Desencontros

Sinopse:

Desencontrar-se em uma cadeia psicológica significa perder a essência de si não podendo estar a procura de outras. Fatos no passado dos personagens os impedem de tomar impulsos sentimentais, admitir o que sentem ou lutar por condições desejáveis, resumindo-se: dizer sim própria liberdade.

Suho POV

Encantando-me só de vê-lo seminu – apenas uma cueca verde água transparente o cobrindo -, estirado no colchão. Observei-o durante minutos; seu peito pulsando pela respiração enquanto dormia, seus olhinhos semiabertos em um sono profundo, pequena abertura labial do qual saiam roncos tímidos, barriguinha levemente definida e trapézios profundos. Via-se que portava metabolismo veloz somente na contemplação de um cochilo que virara sono em menos de meia hora. Suas pernas meio abertas em “v” mostrando o pau semiereto na cueca me fizeram cogitar a ideia de tentar adivinhar qual sonho erótico estava tendo.

Aproximei-me vagarosamente. Além do metabolismo extremamente acelerado – comia uma vaca e não engordava nem com reza braba –, tinha sentidos extremamente aguçados.

“Suho-hyung está aí?”

Sussurrei em seu ouvido.

“Te amo”

O que? Seria esse balbucio uma declaração?

“O Suho hyung?”

Tornei a sussurrar

“Te amo… Hyung”

Balbuciou novamente.

Lágrimas inegociáveis caíram do meu rosto. Esse tipo de sentimentalismo que eu demonstrava também enjoava a mim mesmo, mas enjoava por ser uma parte da minha constituição. Jongdae donsaeng nunca admitira que me amava, jamais admitiria. Sonhar com a ideia de talvez ele me amar era a melhor esperança que eu podia ter.

Deitei ao lado, e sem querer incomoda-lo durante o profundo sonho erótico que estava tendo comigo, apanhei outro lençol.

Contemplei-o mais um pouco. Na minha mente, seus lábios imploravam por um beijo. Jamais negaria algo ao JongDae-hyung…

Seus lábios eram finos e macios, daria tudo para oscula-los de forma recíproca.

O sono está batendo agora…

Fim do POV 

Depois de três anos dividindo o quarto da república, Jongdae tomou a iniciativa de chamar Jumyeon para dividirem um apartamento após a formação de ambos na faculdade. Agora Jongdae tinha arranjado um emprego de verdade, seu diploma acabara de proporcionar um salário suficientemente bom para alugar uma casa boa, sozinho.

“Se não aceitar, hyung, entenderei.”

Jumyeon olhou pasmo. Como não aceitaria, pensava. Seu amor por Jongdae teve início no ensino médio, mas se manifestou de forma violenta na faculdade, após começarem a dormir na mesma cama.

“Hyung, posso dormir com você? Seu cheiro é tão bom”

As bochechas de Jumyeon sempre enrubesciam, seu rosto não cansava de corar, como se fosse sempre a primeira vez a se perguntar. Não era pelo menos a terceira vez na semana.

“Hyung, então esse é o sabonete que você usa? Posso passar um pouco? Quero ficar cheiroso assim também.”

Tomar banho juntos era todo dia, e mesmo assim Jumyeon ficava duro videando o mais novo, mas se escondia ao máximo para o outro não notar.

“Hyung, por que você sempre coloca na gelada repentinamente? Acredito que isso deva fazer mal.”

Mal era a não correspondência de uma relação quase íntima de mais de cinco anos, era o que Suho pensava.

Mas quem disse que não era correspondido?

Chen POV

Que inveja que eu tinha desse sabão de lavanda. Alisava essa pele branca todos os dias, criando várias espuminhas, impregnando seu cheiro dando identidade ao meu pequeno. Esse cheiro, após o banho, estaria em sua epiderme até renova-lo com outro banho.

“Donsaeng, você me assustou”.

Eu sempre ria da falsa reação de susto dele. Já sabia que eu iria entrar, na verdade muitas vezes seus banhos eram mais longos me esperando. Mas mantinha uma certa pose, não sabia o porque.

Jumyeon tinha uma bundinha tão gostosa, as vezes eu a encoxava no box, o pau dele sempre endurecia, e de tolo que era, tentava esconder.

Esses joguinhos sempre me animavam, mas faz muito tempo que ficamos só no flerte. Tipo, anos. Não posso pedi-lo, assuntos do meu passado me impedem de assumir uma relação firme estável, me impedem de pensar em colocar um anel em alguém que amo por minha conta. Eu realmente não aguentaria mágoa-lo ao virar as costas. Eu estava feliz em tê-lo só ao meu lado, sem laços, sem nada. Ele que parecia não estar…

“Suho hyung”

Sussurro fingindo um sono profundo novamente. Gostava de forjar sonecas pelas consequências que esse ato trazia.

“Também te amo, donsaeng”

Jumyeon tinha lábios no ponto. Carne suficiente, pele macia sem exagero. Era um menino que saciava sem dar mal estar. Seu único excesso era o de não exceder.

“Desculpa….”

Fim do POV

Do outro lado do bairro, em um cinema 24 horas, KyungSoo mantinha os olhos vidrados na tela, tentando mostrar máxima atenção ao filme, mas com sua cabeça a anos luz de lá. Esse fato era dado à mão esquerda de Yixing que acariciava o membro do outro sem o menor pudor, afinal, quem assistia filmes de arte neozelandeses às 3 horas da manhã?

Era um encontro clandestino. Não por estarem praticando um crime constitucional que é fazer sexo em local público. Era algo proibido por tratar-se de uma traição.

– Tá gostoso, Soo? – Xing sussurrava enquanto sentia a pulsação do pênis de Soo em sua mão.

– Está. – Respondia sem tirar os olhos da tela.

– Me dá um beijo? – Acariciava o pescoço do mais novo com os lábios.

– Por favor, tudo menos isso…

KyungSoo traía BaekHyun de todas as formas, em todos os lugares. Mas jamais beijara outro homem ou outra mulher. Essa era uma carícia exclusiva ao seu marido.

Um beijo… Não existe algo mais íntimo.

Baekhyun sabia dos encontros do marido, mas não dava tanta atenção. Sentia-se culpado por isso, já que tinha a dura rotina integral de dedicação à faculdade e ao trabalho. Não ficava tão mal em saber que seu marido tinha companhias noturnas que faziam o que ele não podia por falta de tempo, sanar seus desejos sexuais. A única preocupação em sua cabeça neste momento era “Preciso entregar a planilha pro Jongdae-ssi até as 9h”.

Trabalhava das 6h e voltava para casa às 18h para ter aula às 19h e voltava pra casa 00h para finalmente dormir, mesmo que mal dormisse. Era uma rotina corrida, mal via o esposo nesse período de tempo. Claro que nunca dera permissão ou uma espécie de “vale night” para que KyungSoo pudesse preencher as lacunas que esse relacionamento tinha. Ele somente não se importava se o esposo estava chupando a pica de outro homem, já que a sua estava cansada demais.  O problema é que KyungSoo já chupava a mesma pica há três anos…

Flash Back BaekSoo

– Já vai? – Soo questionou mirando o relógio. Ainda era 4h40min, e fazia exatos 40 minutos que Soo tinha finalmente pegado no sono.

– Não consigo mais esperar, preciso entregar isso urgente para o meu chefe. – Baek disse levantando.

Tentou acalmar o marido de todas as formas. Baek estava sofrendo mais uma de suas crises estressantes de ansiedade e não ia conseguir controlar-se por si mesmo.

Desta vez Baek estava decidido. Iria perder 2 horas preciosíssimas de sono para entregar um relatório de rotina ao chefe em 5 horas.

– Pode me dar um beijo antes de ir? – Soo pediu.

– Desculpa, estou atrasado… – Baek saiu deixando o bico do marido empinado.

Decepção…

BaekSoo Flash Back off

– Só um beijinho, mor. – Lay disse fazendo um biquinho alegre.

KyungSoo o beijou…

Voltou pra casa. Contemplou seu marido por mais um tempo, preparou suas malas. Tinha tomado uma decisão.

KyungSoo POV

“Pretendo deixar tudo pronto esse final de semana. O seu amor já não me traz nada senão sofrimento. Sei que uma carreira profissional na vida de uma pessoa é importante, mas nossas ambições são completamente diferentes e estão levando o nosso casamento a um rumo totalmente nocivo. Eu te amo, sei que durante muito tempo somente isso foi suficiente para me sustentar, mas essa intensidade já não ocorre. Nosso amor já não nos satisfaz. Esta noite, meu bem, não me verá mais. Deixo a minha aliança nesta carta, na caixa da minha gaveta tem dinheiro para três meses de aluguel, acredito que até lá consiga achar um parceiro de quarto para dividir as despesas. Desculpe deixa-lo em uma situação tão crítica, mas esse impulso é uma oportunidade única para que nos libertemos. Na caixa também estão os papéis do divórcio. Espero que case com alguém menos egoísta do que eu. Se alimente bem e tome suas vitaminas direito. Nunca te esquecerei.”

Reli o trecho final da carta em lágrimas. Tomar essa decisão foi o ato mais difícil que fiz na minha vida, mas não posso mais voltar atrás.

Coloquei o bilhete com cuidado em baixo do travesseiro do meu amado adormecido. Que bom que pegou no sono, fico preocupado quando suas insônias ficam profundas como as minhas.

Esses lábios finos suspirando com tanta paz… Quem o vê com essa aura de criança cochilando acha que sua vida é tranquila. Beijei-o. Saudades dessa sensação.

Agora me vou, antes que as minhas lágrimas, paulatinamente mais graúdas, o acordem. Acho que o inferno me seria garantido se eu fizesse isso.

Adeus, meu amado Byu Baekhyun.

Fim do POV

Pegou o primeiro trem para encontrar Yixing na praça.

O chinês ao vê-lo ficou tremendamente feliz. Sentia que Soo desistiria do plano e apenas aguardava um SMS já com um lenço na mão para que pudesse partir e chorar. Não acreditou que o mais novo finalmente rompera os laços mais fortes de sua vida por si. Parecia um sonho. Seria um sonho?

– Você está bem? – Limpou as lágrimas do coreano com seu lenço.

– Vou ficar…

E assim partiram para Incheon a fim de pegar o primeiro avião que saísse para Pequim. Yixing consolando o mais velho que não parava de chorar enquanto ligava para Luhan, seu amigo veterano ex-intercambista, para busca-los no aeroporto.

“E não se esqueça de trazer um calmante junto”. Desligou o celular.

Uma realidade não muito longe daquele lugar, um casal fodia em um beco.

– Min, enfia mais fundo. – Gemia o prostituto totalmente extasiado com as estocadas dadas por um dos seus clientes exclusivos.

– Zitao, se gemer mais alto a vizinhança inteira vai escutar.

– Não me chama pelo nome, caralho! – sussurrava rebolando com mais força ainda. – Vou gozar…

Kim Minsokie, futuro herdeiro da companhia que administra, 24 anos e já futuro pai de família, casado com Sung-ah que agora esperava um filho seu de 7 meses, tinha um problema. Nasceu homossexual. Mas esse não era exatamente o problema. Relacionava-se com um prostituto desde os 18 anos. Inevitavelmente construiu uma vida dupla, uma vez que seu coração pertencia a Edson Huang, ou Huang Zitao(seu real nome) que começara a se prostituir ainda menor de idade causa de uma dívida que pagaria a agiotas por um empréstimo feito a fim de conquistar um sonho que jamais se realizou ou talvez se realizaria, ser uma estrela. Ambos tinham o destino em comum: negariam suas identidades pelo resto de seus dias.

Tao já tinha sua dívida paga. Fugiu da China para a Coreia do Sul ainda com 14 anos. Aprendeu a língua e através do empréstimo pagou uma escola de idol se formando com 16. Infelizmente, seu talento não foi suficiente para conseguir um debut, e não viu outra maneira de arranjar dinheiro para pagar sua dívida senão mediante prostituição, já que não sabia fazer nada, tinha investido tudo num sonho que nunca vingara. Agora se encontra com 19, pagou sua dívida há seis meses, mas como dito anteriormente, permanecera no ramo.

Tao ejaculou no muro, fazendo seu sêmen escorrer até a calçada. Minsokie animado em ver o menor se desfazendo, gozou em seguida.

– Te amo, Edson. – Sussurrou Minsokie no ouvido alheio.

– Assim tá melhor…

Já passavam das 8h. Sehun chegaria atrasado à escola e não podia se dar ao luxo de ganhar outro carimbo de advertência. Mais dois e seria expulso, o que não era tão difícil de acontecer.

Mesmo assim chegou.

Na sala do diretor, pediu desculpas e fez um drama implorando para que não ganhasse mais carimbos. Seus pais não poderiam saber que andava com problemas escolares, jamais o perdoaria.

– Por favor, diretor.

– Por que não chega no horário?

– Porque tenho que pegar um caminho diferente ao de costume.

– Hoje será sua última chance.

Sehun obedeceu.

Hoje, chegara totalmente marcado. Mancava mais do que um aleijado.

– Satisfeito?

O diretor viu que era um caso sério de Bullying, então não voltou a atormentá-lo.

– Diga-me só quem é. – Implorou.

Sehun não poderia se dar luxo, pois sentia algo por seu agressor.

Era engraçado como Jongin chegava à sala de aula, sentava-se na mesma fileira que Sehun e fingia que não tinha lhe dado chutes há pelo menos 40 minutos atrás. Toda forma de humilhação que causara ao loiro começava de manhã e lá terminava.

– Não queria ter te batido dessa vez, mas achei que os meninos já estavam desconfiando. – Disse Kai beijando a fogo o pescoço do outro. Era 23h39, estavam no quarto do Sehun dormindo de conchinha.

– Tudo bem…

Por um lado, o diretor não ameaçaria mais o loiro de chamar seus pais – dos quais era secretamente emancipado -, e não iria mais precisar ser espancado diariamente a fim de esconder a sexualidade enrustida do namorado, que preferia agredir quem ama a assumir a si mesmo.

– É? – Disse Kai virando o namorado para si.

Degustou de longos beijos do menor. Sehun sente uma pontada e afasta discretamente.

– Ainda dói…

Referia-se aos movimentos que seu maxilar fazia a fim de beijar o namorado e, claro, as feridas labiais em processo de cicatrização.

– É, senti o gosto de sangue. – Sorriu sem graça.

Sehun não era obrigado a recolher as migalhas, mas se sentia. Estava só em uma cidade, vivendo de uma pensão do avô que se comoveu com a expulsão dos pais pela sua preferência sexual, mas não permitira que morasse com ele, não queria que influenciasse mal os outros netos. Apaixonou-se pela única companhia que tinha, seu agressor homofóbico.

– Já são 00h, está na minha hora.

Sehun segurou o braço do moreno praticamente implorando.

– Não quer dormir aqui hoje?

Jongin deu uma risadinha lateral, o selou e levantou-se sem mais.

– Foi engraçado… – Piscou.

Recolheu suas coisas e foi embora.

Dormir de conchinha… Seria mais íntimo que um beijo?

Na sala, mais uma vez Sehun chega atrasado. O professor o manda para o diretor, mas desta vez nada acontece.

Sehun POV

Ainda estou mancando por ontem de manhã. As vezes penso que a minha saúde é frágil por me machucar tão depressa. De fato, sinto falta das vitaminas que a minha mãe colocava no meu leite de desjejum. Não deveria ser algo imprescindível, somente um complemento. Se minha vida dependesse disto, ela não teria me deixado partir. Teria impedido as gritarias do meu pai, teria entrado na frente dos socos e pontapés que ele me deu, com certeza teria pelo menos dito para ele parar. Mas, na verdade, ela sequer se mobilizou.

– Sehun, desligue esse celular, ou bote no silencioso, meu jovem.

– Desculpa, professora.

O toque do celular despertou a todos, exceto a mim quanto as lembranças.

“Rola uns pegas hoje a tarde?”

Era Kai. Olhei discretamente, agia com normalidade.

Sua frieza devia me dilacerar em pedaços, mas carrego um passado que me traz dores tão mais profundas que simplesmente aceito que me tratem como um verme. Talvez, seja o modo certo de lidar com a minha pessoa.

“Ok”.

Fim do POV

No aeroporto de Pequim, Luhan consumia seu café. Não gostava de nada amargo, nem doce demais.

“Chá de bolhas é coisa de criança…”

Dizia para si mesmo em uma abstinência da bebida favorita já há 15 dias. Não podia engordar uma grama sequer, ou não passaria na prova de resistência.

Sorriu para si mesmo. “Só unzinho…”, sacou a carteira e deparou com seu relógio de pulso. Estava na hora, Zhang Yixing e seu amigo já chegaram.

Correu ao embarque com um enorme sorriso no rosto. Lá estavam, seu amigo que não via há mais de 8 meses e um menino em lágrimas, provável pessoa a  qual xing se referia no telefone.

– Saudades de você, Di. – Se abraçaram forte. – Tá tudo bem, cara? – Luhan questionou ao homenzinho ao lado, seus soluços estavam bem altos.

– Trouxe o calmante que te pedi, ge? – Xing colocou seu casaco por cima do D.O.

– Trouxe sim. – Pegou os comprimidos dentro da bolsa com uma garrafinha de água gaserificada. – Vai ficar bem… – Luhan sorriu e afagou os cabelos do pequeno estranho que ainda chorava sem conseguir falar.

No apartamento, KyungSoo já dormia profundamente. O calmante fizera efeitos sem complicação.

– Ainda acho que a dose que demos pra ele foi muito alta… – Afirmava Luhan enquanto ajudava o amigo a descarregar as malas. – 200 gramas? E se ele tiver uma overdose

– Que nada…Ele não dorme a tanto tempo que acho que fizemos um favor a ele…

-Por falar em não dormir, cê tá horrível, cara. O que aconteceu com os seus olhos?

– Uai, eu trabalho durante a noite e durmo durante o dia. Esse é o horário que já estou no décimo sono, foi impossível dormir no avião tendo de consolar um menino chorando ao seu lado.

Luhan deu uma risada sacana.

– Além do mais, ele tem marcas de agulha nos braços. Como nunca me falou que era diabético, acredito que seja adrenalina ou algo do tipo. Meninos gordinhos não usam anabolizantes, então… Ele aguenta 200 gramas de lexotan sim.

Um pequeno silêncio pairou na sala. Luhan tinha uma cara misteriosa, de alguém que estivesse segurando um segredo para revela-lo no momento certo.

– Mor, que foi? – Xing sorria cutucando a barriga do amigo.

– Não sei se te conto agora… – Segurou para não ter um ataque de risos.

– Conta logo, vai! – Sorriu  juntamente.

– Passei no teste de admissão, Xing. Voltarei para Coreia como professor. – Lágrimas de emoção de seus olhos.

Xing não se conteve de alegria e abraçou o loiro com uma força considerável.

– Quanto tempo já?

– Faz uma semana que me ligaram. – chorava descontroladamente enquanto ria. – Não te contei antes porque estava ocupado.

– Você não sabe o quanto estou feliz por você… – Beijou seu pescoço. – Quando vai pra lá?

– Hoje no fim da tarde.

– Como é que é???

– Foi um dos motivos de eu não ter te contado a notícia no aeroporto.

– Nossa, mas tão rápido? Nem matamos a saudade.

– Eu sei… Desculpa por isso. Tive sorte até, me ligaram novamente hoje para a confirmação por terem finalmente encontrado uma locação para eu ficar. – Pegou os laudos da bolsa para a pós. – Veja. – Entregou. – Estou há um tempo controlando a minha alimentação, porque antes de encaminharem os intercambistas, fazem um controle geral de saúde. – Mostrou seu último relatório diário. – Chequei meu peso hoje e estou fora de perigo… É tão ruim ficar sem tomar chá de bolhas…

Xing sorriu entendendo a mensagem.

– Vamos à vendinha agora.

De volta a Coreia, dois corpos se amavam na santa sacristia, o ato era feito com tanto vigor que praticamente tinha vida. Chanyeol no momento possuía o seu irmão de batismo. Nome de nascimento, Yifan, nome de batismo, Kuriseu – apesar de nunca ter sido chamado assim por ninguém no mosteiro. Possuía-o no sentido de que estaria dentro dele agora, mas Yifan não o pertencia. Ele pertencia a Yifan, em todos os sentidos. Desde sua guarda judicial – quando com 13 anos – até cada fio de cabelo – até hoje, com 20. O padre que adotou seu coroinha, assim ficaram conhecidos desde que Chanyeol fizera 15 anos. Até um pouco depois, seu ex-emancipado com 17 e seus laços se modificaram, trazendo a consequência de ambos os atuais padres se amarem. Em segredo, obviamente.

– Como ficou tão incrível nisso? – Dizia Kris ofegante de bruços literalmente acabado pela selvageria do coroinha.  – Acho que meu pé ficou dormente. – Sofria ao sentir a dor muscular causada pelos espasmos.

– Não fiz nada diferente da rotina. – Beijou atrás da orelha do padre ainda imóvel. Desceu até o pé do seu “irmão” e o massageou com leveza. – Relaxa o músculo. – Tragou gostosamente o seu cigarro.

– Pode me dar uma tragada? – Disse se virando.

Chanyeol mordeu o lábio em ver o namorado já duro – gozara em não mais de 2 minutos atrás, que potência é essa?

– Se deixar que eu te trague antes…

Essa fic foi postada no Social Spirit

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