Originalidade, clichês, pseudo-inovações e outros títulos

 

Já cansei de falar das minhas definições sobre o que é original, clichê e qualquer outras denominações que cabem a esse debate. Comentei no Jornal da Noire, do Alex, já expus minhas ideias em 1000 comunidades(desde fóruns à redes sociais). Contudo, mais uma vez, faço questão de deixar minha opinião(pensamentos MEUS em cima de conceitos) clara. 

Em primeiro lugar, vamos falar sobre originalidade, o significado da palavra. Segundo a maioria dos dicionários, e como todos há uma penca de definições, vai de “vindo da origem” à “singular”(semelhantes, mas não iguais). Na minha visão, original é algo muito intimista(singular). Uma obra original é uma obra única, jamais contada, que vem de dentro do autor. Isso significa que tudo é original? Não. Como eu disse, é subjetivo, vem de dentro da pessoa, mas, o espectador tem que sentir. Em outras palavras, a interação autor-espectador tem que ser sincrônica. Se você consegue fazer com que o espectador entre no seu mundo, na sua origem, absorva sua obra e consiga ver uma história que não foi contada, algo íntimo mesmo, pronto. Você mostrou a sua originalidade, o seu traço, sua singularidade. 
Muitas pessoas confundem original com inovador, que significa segundo os dicionários, e pra mim também, novidade, algo novo. Já se diferenciam por “inovação” ser algo direto, uma ideia incomum surgida. Eu posso ser inovadora sem ser original. Posso muito bem inventar um monte de plots aparentemente(uso essa palavra porque é impossível ser completamente inovador) inovadores e ser puramente comercial. Comercial: atingir um público unicamente para atingir. Posso não mostrar o meu traço, posso fazer com que o espectador só se atraia pela ideia, em outras palavras, a ideia é o centro, não o autor. Não é algo singular. 
Agora, clichê é uma denominação difícil de comentar. Muitas pessoas pensam que se é clichê, é ruim. Mas o que é clichê? Define-se em uma palavra: comum. É quase que o contrário de inovador – incomum – mas, ambas as ideias normalmente servem para atingir o público por atingir. Muitos comentários no meu jornal “Chucas em fanfics ” e “Tipos de lemon” são sobre condenar clichês, bastantes comentaristas defendem que uma história tem que ao máximo fugir do comum, só pode ser boa se for inovadora. Eu parcialmente discordo dessa ideia. O comum só é perigoso quando neutraliza a originalidade do autor. Exemplo: na minha ask(o comentário não fui publicado), uma menina comentou que faz lemons clichês porque tem medo de o público não gostar da ideia dela sobre sexo. Gente, cadê o intimismo? Esses pensamentos de “quero ter público” ou “pode ser que fulano não goste” que elimina o poder que TODOS possuem de escrever. Não só escrever, mas pintar, desenhar, costurar e afins. 
Você pode ser original sendo clichê, pode ser original sendo inovador, como pode ser totalmente inovador e puramente comercial(acho que ficou claro que estou usando esse termo como contrário de original, só vou ressaltar com a finalidade de que everybody entenda). Independente do plot, ser original trata-se de tornar algo único, exclusivo de quem fez. Digo, com muito medo, mas digo, que a obra original seria uma personificação do autor COMO AUTOR. Essa é a minha definição. 

Ps: Lembrando que nem tudo que é orginal é bom(até pq, como eu disse, vai de cada um), nem tudo que é comercial é ruim(ao contrário, tenho meia dúzia de pwp que fiz para amigos ou para ver a reação dos mesmo, e sabe, me diverti escrevendo e considero bons trabalhos). Logo, não estou condenando nada nem ninguém. Atire a primeira pedra quem nunca escreveu pensando no que outras pessoas diriam ou se gostariam(isso ocorre até inconscientemente). Sério, isso acontece comigo e com você. Atire a primeira pedra quem nunca pensou em fazer, ou fez algo completamente comercial e me apedreje hard quem nunca gostou de trabalhos(sejam amadores ou profissionais) assim. Esse jornal é somente uma REFLEXÃO dos meus conceitos de cada título citado acima. 

Bebendo: Chá verde dietético sem halls preto

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