Cocoon

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Sinopse:

“Quem iria saber
Que um menino como ele
Teria entrado em mim levemente
Reestabelecendo minhas felicidades”
Cocoon, Bjork.

Descrição de uma paixão que se nasceu de uma primeira relação sexual e se desenvolveu ao longo de várias outras transas.

Capítulo 1 – Causa

– Gege, eles disseram que não sirvo mais para você. – Selou meus lábios com tristeza.

– Tão salgadinho esse beijo. – Limpei as lágrimas que escorriam no rosto já molhado de suor após uma noite longa daquelas. – Não quero te ver assim…

Ele me abraçou em crise de choro. Não aguentava vê-lo vazar. Era difícil saber que aquelas lágrimas eram por minha causa.

– Gege, eu tô com medo de não dermos certo… – Senti sua respiração pulsar no meu rosto. Fôlego de angústia, cansaço. Absorvia seu medo a cada movimento que ele executava.

Para Tao, nada é mais gostoso do que o pós-sexo. Ele sempre sentava no meu colo, ficávamos abraçadinhos de frente para o outro. Suas coxas bem delineadas me envolvendo como um abraço inferior. Também achava tal momento uma delícia, observava o tronco dele apreciando com as minhas digitais em seu peitoral. Admirava cada movimento que fazia ao inspirar e respirar, seu peito pulsando aliviado depois de tanto ofegar. Beijei seu pescoço, usava um perfume masculino que ficava delicioso misturado ao suor. Um odor quase afrodisíaco.

– Tô pesado, ge? – questionara aos sussurros, acariciando o meu rosto com o seu, explorando os cheiros que eu exalava.

– Não. – Beijei seus lábios com gosto. Sem mais descrições.

– Acho melhor irmos dormir. Temos que acordar cedo amanhã, não é? – Sussurrou novamente de forma gemida. Claro que fazia isso sem querer. Tao era naturalmente sensual. Inclusive, era o que mais me chamava atenção em um conjunto de adjetivos que tinha.

– Ainda guardo os nossos vídeos. – sussurrei em seu ouvido antes que pudesse se levantar. – Os assisti para me consolar enquanto estava fora. Não gosto de ficar muito tempo longe de você…

Enrubesceu.

Zitao podia ser uma pessoa calma e serena usualmente, mas na cama se transformava, e tinha esta plena consciência.

“Gege, bate com ele na minha cara? Ahhh, que delícia!” se referia ao meu pênis.

Meu Didi tinha uma paixão intensa por oral. Gostava de chupar, massagear, implorava para lamber a minha glande enquanto eu gozava. Mas surrá-lo no rosto com o meu pau era o seu maior fetiche.

“Gege, pode gozar…Ahhh, que gostoso!”, delicioso vê-lo sussurrar com a boca escorrendo porra.

Realmente oral o encantava, ter contato direto com o membro, o estágio da descoberta, quando o ser humano inicia sua jornada empírica enfiando tudo na boca para conhecer o seu meio. Para Tao, cada transa era mais uma aventura. Devido à doença que tinha, não sabia se o faria novamente ou não. Para ele, era como se fosse a primeira vez sempre. E a cada chupada aparentava ser, pois os jogos sempre eram diferentes.

“Posso brincar com ele?” fazia carinha de inocente acariciando o meu ânus com o indicador.

“Pode, mas só na entradinha.”

Eu odiava ser penetrado. Não porque doía ou algo assim, eu simplesmente não sentia prazer algum dando o cu.

“Posso lamber também?”, outra coisa que eu detestava, ainda mais, ficar todo melado de saliva nessa parte. Mais porque eu costumava me agoniar com tudo nessa área, não era atoa que fazia depilação mensal por causa da pinicação que os pentelhos me traziam.

“Pode, Didi.” Mas, como ele fazia aquele bicão lindo, como negar?

Mais do que oral, Zitao adorava ser comido. Mas não era um passivinho inocente e doce como aparentava. Era flaming. Uma ninfa badass. Chegava a ser um dominador, como um seme passivo.

“Didi, ele já tá duro. Deixe-me penetrá-lo agora?” quando inspirado, grudava a boca no meu pau e não saía de lá nem depois que eu gozava. “Eu sento no seu pau quando eu quiser! Gege pirocudo!” adorava boca suja na cama, ainda mais quando xingava áspero, quase infantil dessa forma.

“E eu não posso brincar com o Didi?” chegava a ser humilhante ter que fazer bico por uma foda, mas ele sempre arrancava isso de mim. Fazia-me implorar por sexo.

“Assim sim, gege.” Beijava o meu bico e sorria de forma safada encaixando o centro de suas nádegas na minha ereção já pulsante de tanta estimulação labial. Tao era safado, me fazia de boneco de plástico, amava usar e abusar de mim.

– Não quero mais correr riscos, Gege. Não quero que venha a passar por isso também. – Abraçou-me ainda mais forte, soluçando deveras cansado de tanto chorar. – O Gege entende?

– Sim. – Beijei sua testa. – Você vai ficar bem, Didi.

Ele sorriu silencioso, com todo um tom de sarcasmo que só ele tinha.

– Não me dê esperanças, seu bobo… Já contraí a Aids. É o fim da linha pra mim…

Tao é soropositivo desde os 17 anos. Não tenho o vírus no meu corpo, começamos a namorar quando ele fez 19. Namorar um soropositivo sem ter o vírus é complicado, chega a ser desgastante. Tenho que fazer exames todo mês, usar camisinhas receitadas (são muito caras, mas é mais segura que as de farmácia) e nos privar de diversos prazeres, como o sexo oral ou anilingus – eu nele. O máximo que posso fazer é masturbá-lo e penetrá-lo com os dedos nas preliminares. Transar com o pau plastificado e ainda correndo o risco de ficar doente também. Além das restrições, o ritual que Tao costuma fazer depois do ato, no início me deixava abismado: quando terminada a transa, ele começa a chorar, me agradecer pela noite de forma tristíssima, ajoelhar-se e rezar quase aos gritos para Deus a fim de que eu não contraia o vírus.

Não vou dizer que não tenho medo. Tenho e muito, mas me arrisco nesse relacionamento porque sei que apesar de um final doloroso, sem Tao, prefiro morrer.

– E pra mim também…

Ele não era conivente e me fazia prometer que eu não me mataria ou faria uma loucura qualquer “quando” ele morresse. Eu prometia, porque não precisaria fazê-lo. Se Tao morresse, depois dos longos tempos destruindo-se até definhar, seria o meu destino. Não pela Aids, mas por ele. Tao era o meu vírus, ele se alimentaria do meu coração para sempre.

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