Obsessão

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Durante muito tempo busquei lutas que me deixassem mais forte. Meu verdadeiro motivo existencial era a morte dos meus oponentes; quem ficasse no caminho iria alimentar o meu objetivo vital. Matei tantos que até invejo o inimigo que é morto pelas minhas mãos; quando ele se debate e implora por vida ou uma morte rápida com lágrimas intensas nos olhos, viro-me e conforto-o “Sinta-se orgulhoso, essa mão que vai te matar, matou mais de mil”, e dou o golpe final. Após sua morte, devo enviar o corpo o mais longe possível do cenário. Ninguém pode encontra-lo, nem mesmo meu mestre de combate.

Os Shinobis estão sob juramento de batalha, um corpo de Shinobi possui muitas informações que devem ser preservadas. Ainda que em uma guerra, a ética e a moral nunca deixam de ser válidas, somente o oponente guarda as lembranças e apenas via luta. Se ele está morto, não tem porque buscar proteção dentro das mais profundas táticas de batalha, aquelas técnicas tão pessoais que marcavam o ninja como o único. Mesmo que quisesse violá-lo, quebrar o código de ética chamando um especialista em drenagem de minha confiança, ou usando jutsus proibidos para tomar o poder que meu oponente tinha sacrificando minha integridade como ser humano, nunca me importou quais as armas que um ninja têm; nível de força ou segredos hereditários. Para mim, isso não mais que faz parte de qualquer Shinobi, mesmo que fossem artifícios diferentes, técnicas únicas, isso não era um diferencial para mim. Surpresas são diferenciais para mim, e só tem uma surpresa que me cativa: a quantidade de tipos de pênis que existem em um homem.

Como um estranho hobbie, após matar os meus inimigos, checo seus genitais para alimentar a minha teoria de que surpresas sustentam o ser humano como ser humano. Não importa a vida que leve: uma parada de Genin, agitada de Chunin, arriscada de Jounin ou ainda pior como a minha na hierarquia, os Anbu; todo o ser humano precisa de um passatempo medíocre que o faça se sentir bem, e normalmente precisam estar carregados de surpresas. Por meio de lutas, é tão comum para mim que não consigo atuar na área não entendo como minha vida, apenas minha vida. Cada missão é só mais uma missão, cada inimigo morto é só mais um Shinobi que falhou cumprindo seu dever. É a vida, apenas. Atingir meu objetivo de ficar sempre mais forte, minha ideologia. Surpreender-me refletindo cada falo como um novo falo é o que me sustenta como ser.

Não me considero um pervertido ou com um passatempo estranho típico do diletantismo. Ao contrário. Enquanto as pessoas consideram seus genitais vergonha ou exclusivo para reprodução, excreção, eu os vejo como contemplação. Não me interessa toca-los ou usa-los para nada, apenas observa-los. Juro que quando vejo um, já me bate a emoção – inclusive, única que sou capaz de distinguir, porque não sinto, não costumo sentir -, o espanto, a surpresa, a admiração de um milagre divino. Quando vejo crianças se surpreendendo com o meio que vai descobrindo durante o crescimento, penso que temos isso em comum com alvos não tão desiguais, não é apenas um falo, é o falo. Como Deus conseguiu criar tantos pênis diferentes? O pênis é como uma identidade, uma digital impressa em cada ser. Me surpreendo como pode, em mil homens, cada um ter um de um formato, tamanho, espessura, cor, tipo, até os prepúcios ou a falta deles ajudam na distinção. É fascinante.
Nos livros sempre busquei informação sobre a vida, sobre hábitos típicos humanos e o que os nutre espiritualmente. Em um livro tribal li que os falos representam força em muitas culturas, e analisando as informações passei não mais  avaliar os pênis dos meus companheiros. Se vou medir a força, que seja sem preconceitos, terei de lutar para então confirmar se as informações são ou não verídicas. Até então, certo. O livro tornou-se minha bíblia sem questionamentos; os guerreiros mais difíceis de derrotar eram os que tinham pênis mais brutos. Os falos tornaram-se mais do que um simples alvo de admiração, mas um mensor de performance em capo de batalha. Tornei a verdade absoluta do mundo por meio de comprovação posterior, até conhecer Uzumaki Naruto.

Eu expliquei que não analiso os pênis dos meus companheiros… Mas com Uzumaki Naruto foi impossível. Primeiramente, o nosso primeiro contato foi por batalha, mesmo que tenha sido uma brincadeirinha. Testando sua força, pensei que não tinha sequer pênis e que toda aquela tagarelagem de que era um ninja especial remetesse apenas a sua condição como um Jinchuuriki. Não, ele era mesmo forte, mas nunca tinha visto um falo tão delicado na minha vida.

Inicialmente obtive a satisfação de comprovar mais uma verdade que eu carregava quando tomamos banho pela primeira vez. Não sei se a água quente influenciava, mas seu pênis estava bem escondido, muito mais que o meu. Na primeira luta, seguindo a análise de seu potencial, vi que era bom. Então fiquei um pouco desconfortável e extremamente curioso. Como seria realmente o seu falo? Não dormiria em paz até comprovar a minha teoria, precisava de respostas decentes.

Durante as noites, descobria-o delicadamente, sem que ele percebesse. O problema é que os sonhos eróticos eram diários. Não poderia concluir nada com seu pênis duro, porque como o meu, se modificavam e escondiam os mínimos detalhes analisáveis. Comecei a esperar.

“Que tal um banho na lagoa?” tentei expressar simpatia.

Ele apenas me deu as costas e saiu. Não entendi muito bem o que seu rosto dizia, mas acho que ele não gostou da proposta.

Comecei a ser mais cauteloso com os meus estudos. Sempre esperava Naruto ir tomar banho para que eu fosse logo atrás, mas ele era meio… Retardado. Primeiro entrava na água e então tirava a roupa. Parece que fazia isso para lava-las e vesti-las limpas no dia seguinte. Esse homem não deveria ter pênis, não segundo os meus estudos…

Essa minha obsessão chegou a ir tão longe que pensei em mata-lo num treinamento só para poder finalmente tirar essa dúvida cruel de mim. Tinha que existir outra saída, não é possível. Fiz uma estratégia tosca, mas tão friamente calculada que confiei na certeza do sucesso. A intenção era paparicar Sakura ao máximo anonimamente para que ela finalmente desse uma atenção a ele. Com isso, o intuito era fazê-los se estreparem para que Naruto finalmente pudesse parar de ter sonhos eróticos. Podia dar certo, ou o plano trabalhoso poderia ir por água abaixo se Naruto for um pervertido e passar a ter ainda mais sonhos eróticos por imaginar o que faria com ela no dia seguinte. Como era a única coisa em mente, decidi arriscar.

Todo dia era uma nova flor, um novo catão entre outras coisas que sempre li de como satisfazer as pessoas em uma situação amorosa. Como mulheres eram sempre flores, tentei. Só tinha um furo na minha teoria, Sakura podia se confundir, e então acabou se apaixonando por mim. Eu não contava de forma alguma com isso, por que nunca demonstrei – até porque nem posso – interesse algum por ela. Na cabeça dela, Naruto era tão infantil que jamais pensaria nisso. Bingo, ele ficou tão deprimido que os sonhos eróticos cessaram.

Depois de uma longa “aventura”, várias feridas que lhe causei por querer mata-lo, perder tempo criando estratégias perigosas só para poder olhá-lo, cheguei enfim ao meu objetivo enquanto ser sustentável. Em um sono pesado, averiguei suas expressões faciais. Provavelmente sereno. Isso significava talvez que seu sono estivesse pesado.

Com leveza, puxei o lençol que o cobria. Posicionei-me abaixo entre suas pernas, para facilitar a retirada da peça. Puxando o shorts, foi inevitável a surpresa, o fracasso da minha teoria. Pela primeira vez eu estava errado. Confirmei. Aqui estava o fim das minhas perguntas, mas início de outras questões. Únicos sentimentos que eu era capaz de distinguir era a surpresa, mas além da surpresa senti algo novo. Tentei averiguar na minha cabeça o que os livros denominavam os sintomas presentes agora em mim. Eu tinha vontade de chegar mais perto, fareja-lo, de senti-lo com as mãos, com a língua. Eu estava curioso para saber se era real. Mais do que uma surpresa, era uma necessidade. Pensei que minha existência estaria em jogo se eu não fizesse. Eu simplesmente não podia acreditar.

Com ainda mais cautela, puxei seu calção até coxas. Acariciando com leveza, me toquei que era a primeira vez que eu sentia a textura de um falo que não era o meu. Aproximei o meu rosto sem desviar o olhar da face de Naruto. Senti seu cheiro agridoce de água com sais de ervas, provavelmente do banho termal que tivemos mais cedo, e seu leve suor noturno. Uma fragrância viciante.

O sabor também seria inesperado? Pus de leve a língua, o mais rápido para que não o acordasse. Era tão maravilhoso que abocanhei esquecendo-me dos disfarces que tinha aprendido nos livros sobre plena situação. Pronto. Era esse o nome do novo sentimento que eu estava tentando categorizar, descontrole. Surpresa, descontrole.

Agora tenho duas distinções emocionais para a minha coleção.

Eu estava realmente descontrolado, não conseguia parar de senti-lo em mim, eu tinha vontade de engoli-lo, digeri-lo com vontade, presencia-lo dentro de mim da forma menos abstrata possível. O pênis de Naruto foi a fonte de rompimento ideológico vital que eu carregava. Agora entendo como os que acreditam em um seguimento espiritualista se sentem ao descobrir uma inexistência de seu Deus. Eu estava me sentindo como um ateu; surpreso, desacreditado, descontrolado.

Agora eram três.

Perdido em inconsciência, todos os meus sentidos estavam voltados apenas para o ato. Minha guarda estava completamente baixa, cheguei a pensar se o que eu estava fazendo era deixar de ser Shinobi. Com tanto pensamento descontrolado na minha cabeça, com tantas emoções novas distinguidas, confusão em mente, acordei do transe quando sinto um chute diretamente da sola em meu rosto. Naruto tinha acordado, e pelo sua face parecia estar furioso.

Mais um soco foi dado, mas dessa vez, suas expressões mostravam confusão. Não sabendo como reagir, apenas o imobilizei como as mãos e pedi calma. Ameaçou gritar, então o calei colando os nossos lábios, único membro livre para fazê-lo. Tal foi a força que mordeu meu inferior que o gosto de ferro me irritava. Pedi calma novamente, só que agora o jogando no chão com o meu corpo por cima. Suas faces tornaram a ruborizar, mas agora de vergonha. Ele começou a se debater tentando fugir ao máximo da situação, paralisei suas mãos com mais força e beijei os lábios novamente antes que ele tentasse gritar. Surpreendeu-se outra vez.

– Por favor, pare. Vai acordar a casa inteira. – Pedi.

Ele franziu o cenho aparentando estar com, acho que, raiva…

– Peço desculpas. – Soltei seus braços. Demonstrei um sorriso amigo, mas lembrei que essa expressão estava tão barrada pelo grupo que nunca conseguiam diferenciar simpatia de deboche.

Levei um tapa no rosto. Acho que ele não conseguiu, como eu imaginava.

– Como você pode fazer uma coisa dessas e depois simplesmente pedir desculpas?

Tudo bem que isso o deixaria surpreso, mas não imaginei que fosse motivo para tanta algazarra. Afinal, quando tropeço no pé de alguém, são raros os casos que querem matar.

– Não sabia que ficaria tão zangado. Apenas isso. – Expliquei da forma mais normal possível.

Sua expressão tornou-se uma incógnita total. Acho que nem se eu tivesse sentimentos consideraria uma categorização.

– Escuta, eu não gosto dessas coisas. Não sou gay… – Senti sua saliva descer com muito gosto. Parecia estar nervoso, não sei. – Eu já te contei que meu primeiro beijo apesar de ter sido com um menino, foi acidental. Mas quero que entenda que eu não gosto dessas coisas. – Seu olhar começou a percorrer todos os lados, parecia que não queria olhar para mim. Em dois segundos, senti uma rigidez nas minhas coxas, era o falo dele.

– O seu pênis, ele está duro por algum motivo? – sussurrei confuso. – Você me acha bonito ou algo assim? – Questionei tentando entender.

– O que? – perguntou assustado. – Não é anda disso! – Sua face ruborizou novamente. – Por que eu acharia você bonito? Isso não é por você… Eu acordei assim, você nunca acordou de pau duro? – Esclarecia uma enorme irritação, mas sua fala soava bastante gaga.

Uma confusão volta a minha cabeça.

– Mas quando eu estava chupando ele estava normal. – respondi tentando compreender a situação.

– Como você consegue falar isso com tanta normalidade? – Estava assustado. Essa expressão é impossível de não distinguir.

– Mas é verdade. Quando eu estava chupando, ele estava normal. Só está duro agora. – Toquei seu pênis para conferir.

– Não toque aí, bastardo. – me empurrou. – Se fingir que isso nunca aconteceu, eu apenas durmo em outro dormitório que não seja com você e não faço um escanda-lo.

Tentei entender a situação. Por que isso era tão grave? Por que se orgulhava quando seu pênis subia por Sakura, mas quando era por mim se envergonhava?

– O problema é por você não ser gay? Olha, muitas pessoas já me confundiram com menina, então não precisa ficar preocupado. – Tentei confortá-lo.

– Não é nada disso, esquece que isso aconteceu, por favor. – tentou cobrir o falo com uma peça de roupa dobrada. Mas estava rijo, e como tinha crescido…

– Então, não vai contar para ninguém o que houve aqui?

Ele respirou fundo.

– Não, não quero armar um escanda-lo gratuito. E você é doente, não quero perto de mim, mas não o odeio, só tenho pena por ser tão escroto.

– Se for por mim, pode contar, não quero estar em dívida com ninguém.

Em um livro li que a dívida é um laço vital, se não a paga, perde o que há de mais valioso: a honra. Não quero que o que o ser humano tem de mais precioso dependa dele.

– Está tudo bem – Sorri para acalma-lo.

Sua face caracterizou um espanto. Parecia com medo agora.

– Não faço isso por você, faço por mim. Não quero que ninguém saiba que me tocou, ou que eu gost… – Travou assustado com o que ia falar.

– Gost…? – Tentei analisar a palavra. Radical de gostar, provavelmente.  – “Gostei”? Você gostou? – confundi-me com a situação?

– Claro que não! Deixei escapar uma palavra confusa sem pensar. – Sorriu tentando disfarçar. Esse menino era tão óbvio que distinguir expressões tornou-se fácil.

– Olha, se tiver gostado posso continuar fazendo. – confortei-o novamente tentando mostrar que não havia o menor problema.

– Não encostei seus lábios sujos em mim de novo. – tentou apertar ainda mais a peça de roupa. Parecia que a minha proposta tinha incentivado a crescer ainda mais.

– Naruto, eu não sei por experiência própria, mas li em um livro que se o falo ficar duro por muito tempo, pode machucar se nenhuma medida for tomada.

– Para de chamar essa porra de falo! – rosnou raivoso. – Já disse que não quero nada, deixa o meu pau em paz! – em seguida, gemeu doloroso. Parece que a rigidez já estava trazendo a dor.

Me aproximei, agachei entre suas pernas e retirei suas mãos do local. Ele tentou resistir mais um pouquinho, mas quando abocanhei, ele parou. Com muito esforço, mas parou. Senti suas coxas tremerem nas minhas bochechas. Olhei para o seu rosto, e ele estava horrorizado e aparentemente derrotado, como a face dos bons Shinobis vencidos em guerra, tudo ao mesmo tempo. Mesmo ele sendo expressivo, sempre confunde as minhas distinções.

– Se estiver muito nojento, pode fechar os olhos. A dor logo vai passar, e eu logo sairei daqui, tudo bem?

Ele não respondeu e não se mobilizou da posição que estava. Apenas ignorei e continuei fazendo o que estava a fazer.

Voltei a analisar a estrutura, o tamanho que se modificou tão intensamente, o quão quente estava e o gosto novo que passava a surgir. Com toda a vontade, suguei tentando imaginar como seria se ele se desfizesse pela temperatura, como açúcar em caramelo. Umidificou meus lábios, seu membro estava ainda mais molhado, não exatamente pela saliva, mas o novo gosto surgiu quando seu pênis excretou um líquido agridoce como o cheiro do falo, antes. Seu quadril tremia muito, suas coxas passaram a se debater com êxtase, mesmo que controladas, o fluxo de movimentos era muito, parecia estar com frio. Impossível, seu corpo estava muito quente.

Em pouco tempo, uma torrente viscosa invadiu a minha boca, escorrendo um pouco pelo canto. Fui olhar o que era, e o líquido era branco com um cheiro forte de suor. Olhei a face do Naruto e ele parecia enojado. Não entendi porque, aquilo não era nojento, e pelo que li nos livros, parecia ser uma ejaculação, algo perfeitamente normal nos falos duros que voltavam ao normal por método de estimulação. Observei o pênis, ele voltou a ser exatamente como era. Achei legal, apesar de ter um pênis e ter visto mais de mil, nunca tinha realmente observado um duro ficar mole e vice versa.

Fiquei um tempo digerindo o ato, foram todas as emoções atualmente conquistadas de uma vez só.

Limpei meus lábios com língua e dedos. Não era o falo, mas pedaço dele estava agora dentro de mim de uma forma nada abstrata, como desejei.

Naruto se levantou e arrumou suas coisas. Afirmou que essa sem dúvida seria a última vez que algo do tipo aconteceria. Assenti com a cabeça sustentando o sorriso tão ensaiado no rosto. Apenas vi-o partir.

Depois de uma semanas, muitas missões cumpridas; não aprendi, mas revivi um sentimento antigo que tinha me esquecido. A saudade. Como um ninja de guerra ou contratual por morte, tornar-me um simples “escoteiro” – que era o que mais pareciam as missões classe A para minha experiência –  dificultou a execução do meu hobbie. Ainda tenho os livros, mas desde o pênis do Naruto, minha obsessão por falos aumentou, e torna qualquer outro passatempo insuficiente para o meu entretinimento. Se eu pudesse contemplar Naruto novamente…

“Esse cara é um pervertido mesmo”, um sussurro vindo do meu quarto.

Corri para ver o que se passava, e era nada mais nada menos que Naruto fuçando os meus desenhos no varal.

Até eu me assustei, até então não tinha notado o conteúdo das minhas artes. Inconscientemente eu tenho reproduzido o falo do Naruto em diversas performances, desenhei e pus para secar sem perceber.

Não me atrevi a olha-lo, não que eu me importasse, mas estender tudo isso só seria  mais cansativo.

“Por favor, se esse quarto não é mais seu, não entre pra fuçar as minhas cois…”, cortei a fala sacando minha espada, seu chakra se aproximou rápido que achei que ele ia me atacar, até sentir um ponto de pressão macio nos meus lábios. Uzumaki Naruto me beijou.

Não sabia o que estava sentindo, então não arrisquei expressão nenhuma.

– Abaixa isso. – Puxou minha espada e a jogou no canto.

Voltou a me beijar. Realmente não sabia o que fazer, sentir, expressar, então só acompanhei os movimentos.

Ele tirou minha camisa e senti frio, mas mantive minha face serena. Se eu começasse a calcular as expressões, não ia conseguir analisar mais nada. Beijou meus mamilos e senti um formigamento nos bicos e uma queimação no dorso. Naruto parecia feliz em estar fazendo aquilo, então permaneci imóvel. Ele deslizou a língua na minha barrida indo direto ao umbigo. Lá fez movimentos circulares, me fazendo sentir uma espécie de… Cócegas? Mordeu meu baixo ventre de leve, olhou pra mim sorridente, então sorri de volta. Ele pareceu se irritar, mas não tinha nada que eu pudesse falar, porque não sei o motivo da irritação. Voltei a ficar quieto.

Abaixando o zíper da minha calça, meu pênis saltou ereto pra fora. Naruto fez uma cara de confusão e ironia, acho que talvez estivesse se sentindo um pouco desconfortável com a situação.

– Está tudo bem? – Talvez fosse melhor saber direto da fonte como ele estava se sentindo.

– Sim… – Olhou pro lado desconfortável. – Não é atoa que zoava o meu pênis… – Deu um sorriso forçado, daqueles de quebra de tensão.

– Não se preocupe com isso. – Sorri acariciando seu rosto.

Ele sorriu de volta e pôs a boca devagar. Estava na cara que era a primeira vez pelo medo dele em ter dividido a contemplação em partes. Como eu com seu falo; primeiro o cheiro, depois a língua, por último a sucção. Mas no caso dele, aparentava mais um ninja checando terras.

Em pouco tempo, Naruto já me sugava que era uma beleza. Provavelmente gostou, como eu com o dele. Será que ele me deixa fazer nele depois? No fim eu peço.

Com uma formigação boa e bastante intensa, senti meus músculos inferiores se contraírem, eu estava tremendo tanto que ficar de pé incomodava bastante. Naruto pôs o pênis dele pra fora e iniciou uma acariciação. Eu ia pedir para ele não fazer, porque eu também queria, mas quando arrisquei dizer algo, saiu gemidos arfados de mim. Não adiantava segurar a respiração, eu estava ofegante porque comecei a sentir o meu corpo exausto, mas o gemidos eu só conseguiria segurar se não falasse nada.

Rapidamente, tudo que eu sentia parou em uma só cortada, mas minhas pernas ainda tremiam e meu corpo ainda estava com leve exaustão.

– Só volto a fazer se você gemer para mim. – Disse Naruto se afastando.

Ele acariciava o falo com convicção enquanto me olhava, a queimação entre as minhas pernas voltaram, aquela cena era muito bonita de se ver.

– Se eu gemer, o Naruto-kun permite que eu acaricie o delicado pênis dele depois?

Uma veia saltou de sua testa, a face completamente irritada, até era possível ouvir ranger de dentes.

– Idiota.

Sua face amenizou, mas permanecia rubra. Voltou em um só pulo para o que fazia em mim. Como combinado, parei de segurar os gemidos, mas me policiando para que não fossem tão altos. Em pouco tempo senti meu corpo chegar em um ápice e em espaços fragmentados de tempo, meu ventre contrair. Também senti umas leves contrações retais e meu falo umidificar com algo líquido que saia de mim. Parecia que eu estava fazendo xixi, mas do contrário, não podia segurar. Era aquele líquido branco.

– Saiu um montão comparado ao seu, né Naruto-kun? – Limpei o canto de seu lábio que escorria. – Deve ser pelo tamanho brutalmente diferenciado. – Sorri recolhendo um pouco da amostra e provando se tinha o mesmo gosto.

– Eu realmente te odeio. – Disse Naruto sorrindo.

Meu sabor era mais ameno, tinha quase não tinha gosto. Como diz o ditado, os perfumes mais concentrados se encontram nos frascos menores. Não falei isso para ele, porque se irritava por ter um pênis delicado e bonitinho.

Na próxima rodada, aproveitei, e quase todos os dias a contemplação era executada.

Minha obsessão por falos perdeu a pluralidade.

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