida, era se como estivéssemos trocando os nossos espíritos, compartilhando as nossas mágoas e fazendo música com nossos movimentos. Cada gota de suor era resultado de um esforço que somente dois amantes compartilhavam, eram todas as energias atuando em nossos corpos. Não, nada daquilo era superficial, eu não teria dito palavras mais sinceras.

– Dongs… Tá quase… – Baek gozou deliciosamente por toda a região do meu abdômen me incentivando a gozar também.

Não sei o que ele sentiu, mas o que eu senti foi simplesmente a coisa mais incrível em toda minha vida. Todos os meus músculos se contraíram, meu pulmão se expandiu ao máximo e meu sangue parou de correr por 3 segundos deixando meu corpo gelado e minha tontura agravada. Parecia que minha alma tinha saído do meu corpo, apertado a mão de Deus e voltado. Se eu morresse naquele exato momento, com aquela sensação, eu teria a felicidade eterna.

Uma lágrima saiu do meu olho, escorrendo quente pelo meu corpo gelado. Baek pela primeira vez sorriu para mim sem deboche lambeu a lágrima que escorria, deu-me um calorouso beijo e me abraçou. Dormir de conchinha foi lindo.

Quando acordei pela manhã, Baek não estava na cama. Na verdade, não o encontrei em seu apartamento. Abri a porta da gaveta e as chaves do meu carro estavam lá, embrulhada num bilhetinho. Tinha uma caligrafia bizarra em um desenho de coração bem tosco, mais deboche que aquilo só o sorriso do autor. Ri da babaquice, mas nunca da mensagem, pois ela expressava exatamente o que eu sentia por ele “Loving U, baby”.

Parte III – Kissing you, oh my love!

Faz uma semana que eu e Baek estamos saindo. Não nos limitando somente as folgas e finais de semana, começamos a andar juntos pra valer! Pra cima e pra baixo lá estavamos. A couple breakfast – assim conhecido nosso casal pelas fãs – ficou mais famosa até mesmo que a HunHan.

– Hyung… – Lá estava eu fazendo um papel que sentia necessidade a cada romance que eu tinha. – São pra você. – estendi meu ramalhete de flores.

– Lavanda!!! Ai que lindo, adoro o cheiro! – Fungou as flores. – Vem cá. – Me agarrou firme tascascando um beijo com vontade. – Senti…Tanto…Falta desses lábios… – Disse entre pausas. – Me abraça Channie. – Eu o fiz.

Baek gostava de chupar o meu pescoço tanto quanto meus lábios, passava bom tempo investindo nesses lugares.

Amassos saborosos antes de uma apresentação era gostoso para aliviar a tensão pré-apresentação, mas… Baek ia meio longe demais.

– Hyung, o que está fazendo? – Questionei ao ato dele estar desabotoando minha calça e a dele. – Hyung! – Gemi. – Tô ficando com vergonha… – Me referi a sua mão pequenina dentro da minha cueca. – Para Baek-ssi… Eles podem entrar aqui. Não vou conseguir ficar duro…

– Tudo bem, adoro sexo em público e não precisa estar duro para me satisfazer . – Riu debochando da minha cara.

– BaekHyun! – Aquele maldito bico na minha cara.

– Okay… Quer ir pro armário? – Apontou.

– Armário? – Arregalei os olhos ao ver que ele falava sério.

– O que que tem? Eu e o D.O já transamos em um… – riu achando que eu não ligaria pra piada.

– Nossa, como você é romântico BaekHyun-ssi. – Cruzei os braços com ironia.

– Vem logo, eu te chupo. – Me puxou.

Fui claramente arrastado… Bem, a proposta me animou, mas não ia conseguir ficar a vontade… Sexo num armário, ter cama pra que?

– Hmm… Você tem um bumbum durinho… – Disse Baek me bulinando. – Hm… Posso dar umas mordidas?

Me virei meio desconfortável, o bumbum era uma área muito sensível no meu corpo.

– Hm… – Gemeu no meu ouvido dando um tapinha na minha nádega esquerda. – Tá quente aqui. – Apertou.

– Acho que já vai dar o horário. Não temos tempo…

– Não, ainda faltam 20 minutos. Dá e sobra… – Se abaixou e começou a beija-la. – Hm… Como é maciazinha… Ai que delícia… – Começou a dar mordidinhas.

Conforme ele mordia eu abaixava os quadris agoniado.

– Empina a bunda. – estapeou a direita com mais força. Obedeci.

– Tô com vergonha…

– Vergonha de que amor? – Foi brincando com o dedo indicador na minha entrada.

– Não quero isso… Não aqui…

– Mas, por quê? – Introduziu a pontinha e começou a girar.

– Ai… – Soltei um gemido de sensação estranha.

– Empina um pouco mais amor, senão vai ficar muito apertado.

Obedeci de novo e desta vez me calei. Não era porque eu tinha começado a gostar, mas argumentar com o Baek naquele nível de tesão era impossível, acreditem…

– Ahhh.. – Gemi com um pouco de desconforto, ele começara a empurra sem parar.

– Ahhh. – soltou um gemido também – Eu não trouxe preservativo. – Pôs o pau pra fora masturbando-o. – Desse jeito a lubrificação vai ser difícil… – Enfiou o segundo dedo e logo o terceiro sem que eu me acostumasse com aquele.

– Au, Hyung… Dói… – Choraminguei.

– Desculpa amor… – Tirou dois dedos só mantendo o indicador- Vira pra mim.

O fiz. Ele começou a me chupar enquanto me dedava. Foi uma sensação alucinante, sem contar que não parava de me mandar fazer coisas. O Armário começara a me excitar.

– Abra mais as pernas dongs. – Caiu de boca. – Hm… Sabia que fica mais bonito de cima? – Chupou uma bola de cada vez. – Você é tão dotado dongs…- Beijou o topo do meu pau, modestia minha mas, ele teve que desdobrar os joelhos pra chegar lá. Mexi os quadris acompanhando o vai e vem de seus lábios e olhando para aquela carinha de desconforto em com uma boquinha tão pequena chupar um membro tão grande.

Eu observava Baek me chupando enquanto se masturbava e sentia seu dedo quente no meu ânus ainda virgem. Tava louco pra que ele me comesse logo, só não sei se seria boa ideia.

– Hyung… Me fode?

Baek ficou meio surpreso que eu pedisse isso, já que eu nem sequer queria ficar duro pra transar.

– Oi? – Perguntou com aquele sorriso irônico.

– Por favor…

– O que você quer que eu faça? Pede que eu faço. Pede. – Piscou.

– Me… Come.

Ele sorriu com cara de tesão, subiu até meus lábios e me beijou de forma assustadora, parecia que eu era o último doce da caixa.

Me virou vagarosamente e pressionou seu membro contra o meu bumbum, desta vez ambos sem roupas de baixo. Se inclinou e mordeu minha orelha. Ai que delícia, sensação perfeita aquela. Apertou meu bumbum, como de costume, enquanto beijava minha nuca. Separou minhas nádegas e introduziu seu membro carinhosamente.

Meu corpo estava quente, no momento eu recuava e ele segurava meus quadris inclinando-me para beijá-lo. Tão carinhoso quanto na primeira vez…. Empurrava bem devagar até eu me acostumar com aquele pequeno suporte que conforme se movimentava me causava um prazer inacreditável, como se devesse fazer parte de mim.

– Hyung… Isso é tão bom… – Gemi bem baixinho.

– É? Vai ficar ainda melhor. – Estendeu sua mão direita para me masturbar e começou a estocar com um pouquinho mais de força.

Abafei meu gemidos com as mãos. Baek cada vez mais voraz com os quadris e habilidoso com as mãos, me dava mais prazer e mais fervura em meu sangue. Estava ficando tonto, minhas pernas ficavam bambas, meu coração tão acelerado que acho que a qualquer momento viria um infarte ou um orgasmo.

– Hyung… Segura minha mão, vamos juntos.

Tomou minha mão e se inclinou para dar mais atrito ao seu membro, enquanto ele introduzia eu rebolava ainda mais rápido até que finalmente chegou.

Sua respiração ofegante em meu ouvido, seus lábio finos em meu pescoço e sua língua logo percorrendo pela região, aquele tronco firme me segurando para não cair e seu peito ainda apoiado nas minhas costas. Paraíso, olá de novo.

Ainda faltavam 3 minutos. Nos vestimos rápido e fomos pra fora do armário com cautela para que ninguém percebesse.

– Meninos! Ainda bem! Estávamos loucos procurando por vocês. Venham. – Chamou o líder nos empurrando para o palco.

Os meninos nos observavam meio risonhos, principalmente para mim. Sehun chegou sussurrando no meu ouvido.

– Cubra o pescoço. Quando me apontou um espelho, vi que haviam marcas roxas de chupões nele, aí que me desesperei mesmo.

– Ah meu Deus! Maquiagem! Preciso, já.

– Calma! Dongsaeng! – Baek me puxou.

– Toma. Achei o do seu tom de pele. Suho tacou aquele corretivo pastoso no meu pescoço até cobrir as marcas, só piorando a situação… Além de marcas vestigiosas, agora eu estava todo melado.

– Pelo menos ninguém vai saber que te beijaram. – Zoavam de mim.

Ao terminar a apresentação fomos para um hotel aqui perto e como de costume, alugaram três quartos para somente um ser usado, sim, festa do pijama e não, não são só as meninas que fazem.

– Peguei o banco imobiliário. Vamos lá?

– O Suho trouxe War.

– Vai ser no quarto dele?

– Sim.

– Ok, vai indo lá que eu vou guardar o jogo.

– Certo!

Ao cruzar o corredor, vi que KyungSoo e Kai ainda estavam em seus quartos e pareciam estar se divertindo. Pensei que a festa tinha mudado pra lá, então fui checar. Quando escutei o nome “BaekHyun” eu parei e fui escutar o que falavam.

– Ah, você viu aquela “coisa inusitada”? Baek transando com alguém em um armários. – Soltava risadas pela ironia suja de KyungSoo.

– Próxima vez vai ser preciso mais que um corretivo porque se tá durando tanto não devem ter trepado, afinal, já são três semanas inteirinhas. – E mais risadas era ouvidas, desta vez pela frase imunda de Kai.

– Só esperava que ele não se aproveitasse da inocência do Chanyeol.

– Tem razão! O Sehun é compreensível, mas o Channie-hyung? Ele é muito bobinho coitadinho…

– Pois é, mas o Baek já passou na mão de todo mundo mesmo, deixa ele aproveitar.

Não sei se eu sentia ódio ou saía chorando daquele lugar. Não ia conseguir segurar as lágrimas e o ranger de dentes por muito tempo. Queria machucá-los! Mas, não podia…

– Channie-dongs! Tava te esperando! – Sorriu Baek chegando.

– Ah… Vamos lá. – O puxei pela mão.

Ao chegar no quarto, todos nos sentamos em um círculo. Suho colocou um CD da SNSD.

– Então… O que querem fazer? Hm… Jogo da garrafa? – todos riram da fofisse do líder fofinho.

– Que tal Kissing U? – Perguntou Sehun colocando na música.

– Ok… Como se joga? – Questionei intrigado pelo nome do jogo.

– Ah, é fácil. É igual gaychicken com card kiss. – Kai com aquela cara de óbvio não explicou em nada.

– Não sei o que é isso.

– Eu também não… – Suho concordou.

– Certo, eu explico. – Levantou KyungSoo. – Sabe aquele jogo de tv que as pessoas botam um papelzinho pra beijar e quem deixar cair paga um prenda mandada pela pessoa da frente?

– Sim, sei.

– Então, mas a prenda é única. Se você deixar cair o papelzinho, tem que dar um beijo de língua na pessoa pra quem você ia passar.

CUMA?

– Gente, isso não é meio pesado não? – Questionei surpreso em todos conhecerem o jogo e concordarem em jogar desde o início.

– Relaxa, somos amigos e isso é só uma brincadeira.

– Channie, se não quiser jogar não precisa. Eu mesmo não vou. – Afirmou BaekHyun observando a nós de um monte de almofadas.

– Mas se você não for, pra que eu iria?

– Ah gente, vamos. Se ficar chato a gente para. – Implorou D.O quase chorando.

– Certo, eu vou. – Com um ódio escondido. – Se você não se importar. – Perguntei a Baek.

Ele ficou meio impressionado com a minha escolha, mas disse que tudo bem.

– Certo, vamos começar. – Sehun colocou o card na boca.

Passou a carta para Suho, que passou para o D.O que quando ia passar pra mim ele deixou cair propositalmente.

– Ahá! – Todos riram sabendo que tínhamos que nos beijar de língua.

– Vamos nessa. – KyungSoo vinha animado.

Me beijou com vontade mesmo, até mordeu meu inferior de tanta fome. Fiquei muito envergonhado, olhei para Baek e ele parecia muito surpreso, contudo ao me ver agiu como se nada tivesse acontecido.

– Certo Kyungsoo, agora vai ter que mudar de posição. Troque com o Kai. – Disse Sehun explicando as regras.

Começou por KyungSoo, que passou pro Suho – que milagrosamente não caiu, porque será?! – Sehun, Kai e quando ia pra mim mais uma vez deixou cair.

E mais um beijo foi dado na frente do meu namorado. Kai ainda foi pior, demorou tanto que eu tive que desfazer o beijo por falta de ar, durou certa de 15 segundos. ECA!

– Certo, parece que Chanyeol tá dando muito azar… – Riu o inocente líder que nem sequer sabia o que estava acontecendo.

– É… Parece que sim. – Limpei minha boca.

Kai trocou de lugar com o líder.

– Ui, ui, estamos lado a lado, será que vou ganhar um beijo? – Riu da minha cara. Líder fofinho até sarcástico.

Iniciando o processo novamente, Sehun para KyungSoo que quando passou para Kai o papel caiu, desta vez por acidente.

– Ahá! – Eu e Baek começamos a rir feito idiotas que éramos.

– Ai, ai. Adoro! – Baek se contorcia no chão te tanto rir.

– Nossa gente, é só um beijo, relaxa. – Suho olhou meio estranho para a nossa reação.

– É. – Kai beijou D.O de uma maneira tão bonitinha que admito que me excitei um pouquinho. Baek a esse ponto tava de pau duro, reparei vendo ele cobrir com uma almofada.

Ao desfazer o beijo, começaram a rir, não se estranhavam mais.

– Ok, vamos acrescentar mais uma penalidade pra segunda rodada. Baek quer vim?

– Nyah… Todo mundo já se pegou mesmo, vamos lá. – Aceitou o convite do Sehun.

– Qual será a nova penalidade Sehun? – Questinou Suho preocupado.

– Como estamos todos a vontade, acho que reduzirá a queda de papel caso tivermos que além de beijar, tirar uma peça de roupa.

– De maknae só na idade neah Sehun?! – Disse Baek o abraçando.

– Certo. – Todos concordaram.

Essa noite vai ser longa…

Todos de cara cheia pra conseguir pagar as penalidades. Claro que o cuidado dobrou, mas ainda sim Baek e eu deixávamos cair propositalmente um com o outro, éramos os únicos de cueca no quarto todo.

– Meninos, o pau de vocês está latejando, essa cueca não cobre nada. – Disse Suho caindo de bêbado, levara pelo menos uns três beijos, estava somente com a calça do pijama como a maioria dos rapazes.

– Seu pau também tá duro. Vou te beijar só pra você mostrar sua cuequinha potente.

– Tô sem cueca.

Todos olhavam selvagens para ele, a essa altura, todos queriam beijá-lo só pra vê-lo nu.

– Que tal acrescentarmos mais uma penalidade? – Sehun riu.

– Mas, assim nunca vai acabar o jogo! – Afirmei.

– Exato! – refutou juntamente as risadas.

– Que penalidades seriam? – Questionou Kai.

– Que tal mestre mandou? – Rimos da perversidade do KyungSoo.

– Ou melhor, beijar o local que o jogador receptor escolher.

– Gostei da ideia Suho! – Sugeri rindo.

– Ok, assim o líder não fica pelado. – Brincou Sehun.

– Ah! Então nada de novas regras! – Encerrou com a ironia de BaekHyun.

A noite passou e beijos em todos os lugares que você pensar tinha. E se acha que foi selinho se engana, era chupada mesmo! Suho ficou totalmente marcado. Só não fizemos sexo todos juntos porque somos amigos, mas tenho certeza que Kai e KyungSoo mudaram um com o outro depois daquele dia.

– E então? – Veio Baek por trás me abraçando. Gostou de ontem? – Sorriu pra mim.

– Não muito… No início fiquei meio desconfortável.

– Ah… Eu imagino. – riu. – todos queriam abusar de você! – Riu ainda mais.

– Baek. – Virei-me de frente pra ele e o agarrei pelos ombros. – Você me ama? – Questionei sério.

– Ah… Meio sem reação. – Por que está perguntando isso? – Questionou assustado.

– Acho que isso foi um não. – Saí chateado.

Sei, vocês devem estar pensando “Deu uma louca no Chanyeol?”, mas não, não estou louco. Minha chateação é dada à conversa entre D.O e Kai ontem. Quero dizer, BaekHyun realmente namorou e descartou a todos – com exceção do líder que tem namorado – e eu sou o último da lista… Estou apaixonado. E se ele realmente quiser me descartar? Estou muito apaixonado, sinto tanto medo…

– Channie. – Baek veio a minha procura no corredor. – O que está acontecendo? – Questionou seriamente.

Contei o que sentia, que o amava, que tinha medo da falta de reciprocidade e que essas questões martelam minha cabeça há um tempo.

– Tsc, tsc. – Ele me abraçou. – Sabe Channie, eu também pensei muito sobre isso. Passei a semana pensando se eu realmente merecia alguém tão perfeito. – Ah não, esse papo não. – Mas, ontem vi que é realmente te amo. Quero dizer, sempre foi uma tara minha ver vocês, beiçudos do grupo, se beijarem. – Que romântico. – Entretanto, fiquei com um puta ciúmes em ver você beijando aqueles caras e eu não costumo ter ciúmes com nada. – Ele se expressou a sua maneira, expelia tudo que eu sentia só que do modo dele à la BaekHyun. – Então, acho que a resposta é sim. Eu te amo, Chanyeol. Posso te beijar? Meu amado.

Epílogo

– E então… – Nossas mãos se abraçaram com os dedos entrelaçados. – Por que Kissing U te faz chorar? – Beijei seus lábios como um consolo.

Ele se assustou com a pergunta. Imagina, acabamos de transar e naquele momento pós-sex entre os lençóis eu expelia uma pergunta repentina dessas.

– Bem… – desviava o olhar tentando se expressar. – Não sei se sabe, mas quando virei trainee nunca tinha beijado ninguém.

É, para mim essa informação é uma surpresa.

– Quando entrei, os meninos faziam muito essas brincadeirinhas, sabe? Eu só olhava de longe porque nada daquilo me interessava, apesar de sempre me sentir bissexual.

Puxou o lençol em uma rápida ação de cobrir o seu corpo, como se estivesse constrangido ou com vergonha de contar essas coisas para mim.

– Se não estiver se sentindo a vontade, não precisa continuar…

– Não… Eu quero te contar… Confio em você porque não me julga…

Engraçado ele dizer isso. Quando tivemos o nosso 1° encontro, eu não parava de julgá-lo, e eu realmente não tenho o hábito de julgar ninguém. Que bom que essas experiências não afetaram a visão de Baek para com a minha pessoa.

– Continue.

 

– Bem… – Respirou fundo. – Teve um dia aleatório que estava tocando Kissing U no dormitório ao lado, e eu amo essa música. Tipo, muito, muito, muito mesmo. É a minha favorita das soshis.

A empolgação dele me fez lembrar os pulinhos que dera na boate quando a música tocara. Me segurei para não rir com a lembrança.

– Então fui ver o que estava acontecendo.

Flash Back, pov’s baek

– SO NYEO SHI DAE!!!! – gritei invadindo o quarto.

Todos ficaram me olhando com aquelas caras de tacho, do tipo “oi, quem é você?”.

– Oi… Quem é você? – KyungSoo questionou segurando o papelote do jogo.

– Ah… Eu sou…

– Ele é um trainee novo. Foi selecionado pra ficar no mesmo grupo que a gente. – Sehun afirmou.

– Ah… É verdade, ele gravou What’s love como vocal principal, não foi Soo? – Disse Kai arrumando os cabelos.

– Ah, é verdade. Não tinha reconhecido. Sente-se. – Chegou um pouco pro lado para que eu me aconchegasse.

– O que estão fazendo? – Sentei olhando pro cenário. Todos em uma rodinha vazia ao som de SNSD.

– Estávamos jogando Kissing U. Até agora não rolou nada, quer jogar?

Pelo nome, já imaginava que era putaria então fiquei com medo. Afinal, nunca tinha beijado ninguém, tipo, só um selinho quando eu tinha 10 anos com a minha prima. Pra mim não contava.

– Fica calmo. O nome é tenso, mas o jogo é tranquilo.

Me explicaram as regras e fiquei ainda com mais medo de jogar.

– Relaxa, o que fica aqui morre aqui. – Soo piscou.

Aceitei jogar.

Na primeira rodada, Sehun e Kai deixaram o papel cair.

– Ah, poxa. Você é rapidinho demais. – Reclamou Kai aos sorrisos.

– Você que tem lábios de manteiga. – Sehun Retribuiu o sorriso.

– Preparados? – Soo disse. – Vai.

Kai e Sehun coloram os seus lábios, as línguas se contorciam em voltas, via-se trocas fraternais boca a boca. O beijo aparentava ter muito tesão pela forma que se acariciavam, ora sorrisos ora selinhos demorados entre as pausas.

– Uuuuuh! – Gritou Soo com animação.

Desfizeram o beijo. Ambos ofegantes e rindo da situação.

– Nossa, nesse beijo foi o atraso da semana, ein. – Soo olhava malicioso com o papelote na mão.

Eu nada conseguia falar. Enquanto medo, também me animava com a situação. Aquela dança labial me encorajava a permanecer, nem que fosse só olhando aquele jogo continuar.

– Certo, mudando de posição… Vai.

O papelote começou a girar entre nós. Depois de 3 voltas, o papel caiu na minha vez. Certo, eu iria beijar Sehun.

– Preparado? – Ele sorriu apesar da falta de expressão.

Fechei os olhos e embiquei.

Todos deram uma risadinha tosca, abri os olhos para vê-los e Sehun me beijou. Foi calmo e gradual. Primeiro os lábios se encostando, em seguida o movimento, a língua e então o gozo. Senti-o procurar-me. Os nossos maxilares davam passagem à língua que tardiamente atacavam-se nervosas e de forma mais profunda. Deu-me um selinho final. Parece que achou o que queria.

– Nossa… – os meninos olhavam para nós perplexos.

– O que foi? – questionei confuso.

– Você beija bem. – Sehun sorria acariciando meu queixo.

– Obrigado. – Corei dirigindo-me ao canto.

Aí jaz o meu primeiro beijo. Estranho, espesso. Não era ruim, mas era estranho. Mal tinha dado e já sentia falta. “Espero apreciar novamente”, desejei baixinho. Não fui o único em busca disso não.

A partir daí, senti que Kai deixara cair propositalmente o papelote para que pudesse me beijar também. Ainda não tinha entendido o porque, mas já tinha me acostumado com o estranhamento inicial e desejava aquilo de novo.

Ao me beijar, não foi romântico como o primeiro. Foi totalmente desesperado e carnal. A exploração era mais selvagem, talvez até suculenta pela textura labial de Jongin. Lábios macios, mas pele firme. Seu fim não terminou com um selinho, mas uma mordida no meu inferior. Ofeguei um pouco. Minha adrenalina subiu de novo, desta vez com mais fervor.

– Desse jeito o Soo fica pra escanteio. – Sehun acariciou a cabeça dele com deboche.

Rimos e o jogo continuou.

– Já deu minha hora. – Me levantei.

– Precisa mesmo ir? – Os meninos questionaram desanimados.

– Sim, tenho um teste complicado para realizar… – menti me levantando. – Obrigado pela recepção. – Sorri praticamente fugindo.

Ao sair da sala corri, sem rumo mesmo. Corri o mais rápido que consegui, para qualquer lugar desde que as minhas pernas se movessem rapidamente. Sem obstáculos para minha expressão.

Com os lábios ainda úmidos da minha primeira experiência, entrei no chuveiro. A água escorrendo sobre a minha cabeça trazia a mim uma reflexão do que tinha acontecido. Sob várias texturas, viciei em beijos. Precisava de mais e mais.

No dia seguinte, Soo veio atrás de mim.

– Tudo bem com você? – Olhou-me com mistério.

– Sim. – corei ao lembrar da noite anterior. Mesmo não tendo o beijado, encontrar alguém que sabia o que tinha acontecido ontem era meio assustador. – E você?

– Ótimo… – Passou as mãos nos lábios.

E que lábios. Imaginei como seria beija-los, eram grandes, um pouco mais largos do que os de Sehun, pareciam grossos como os de Kai, mas pele mais fina. Muito rosadinhos. Sangue vida.

Não conseguia parar de olhar para os lábios do KyungSoo, até vê-lo perceber.

– Estão sujos? – Esfregou a manga longa da blusa na boca.

– Não, perdoe-me. – tentei sair mas ele me segurou.

– Hyung, queria lhe pedir uma coisa.

– Pode pedir.

Ele chegou mais perto e sussurrou no meu ouvido.

– Mas não é qualquer coisa.

Um frio veio a minha espinha.

– Peça…

– Posso te beijar?

Me assustei. “O que acontece aqui, morre aqui” ele tinha dito naquele dia.

– Mas…

– Não é nada pessoal. Por favor… Eu sei que o que acontece no jogo morre no jogo, mas todos lhe deram beijos e eu realmente quero saber como é o seu.

– Também quero saber como é o seu. – Disse por impulso.

Fomos a uma sala e lá praticamente nos atracamos. Os lábios do D.O eram extremamente macios, pele fina como imaginei. Super acolchoados, sua extensão labial completava cada centímetro dos meus. Meus lábios finos que recebiam toda a carne que precisava ter.

Foi simplesmente a sensação mais incrível. O beijo mais incrível…

Flash Black pov’s Baek end

Precisa nem dizer o puta ciúmes que fiquei, né?

– Não leve para o pessoal, amor. – Baek me selou. – Eu te amo, o sentimento que me causa é superior a qualquer sensação. Mas às vezes choro por falta da sensação que os lábios dele me traziam. Isso não implica em nada entre nós dois, acredite. Mas preciso comentar toda a verdade com precisão. Não fique com ciúmes, nem medo, nem nada, ok?

Compreendi. A sinceridade dele me deixou feliz de certa forma.

– Voltando a história…

Flash Back Pov’s Baek

Passei muitos dias pensando no beijo dele. Era doce, salgado, azedo, amargo, ardente… Tinha todos os gostos, todas as texturas, me completava. Não tive coragem de pedir outro. Mas sem dúvida desejava outro.

Na mesma semana, Kai me mandou uma mensagem dizendo que queria ficar comigo. Fiquei com ele umas sete vezes. Era mais um passatempo. Chegou a me pedir em algo mais sério, mas não aceitei. Não queria isso. Queria mais experiências futuras, outros beijos. Veio até a minha cabeça se existia algum beijo perfeito. Sehun me mandou mensagens também dizendo que queria ficar, mas só ficamos umas duas vezes. Ele tinha se apaixonado por outro garoto do grupo e, como eu, só estava passando o tempo. Comecei a frequentar baladas para sentir aquela sensação de D.O novamente, beijei todos os tipos de homens, mulheres, todos tinham pré-requisitos. Eu queria quem tivesse lábios grossos. Viciei nisso porque queria encontrar alguém que fosse tão bom ou melhor. Não encontrei.

Então, em um dia qualquer, KyungSoo me mandou uma mensagem dizendo que queria ficar mais uma vez. Nem hesitei, apenas fui. Ficamos. Ficamos muitas vezes. Ele me tocava, e eu a ele, ele me chupava e eu a ele. Transamos tantas vezes em lugares tão peculiares. Ele nem sabia que eu era virgem, mas de qualquer forma isso não importava. Transar era um pretexto para beijá-lo. Aqueles lábios… Durou cerca de uma semana essa aventura. Foi pouco, mas foram muitas e muitas vezes. Profundas vezes. Preciosas vezes. Ele nunca me pediu em namoro, eu ia atrás dele mas ele não me queria. Um dia ele começou a me rejeitar seriamente. Perguntei o que acontecera e ele disse que eu não passava de uma putinha e que ficou sabendo que fiquei com Kai e Sehun depois do jogo, o que eu fazia nas baladas antes de ficar, na minha cabeça, mais sério com ele, e que não queria uma pessoa fácil assim. Me senti um lixo descartável. Ele não sabia as minhas condições, não me conhecia, nem sequer sabia o que eu sentia, nem o que fiz por ele ou pelo menos por causa dele. Não importava. Era indiferente para ele. Era um sentimento de rejeição diferente. Não era de esposinha rejeitada, porque o que eu senti não era amor, nem paixão. Era só vício. Vício naqueles lábios. A partir daí, toda vez que escuto Kissing U fico mal.

Flash Back pov’s Baek End

– Ficava né… Agora não sinto mais nada… Bem, sinto saudades da minha droga. Mas não posso fazer nada… E mesmo que pudesse, não iria querer.

– Sério? – Questionei.

Ele sorriu e me beijou.

– Não iria querer porque drogas fazem mal. – Acariciou os meus cabelos. – Encontrei algo bem melhor. – Deu-me um beijo de esquimó. – Drogas dão sensações maravilhosas, mas destroem vidas… – Selou-me novamente. – Não é como o seu beijo que não é um vício, mas amor, que só me faz bem…

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