Desconsiderando a dor

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Sinopse:

Depois de tanto tempo de namoro, SungMin não aguenta mais as trapalhadas de KangIn, principalmente em relação ao álcool. Eles terminam o namoro fazendo aquele entrar em depressão crônica o incentivando a beber ainda mais. Uma coisa trágica acontece…

Capítulo 1 – A descoberta

Já faz um ano que estou sem ele. Tenho certeza que consegui me recuperar… Não posso mentir pra mim mesmo. SungMin foi o único menino que amei, jamais pensei em traí-lo como traí minha fila de namoradas, por mais que gostasse delas. Agora é um novo dia. Ele aparenta nem sequer ligar pro que eu penso. Age friamente, como se nada tivesse acontecido. “Somos colegas de trabalho Kangin-ssi, não misture as coisas.” É o que sempre diz com aquele sorriso, digo que sei o quão falso é. Estando tanto tempo com uma pessoa, ela se acha no direito de zombar-me. Não posso mais ter pena de mim mesmo.

– O que estão tomando? – Perguntou Siwon, que não morava com a gente. Porém, passava uns dias aqui pela necessidade total do grupo unido.

– Cuba libre. Quer um pouco? – ofereci

– No café da manhã? – mãos na cintura.

– É o meu leite matinal – sorrio satisfeito.

– Não aguento mais, pra mim já chega – Disse Kibum deixando um copo pela metade. – Você também devia parar. – sorriu.

– Só mais um – virei o meu copo e o resto do dele.

– Bom dia meninos. Falta óleo lá em cima. Alguém pode me arranjar uma xícara? – Era SungMin, saltitante como sempre.

– Claro – Entrego literalmente uma xícara pra ele com um sorriso babaca na cara.

– Hyung, por que você é assim? – Saiu sem nenhum senso de humor.

Ele dizia para não misturarmos as coisas, entretanto, sempre que brinco tem que ter algo por trás… Não posso ser eu mesmo, não posso sequer falar com ele.

Só mais um gole de cuba libre… Agora estou satisfeito.

Não consigo ficar em casa hoje… Penso em ir ao parque, sempre faço minha corrida matinal por lá; a esteira ultimamente anda me rejeitando.

– YoungWoon-dongsaeng! Procurei-o por toda parte. – corre ao meu lado.

Este é Heechul, meu colega de quarto atualmente, ou pelo menos quando durmo no apartamento dos meninos.

– Precisas de algo? – não paro de correr por nada.

– Seu exame médico chegou. – diz correndo ao meu lado.

Ultimamente, ando com hemorragias em excesso. Sinto eu que deve ser pela exaustão… Os novos trabalhos estão me matando e até conseguir me recuperar…

– E o quê diz? – estendo o braço pra pegar o diagnóstico, mas continuo a correr.

– Você tem cirrose.

– Quê? – Acho que não escutei muito bem.

– Você tem cirrose dongsae… Com apenas 22 anos.

Paro de correr. Mal consigo falar com a respiração ofegante. Olho bem pro meu colega de quarto e pergunto:

– Isso tem cura?

– Não… – decepcionado.

Tudo que consegui fazer foi calar-me ainda ofegante. Não tinha o porquê de falar algo. Heechul-hyung permanecia imóvel. Ele mal conseguia me encarar sem segurar as lágrimas. Ver o hyung chorar me fez chorar ainda mais, já que sempre foi uma pessoa fria. A tristeza ou pena que sentia devia ser enorme. Abraçamo-nos. As lágrimas eram intensas. Quanto mais eu chorava mais o hyung chorava. Era o meu fim agora…

Estamos voltando pra casa. Eu paro Heechul, fito-o intensamente.

– Hyung, por favor, não conte isso aos meninos…

– Mas dongsae… Eles precisam saber. Isso é muito sério.

– Não hyung, não estou preparado… Por favor – lágrimas saíam, recusei-me a soluçar, mas eles escapavam.

– Ok… Não vou contar. – abre a posta – Você é que vai. – disse entrando na casa

Limpei as lágrimas, por sorte meu rosto não estava vermelho, já os olhos…

– Bebendo no park também?! Acho que virou um hobbie. – Eunhyuk com as piadas matinais, tentando roubar a cena que eu construí. Pelo menos ninguém desconfiou que eu estivesse chorando…

– Hyung, o que houve? – SungMin aparece.

– Como assim o que houve?

– Andou chorando?

– Por que a pergunta? E assim de repente…

– Chorou por quê? – cruza os braços querendo saber.

– Eu não chorei moleque, eu sou homem tá ligado? E pra que me amola? Não te devo satisfações mais.

– Do que você está falando? – fez uma cara de confuso que me irritou ao extremo.

– Não finge que leva tudo na amizade ou no profissional, e se sim, parabéns, conseguiu me dar repulsa. – dei as costas ao dongsae sem escutar sua palavra final.

Ele sabe que passei os últimos anos sofrendo e me dedicando a ele e nunca fomos amigos pela atração inicial e final… O lado que ele odiava em mim foi o único que permaneceu, agora, este lado morre também.

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