Carência

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 Sinopse:

Vai fazer um ano que estamos juntos… Por que não fala mais comigo?
Narrado por Lay.

Início

Música para este capítulo: Rain – Ryuichi Sakamoto

Saudades do Kyung Soo… Ainda me lembro do último beijo. Foi no banheiro do aeroporto de Seul para Pequim. Quando acabou prometi ao meu gatinho mais quando voltasse lá. Nesse período de tempo, conversaríamos por cartas, mensagens e outros meios de comunicação que sempre abusávamos… Já faz três semanas e nenhum telefonema.

– Lay, pode segurar isto pra mim?

Este é Kris. Quer que eu segure seu bastonete.

– Claro… – Peguei. – Kris, sabe se o Kyung Soo me ligou? Quero dizer…

– Se ele ligou pra cá? – Interrompe-me e pega o bastão de volta,

– Sim…

– Não… – Põe o instrumento na abertura que carregava em suas costas. – Licença.

Kris ficava tão gostoso treinando com aquele bastonete… O mestre das artes aqui de casa era o Tao, se bem que o XiuMin também lutava bastante, mas o Kris era o nosso general, aqueles líderes ninfetinhos de colégio militar… Muito bonito, mas não tão belo quanto meu Kyung Soo!

Mais tarde, fui dormir ao lado do skype na esperança que ele me ligasse. Mas não ligou… Ele não deixava recados, não retornava nada. Até as cartas pareciam ao vento. Nosso aniversário de um ano estava prestes a chegar, ele não podia terminar comigo! Seria loucura!

– Querido… – Um sussurro por trás enquanto o dito cujo me encoxava.

– Chen! – Dei um empurrão nesse tarado roçador de meninos alheios. – Já disse que não gosto que cheguem atrás de mim assim!

– Desculpa… – Sorriu. – Telefone pra você. – ISSO!

Atendo correndo.

– Alô? – A típica voz do falso barítono.

– Soo!!!

– Tudo bem?

– Melhor agora! – Minha felicidade não cabia no meu peito! Ain, como te amo, Soo!

– Pode vir pro Shui Hotel?

– Posso, mas por que não vem pra cá?

– Bom… Eu queria… Mas…

A primeira coisa que veio a minha cabeça foi “sexo, sexo, sexo”!

– Tô indo agora. – Desliguei o telefone e voei pro meu carro. KyungSoo está aqui, numa cama de hotel prontinho para ser esquentada. Peguei o número do quarto, subi e de cara veio ele logo me tascando um beijo na boca.

– Senti tanto… a sua… falta. – Falava entre um chupão e outro.

– Por que não… retornou… minhas ligações… mensagens e… etc? – Era interrompido pelos beijos. Até ofegar eu já estava começando, ele não tirava os lábios dos meus nem para falar. – O que aconteceu? – Fui trilhando beijos enquanto desabotoava sua camisa. Na linha de fogo, parei. – Não vai me contar?

D.O estava quase babando de prazer, não necessariamente pelas minhas carícias, mas pelo meu desespero somado ao dele. Minha carência o excitava. Destranquei a fivela do cinto e o puxei de uma vez. Se o menino já tava duro, imagine agora…

– Conversamos depois… Okay?! – Acariciou meu rosto numa pose “like a boss“.

Concordei com a cabeça e fui direto ao ponto. Puxei o zíper da sua jeans, apalpei seu membro o movimentando de cima pra baixo e o enfiei mais da metade na boca. Comecei a sugá-lo freneticamente só esperando que ele me estapeasse ou empurrasse minha cabeça pra frente esperando que eu possa engolir mais do que aquilo. KyungSoo era safado. Um namorado fofo, carinhoso, mas na cama se transformava. De tarado à egoísta, as vezes eu não conseguia tomar conta de tão necessitado que ele ficava.

Soo retirou o membro da minha boca, puxou-me fazendo nossos corpos se entrelaçarem. Caímos na cama, os dois gargalhando. Iniciou ele o despimento das minhas vestes, começou pela calça, é claro! Beijava arduamente meu pênis dentro da cueca.

– Soo, vem pra mim. – Puxei seus cabelos trazendo aqueles lábios até os meus. Mais uma vez a cada chupão eu tentava falar. – Vamos…Dormir… Aqui? – Perguntei. Ele já enfiava aqueles 2 dedos macios dentro de mim enquanto eu somente buscava por mais beijos daquela delícia carnuda de boca. – Ai! – Me contraí no 3° dedo.

– Machucou? Desculpa. Fiquei muito tempo sem entrar aí dentro? – Sorria maliciosamente.

– Soo…- Eu parecia um retardado envergonhado, mas ele gostava. Infelizmente, isso não era tão bom quanto parecia.

– Yixing! – Enfiou seu pau rapidamente e bombou sem dó. – Você é tão apertado… Tão gostoso.

– Soo! – Gritei. – Devagar! – Gemia de dor a cada trincada. – Soo… – Me Beijava a cada reclamação, mas diminuir o ritmo que é bom, nada!

– Yixing-hyung… – Trocava de posição enquanto transávamos. – Por que perguntou se vamos dormir aqui? – Me colocou por cima sentado quicando naquele membro de 23 cm que mal cabia em mim, mas pra ele cabia. – Não gostou do hotel? – Ofegava mais do que falava.

– Não é isso…Ai. – Gemia de dor a cada palavra. – Preciso pedir permissão pro Kris pra dormir fora.

Deitou-me na cama novamente, desta vez torando mais rápido ainda.

– Acho que não vamos precisar disso.

Eu me contraía a cada movimento do D.O, gostava e não gostava ao mesmo tempo, tentava não gritar. Pensava em me distrair olhando pra cara de prazer que D.O fazia, parecia até que ia ter um ataque cardíaco pela respiração.

– Ah… Hyung… Agora… – Soo gozou. A expressão de satisfação era impagável.

Tive dificuldade pra gozar pelo incômodo da dor. Então, Soo masturbou-me aos beijos e amassos que produzíamos. Pode aparentar ter sido ruim, mas na verdade, o final de tarde foi maravilhoso… Fazia tanto tempo que eu não tinha isso… D.O está de volta!

– Está escurecendo… – Disse ele deitado no meu peito.

– Sim…

– Vamos jantar? Ainda precisamos conversar…

– Certo.

Independente do que fosse, era impossível ser algo ruim. Quero dizer, ele está feliz e… Bem… Viram o que aconteceu!

Kyung Soo, romântico como sempre, levara-me a um restaurante fino italiano, ele adora massa e bem… Comida italiana acompanhada com vinho é bem afrodisíaco.

– Então… Conte-me o que aconteceu… Anda trabalhando tanto assim?

– Não é isso… Bem, gostaria primeiramente de pedir desculpas… Eu estava muito confuso, tive uma discussão com os meus pais… Não tava legal.

– Sério? O que aconteceu?

– Lay, querido. – Segurou minha mão. – Meus pais querem que eu case…

Veio aquele susto. Segurei-me, soltei a mão do D.O levemente e tentei expressar calmamente essas palavras:

– E então…

– Bem, já está tudo marcado e… Estou terminando com você.

Como é que é?!

– Como é que é?

– Sinto muito, mas é a vontade dos meus pais. Por favor entenda!

– Então vai desistir de nós?! E que cena foi aquela! Kyung Soo, nós acabamos de transar!

– Não fale isso alto, estamos em público.

– Vá à puta que pariu! Estou preocupado com a minha vida e você vem me falar em público! – Me levantei intrigado – Você me usou!

– Não, nunca!

– Sim, usou! – Saí do restaurante pro meu carro correndo, D.O foi atrás de mim.

– Hyung, espera!

– Sai daqui, ou sou capaz de te matar! Como você pôde ter transado comigo depois de tanto tempo sem sequer me mandar um e-mail e depois terminar comigo com uma desculpa idiota dessas? Eu fiquei tão preocupado… – Comecei a chorar, chorar muito mesmo.

– Me perdoa Lay… Queria que fosse algo como despedida…

– Sem me consultar? – interrompo furioso. – Despedida pra quem? – Limpo minhas lágrimas e entro no carro. – Não me siga até o dormitório, ou te bato até ser expulso do grupo, ou ser preso. – Dei a arrancada final.

Adeus… Desgraçado!

 

Perda

Sugestão de música: A Flower Is Not A Flower do Ryuichi Sakamoto 

Dirigia pelas ruas sem rumo, dirigia até me cansar disso tudo. Se eu vesse D.O na minha frente, não sei do que seria capaz…

– Alô?

– Kris?

– Luhan.

– Diga ao Kris que vou dormir fora esta noite.

– Lay, o que está acontecendo?

– Por que pergunta isso? – Tentei disfarçar – O KyungSoo ligou praí?

– Não, ele veio pessoalmente mesmo. Aonde você tá? Tô indo praí.

– Não precisa, vou ficar bem…

– Aonde você tá?! – Interrompe furioso.

– Eu tô… No Albergue do centro…

– Não sai daí! – Desligou o telefone… Na minha cara!

A última coisa que eu queria era um chato me pentelhando, mas Luhan não era um chato e não ia me pentelhar com certeza… Não podia mais negar a mim mesmo, precisava chorar, precisava mesmo chorar! E Luhan era a pessoa perfeita pra isso.

Ao chegar no quarto, sentamos na cama, ele me perguntou o que acontecera, contei tudo e descontrolei-me em lágrimas enquanto lamentava:

– E eu me preocupei tanto! Passei quase um ano investindo parte de mim pra esse relacionamento dar certo e nem sequer franco comigo ele foi capaz de ser! Achei que o conhecia. Na véspera do nosso aniversário ele faz isso! – assoei meu nariz no lenço que o Luhan trouxera pra mim – Eu realmente não tô bem…

Luhan sabia melhor do que ninguém o quanto eu amava KyungSoo. Ele me abraçou como consolo em meu desespero. Eu não costumava chorar, então realmente não sabia que tinha tantas lágrimas dentro de mim. A cada carícia de Luhan, minha angústia diminuía. Ele era como uma mãe e eu um filhinho que acabou de perder o bichinho de estimação. Acontece que o menininho perdeu algo dele, eu perdi algo que nunca me pertenceu.

As lágrimas caíram, a noite passou, estava tudo calmo naquele lugar. Os braços de Luhan apenas sustentavam um corpo que podia cair a qualquer momento, aquelas mãos manuseavam um lenço que não desperdiçaria uma lágrima sequer, e seus dedos acariciavam fio a fio dessa cabeça confusa, minha cabeça confusa.

– Vamos pra casa? – levantou a minha franja.

– Vamos.

Beijou minha testa como um ato de “conte sempre comigo” e eu retribuí com um simples sorriso de gratidão. Parecia que era o que ele mais queria em troca.

– Luhan…

– Sim?

– Os meninos sabem sobre KyungSoo? Quero dizer, ele armou um escândalo?

Luhan riu da minha cara de medo.

– Não se preocupe… Sabe que D.O é do tipo discreto, não sabe?

– Sim.

Ao voltar para casa, a primeira coisa que consegui fazer foi destruir tudo que lembrava KyungSoo: os presentes de namoro, lembranças dos locais que visitamos. Todas as nossas fotos do Weibo foram deletadas, fotos impressas foram queimadas e as que os nossos amigos estavam presentes cortei somente ele e as escondi. Não queria que ninguém se envolvesse ou me chateasse nesse rolo. Sempre me esforcei tanto pra não incomodar as pessoas e não era por causa disso que eu ia começar.

Na manhã seguinte, todos agiram como se nada tivesse acontecido ou como se não soubessem de nada. O que me deixou feliz, quem sabe fosse verdade?! Não me importava com as aparências, mas sabe como é?!

Bem, fui fazer o que eu faço de melhor nessa casa: lavar a louça.

– Yixing – um sussurro bem sensual veio ao meu ouvido, nem preciso falar quem é, certo?!

– Chen! – Empurrei com uma bundada – Quantas vezes eu preciso reclamar disso?

– Quer ajuda com a louça? – Veio ao meu lado, tirando lentamente o prato das minhas mãos. – Então… Como estás?

Qual era o propósito disso?

– Bem… Por quê? – Sempre fui meio malvado com o Chen, porque ele era hétero, mas tinha uma paixonite por mim. Eu realmente não sabia qual era a dele.

– Por nada. – Enxaguou o último prato. – Obrigado.

Quando ele saía da cozinha não sei qual foi a louca que deu em mim, ela só veio. Corri atrás dele e o agarrei por trás.

– JongDae-dongsaeng! – sussurrei em seu ouvido. – Deite-se comigo… É o que você quer e o que eu quero também…

Droga! Mais um impulso desses e poderia morrer… Só esperei que ele virar-se e estapeasse meu rosto, ou aderisse ao que pedi, arrancasse minha roupa lá mesmo e me comesse em volta dos pratos lavado. Mas nada disso aconteceu… Ele só se virou, beijou minha testa e disse:

– Touché. – Foi embora em seguida, pela porta da rua.

Não entendi esse ato, não mesmo! Porém, o que menos entendi foi o estrondo da porta do quarto do XiuMin. Ele parecia tê-la batido, será que havia terminado o seu namoro? Ele trocava de namorada a cada 3 meses… Vai entender. Decidi fingir que nada aconteceu.

Fui dormir no quarto do Tao, pois esta noite ele precisava treinar canto com Luhan até mais tarde. Enquanto isso, eu e Wu Fan estávamos entediados. Tínhamos intimidade, entretanto, ele realmente parecia que não queria conversar. Tentei forçar assim mesmo.

– O quarto de vocês é bem limpo. – iniciei uma conversa tosca pra quebrar o gelo.

– Sim. – uma pessoa que queria colaborar para manter a conversa, porque né…

– Costumam trancar?

– Não… Tem fobia de dormir com ela aberta?

– Não…

– Boa noite. – Desligou seu abajur e virou-se contra a parede evitando ter que me encarar. Qual era a dele também?

Mais tarde, o dormitório aparentava adormecer. Não tinha um ser vivo que estivesse acordado além de mim, revirando-me na cama com insônia. De repente, ouço passos, vejo alguém vindo em minha direção… Era ele, Kim JongDae.

– Chen..? – Calou meus lábios com o indicador e depois os beijou, descia sua mão direita pelo meu corpo, explorando cada região até chegar à cueca. – Chen? – Sibilava eu com tal adrenalina. – O que está fazendo?

– O que queremos fazer faz um bom tempo, lembra?! – volta à ação iniciando-a pelo meu pescoço.

– Mas dongsaeng, agora não podemos… E se o Kris acordar?

– Então, venha comigo. – Carregou-me em seus braços como um príncipe salvando sua princesa. Entramos no carro e lá Chen me guiava em busca de um Hotel. O que eu não sabia, é que era exatamente aquele hotel.

– Hotel Shui? – olhei pasmo.

– Sim… Conhece?

– Eu… – apontei pra mim mesmo – Não, não o conheço. – tentei disfarçar.

Chen sorriu e continuou fazendo os pedidos. Pediu exatamente o quarto que eu e o desgraçado ficamos. Suíte 812. Ao entrarmos lá, tudo lembrava KyungSoo, os lençóis, o cheiro, o silêncio… Queria sair correndo de lá.

– Então, continuemos. – Me puxou pela cintura umedecendo mais uma vez meus lábios com aquela língua, esta parecia estar procurando a felicidade. As carícias focavam-se no rosto, Chen era um menino muito romântico, o oposto do D.O. Ai, por que ele me veio à cabeça? Por que agora? Ah, já sei! Estou no mesmo quarto que aconteceu a desgraça.

– Acho que estou fraco… – Tentei escapar de seus braços sem parecer forçante, mas sua vontade era maior.

– Ah, então vamos deitar. – Lentamente se pôs em cima de mim, desabotoou minha camisa fio a fio, beijava-me dos pés a cabeça. Aquilo era bom, mas me trazia infelicidade… Não posso fazer isso com Chen, não posso fazer isso comigo mesmo, estaria sendo igual ao desgraçado!

– Para. – Comecei a me descontrolar. – Por favor, não quero mais, pare já! – Me descontrolei novamente em choro compulsivo.

– Lay calma. – Me segurou. – Contenha-se! – Me sacudiu arduamente até que me acalmei. – Contenha-se… – Sussurrou me abraçando enquanto sofria de dor.

Aquela água toda seria tristeza, ódio, angústia, culpa, … Carência…

Voltamos ao dormitório em seguida, Chen me levou até o quarto, sorriu pra mim e me desejou boa noite. Kris permanecia na mesma posição, intacto… Como alguém conseguia dormir tão profundamente?

No café da manhã, parecia haver uma tensão entre nós. Luhan encarava Chen com certo desprezo – provavelmente sabia da noite anterior- Tao só observando o fogo cruzado e XiuMin nem sequer apareceu à mesa. Kris completamente calmo como a posição que um líder deve tomar mesmo no fim de uma invicta guerra, infelizmente era isso que ia ocorrer….

Estava com vergonha de estar lá, nunca brigamos antes e tudo prestes a acontecer por puro egoísmo meu.

– Chen, onde está XiuMin? – Kris questionava sem nem ao menos fitá-lo.

– Não tenho ideia, ele não me disse nada…

– Ele saiu que horas?

– Não sei, acordei de madrugada para ir ao banheiro, quando cheguei ao quarto ele não estava lá. – Sei, ir ao banheiro…

Após o falso depoimento de Chen, a tensão na mesa aumentou. Precisava fugir de lá o mais rápido possível. Inventei uma mentira qualquer e saí.

Cruzando a sala, vi XiuMin voltando pela porta da frente, todo suado, sujo de terra e aparentemente cansado.

– XiuMin? Ainda bem! Kris estava louco atrás de você. – Costumava usar hipérboles só com ele, já que nosso tratamento um com o outro era como de mamãe e filhinho. Apesar de mais velho, ele era o mais frágil, com exceção do Tao, então todos o tratavam como bebê, excerto seu colega  de quarto, Chen. – O que aconteceu com você? Aonde foi? Estava treinando?

Ele passou esbarrando em mim para o seu quarto. Como se estivesse suportando algo.

– XiuMin! – Corri atrás dele. – O que foi? O que está acontecendo? Você anda agindo muito estranho!

Quando menos esperei tomei um soco tão grande na cara que me fez cair no chão. XiuMin montou em cima de mim e começou a me esmurrar arduamente e eu – em choque – não consegui me mover.

 

Egoísmo

Música indicada: Forbidden Colors – Ryuichi Sakomoto

Quando acordei, desejei que tudo não passasse de um pesadelo horrendo, acabei implorando também que o casamento de KyungSoo fizesse parte dele. Observei que o ambiente era hospitalar, então lamentei. Kris dormia na cadeira ao lado, aparentava exausto. Há quanto tempo estaria eu aqui?

– Wu Fan. – Antes de cutucá-lo, ele acordara.

– Preciso ir ao banheiro. – Levantou-se e agiu como se nada tivesse acontecido.

Como eu não estava no soro, fui atrás de alguém.

– Xing-di? – pela voz aparentava ser Luhan, mas era XiuMin, com uma cara chorosa, segurando uma lágrima. – Me perdoa… Eu… Eu realmente… – se desmoronou em água.

– Minsokie-ge, o que foi? – Coloquei a mão em seu ombro. – Por que está tudo assim? O que aconteceu?– O abracei me desesperando também.

Ele me contou a trama dele desde o início.

*XiuMin Narrando*

Gosto do Chen desde a primeira vez que o vi. Ele sempre foi divertido, caloroso, educação perfeita. Sentia uma grande atração, era mais uma inspiração, antes mesmo de dividirmos o quarto. Quando começamos a partilhá-lo, me apaixonei ainda mais. Infelizmente, ele foi notando…

– Jongdae-dongsaeng…

– Sim…?

Debrucei-me beijando-o com gosto enquanto bebíamos e ameaçávamos cair por coma alcoólico.

–Minseok-hyung…- me empurrou. – Desculpa, mas não sou gay.

Entrei em choque com a declaração, porque por incrível que pareça, também não era.

– Também não sou.

– Certo. – Sorriu ironicamente. – Vamos ver… – Me agarrou iniciando novamente os amassos com beijos ainda mais selvagens.

– Dongsaeng… – Entrei em desespero tentando fugir dos seus braços. – Estamos bêbados, acho melhor pararmos por aqui… – Ele concordou com a cabeça sarcasticamente enquanto chegava mais perto bem devagar, me selando com mais leveza, acariciando bem sutilmente, por dentro e por fora das minhas roupas, até que me entreguei… Por completo.

Na manhã seguinte, um bilhete me esperava em cima da mesa de cabeceira, era dele. Abordava as palavras mais tristes que alguém verdadeiramente apaixonado pudesse ler.

“Kim Minseok- Hyung, quero que esqueça o que passamos. Foi erro meu ter insistido. Somos homens, somos héteros, você tem namorada e eu gosto de outra pessoa. Aquela noite foi culpa do álcool, estar embriagado é normal. Sei que não vamos fazer escanda-lo, não precisamos e nem fazemos esse tipo de coisa. Somos homens, lembra? Espero que possa guardar segredo, não quero que o dormitório saiba, pro bem do grupo. Vamos continuar a viver, por favor, não mude de quarto, gosto da sua companhia, como amigo… Adeus, Chen.”

Dizer que meu sentimento por ele foi culpa do álcool e provar como é estar no poder se aproveitando de um fraco apaixonado botando em evidência que somos homens e homens não tem sentimentos foi a coisa mais horrível a qual tive de passar…

O problema é que mesmo saindo com outras garotas, chegando muito tarde da rua – treinando fora – e aparecendo em casa só pra dormir, ainda sim não conseguia esquecer aquela noite. Então descontei a frieza do Chen em você…

Toda vez que eu via ele te agarrando pela manhã, minha tristeza aumentava gradativamente, minha raiva era totalmente proporcional. Quando terminou com KyungSoo e se estrepou com Chen, achei a gota d’agua…

Tinha acabado de acordar, estava pronto pro treino em grupo, fazia tempo que não entrava no tatame do dormitório. Já estava ficando com saudade dos meninos. Em outras palavras, estava completamente animado e feliz. Até que resolvi ir pra cozinha…

–Chen, vamos nessa, é o que eu quero e o que VOCÊ quer também. – *flash back Amassos entre Lay e Chen*

Meu estômago embrulhou completamente, saí correndo para que não me vissem, bati a porta do quarto com força e não saí até segunda ordem.

Quando deu 00:00, Chen saiu do quarto. Como eu estava completamente fora de mim, o segui. Entrou no seu dormitório, foi te levando no colo até o carro . Naquela hora, quis te matar. Eu estava completamente irracional, tomado pela ira, não me toquei que você não tinha nada a ver.

Fui ao campo que costumava me isolar sempre, treinei a madrugada inteira. Quando voltei pra casa, lá estava você. Sabia que a culpa não era sua, e por mais exausto que eu estivesse, queria acabar contigo, consegui tirar forças do além…

*Fim do Flash Back e da narração do XiuMin*

– Me perdoa Lay, machuquei logo uma pessoa que gosto tanto…

A tal ponto, eu já estava chorando feito um bebê. Achei que era o único no mundo que sofria por homem egoísta, mas vi que fui tão egoísta quanto KyungSoo! Nem sequer fui à procura de XiuMIn no momento que ele mais precisava e eu sabia que ele não tava bem.

– Lay. – XiuMin desfez o nosso abraço.

– Sim.

– Quer saber o que aconteceu com você?

– Hum… Não.

– Tem certeza?

– Tenho, mas… Tem muito tempo que estou aqui?

– Cerca de 1 semana.

– Vou poder viver normalmente?

XiuMin e eu começamos a rir sem parar.

– Sim, vai viver normalmente… Kris está aí há bastante tempo. Claro, não deixava ninguém revezar.

– Kris? Ele ficou uma semana direto?

– Sim, Luhan quis ficar, Tao, Chen… Eu… Mas ele não deixou, ficou com aquele papo de líder e que é responsável por todos. Até os meninos vieram da Coreia pra ver se você estava bem.

– Jura?! Até… – Me segurei para não perguntar, mas já sabem como sou…- E KyungSoo?

XiuMin olhou pra baixo um pouco decepcionado.

– KyungSoo…- Oops…parece que alguém travou.

– Kyungsoo…? – tentei dar continuação, já esperando uma facada atrás.

–Ele… Está em lua de mel.

 

Nova

Música indicada: Lounge Maria Gadu 

KyungSoo está casado.

Ele realmente já não é mais meu.

Entretanto, não me sinto triste. Ao contrário… Sinto-me muito, muito, muito aliviado.

Finalmente estou livre.

– Ah… Lembre-me de enviar um presente pra ele, tá?! – pisquei para XiuMin.

Depois de tudo fomos pra casa. Estava tudo resolvido, Chen se desculpou com XiuMin. Todos nós fizemos as pazes, comer na mesa já estava normal como antes. Na nossa cabeça, nada aconteceu. Exceto pela mudança extremamente necessária sugerida pelo grupo. XiuMin e Chen não usaria mais o mesmo quarto. Agora a formação era Kris e Chen, XiuMin e Tao. Tudo com uma desculpa de que os coreanos precisavam estudar chinês.

Com toda essa tranquilidade, esqueci-me de agradecer Kris. Afinal, ele ficou no hospital comigo a semana inteira.

– Kris.

Estava lendo deitado no sofá da sala. Era tão grande que ficava com mais da metade da panturrilha pra fora. Olhou pra mim empurrando seus óculos para cima com o dedo indicador, me observou como se estivesse procurando algo. Perguntou-me:

– Qual o feminino de viking?

Bem, não sei o porquê da pergunta, então só respondi.

– Walkiria…

Sorriu com ironia e voltou a ler.

– Kris.

– Sim?

– Obrigado… – Empaquei por instantes – Por me acompanhar no hospital. – Dei uma corada brusca.

– Certo. – Nem olhou pra mim cara.

Quando eu saia de cena, num pulo o sinto segurando meu braço. Aproximou seus lábios da minha orelha e pôs-se a cochichar.

– Você… Tomou o seu remédio?

Fiquei um pouco surpreso e de certa forma excitado, aquele homão sussurrando no meu ouvido, como não se excitar?

– Ain – Gemi constrangido. – Tomei não, ainda não o comprei.

Logo se colocou à frente, ficando cara a cara comigo.

– Achei que poderia esquecê-lo. – Foi fuçando algo em seu bolso. – Toma. – Pôs a caixa na minha mão. – Respeite os horários, ok? – Foi embora, mais uma vez ignorando a cena.

Esse cara tem problema, ele me dá uma sensação estranha, não sei explicar.

Certo, preciso ver os horários na receita. Fuxiquei no saco inteiro e não encontrei. Tentei ver dentro da caixa que embalava a caixa do remédio, mas o lacre era mais forte. Pra que o hospital lacrou uma caixa dentro de outra?

Fui à cozinha pegar uma faca, cravei, empurrei e vualá! Oops, lá dentro estava a receita, porém, não era só a receita… Também tinha um bilhete.

“Zhou Yixing, te dou meu número, não ligue pra ele, só responda os sms :84550045. Wu Fan”

O que? Ahahaha, pago pra ver.

Peguei meu celular, mandei um sms “Quem é você? Não gosto dessas coisas.”

Esperei dois minutos e logo havia recebido uma resposta.

“Gosta de mitologia nórdica?”

“Não gosto de nada que venha da Europa. Só a cerveja.”

“Como sabia sobre as valquírias?”

Então, era mesmo Wu Fan.

“Joguei muito RPG quando adolescente.”

“Interessante.”

“Nem sabe o quanto.”

Passamos a tarde inteira trocando Sms, nossos gostos, nossos sentimentos. Descobri um monte de coisas sobre o Kris que não imaginava que fossem possíveis. Como por exemplo, ele acaba de terminar um namoro com uma moça assim que entrou no grupo. Ou que ele adora fazer truques com cartas e que na Coréia, toda sexta-feira no apartamento do EXO-M era noite de War, a galera inteira se juntava pra jogar, exceto eu e KyungSoo que costumávamos ir à praia transar… Perdi tanta coisa investindo nesse namoro que me esqueci dos meus próprios amigos que são quase minha família. Estupidez! Obrigada XiuMin por ter me partido a cara.

Passaram-se semanas e os papos com o celular não acabavam, sempre tínhamos assunto ou coisas novas a descobrir um do outro. Conversar com Kris fazia o tempo correr mais rápido.

Oops, Kris mandou uma mensagem.

“Tem jogo hoje, quer ir?”

“Ah, claro. Quer que eu pergunte aos meninos se eles querem também?”

“Tao e XiuMin já têm compromisso, Luhan e Chen foram pra Coreia. Acho que vamos ficar sós aqui e eu não estou a fim de ficar em casa.”

“Certo. Vamos sim.”

Quando chegamos ao estádio, estava tão superlotado que mesmo com ingressos não pudemos entrar, já que ser intocável faz parte do processo. Como já estávamos na rua decidimos ficar por lá mesmo.

Havia um bar perto da nossa casa, não tão perto, mas a caminho. Era bem deserto e Kris conhecia bem o dono, como se ele frequentasse o bar.

Não é que Kris era bem mais interessante ao vivo do que por sms?! Ou melhor, muito mais interessante bebendo. Nada como a amarga cevada para aliviar. Papo vai papo vem, não parávamos de falar. Conversar com Kris é muito dinâmico, as 4 línguas que ele fala correm tão fluentemente que ele muda de idioma e não percebe. É incrível! Com tanta dinamicidade ficamos bêbados e não percebemos, mas também não aparentávamos nem um pouco. Ser forte bebendo era mais uma coisa que tínhamos em comum.

– Que pena que não conseguimos entrar. – Entornou mais uma garrafa.

– É… – Pego minha carteira de cigarros meio zonzo, retiro um e acendo. – Aceita? – Ofereci meio sem graça.

– Sim. – Pegou um e aproximou do meu para acender.

Foi tão sensual que disfarcei cruzando as pernas o volume na minha calça que crescia. Se sou tarado sóbrio, imagine embriagado.

– Então, fuma Malboro… Não é um marca meio forte pra quem fuma só pra zoar?

– Bem, fumo Carton, mas não tinha, então comprei esse mesmo.

– Não… – Sopra a fumaça enquanto move seu copo de Whisky em círculo.

– Não o que? – Levo meu cigarro à boca.

– Não comprou Carton porque KyungSoo fuma Carton. Você e D.O fumam a mesma marca, não?

– Hmm… – Trago a fumaça e logo a solto não ligando se tinha algo que respirasse na minha frente. – Está me manipulando?

Kris sorriu – o irônico de sempre – E respondeu chegando bem perto.

– De modo algum… Só sei o que se passa a minha volta. O que é responsabilidade minha é responsabilidade minha… – Se aproximou alguns centímetros a mais. – Você quer me comer agora não quer? – Ele deslizou a mão lentamente entre as minhas pernas, acariciando o volume da minha calça. Suas carícias aumentaram de tal modo que minha respiração já estava forte e, pra provocar, ele a complementava com a sua, chegando cada vez mais perto seus lábios dos meus.

Retirei a mão dele do meu pau e a segurei olhando-o sério.

– O que está fazendo?

Kris olhou surpreso, com certeza não esperava isso da minha parte.

– Não entendi. – disse ele fitando-me com normalidade.

Sorri ironicamente.

– Você não me engana, Wu Fan. – Beijei a ponta dos seus dedos e soltei a mão que segurava.

Sorriu arrumando os cabelos.

– Não pretendia. – Se levantou retirou um bolo de notas da sua carteira e jogou no balcão. – Vamos?

– Vamos.

Íamos pra casa com aquele climão no carro, um encarava e o outro desviava o olhar.

Pra quebrar aquela tensão Kris ligou o som no jogo – transmissão ao vivo – nós estávamos acompanhando no bar pela tv, mas quase não nos importava, já que estávamos ligados um no outro. Pronto, no primeiro pênalti já estávamos xingando os jogadores, o juiz e etc. Mais um pênalti, a vontade de brigar vinha à tona. Agora já estávamos atentos ao som, muito animados, o ocorrido no bar não era mais preciso. Quando o nosso time marcou o gol da vitória o que não faltou foi comemoração. Pulamos na cadeira, gritávamos mais que tudo até nos encararmos.

Quando olhei pro Kris sabia o que ele queria e o que eu queria também. Paramos o carro e nos agarramos de tal modo que mal dava pra acreditar que aquele era o Kris e eu era o Lay. Ele abriu o zíper da calça, colocou o pau enorme de duro pra fora e o masturbou me desafiando, como uma insinuação.

– Consegue colocar ele inteiro dentro de você, Zhang Yixing? – Com o sorriso sarcástico de sempre.

Aquilo me deu um tesão que a única coisa que fiz foi tirar minha calça e sentar naquele pauzão.

– Vamos, rebola sua vagabunda. – Dizia Kris quase morrendo de um ataque cardíaco ou de asma estapeando minhas nádegas com força.

– Ah, seu desgraçado! Como ousa ser tão gostoso?! – Puxei sua cabeça pelos cabelos para formarmos um beijo. Os ósculos eram tão selvagens que praticamente só nos chupávamos e mordiscávamos quando eles não eram franceses.

Podíamos estar rodeados de paparazzi e fãs, porém aquilo não era nada. O desejo de consumirmos a carne um do outro era maior. Não era atração, era selvageria. Sexo por esporte, só isso. Pelo menos, era o que eu achava.

 

Penúltimo

Música indicada: D’un Autre été L’après-midi – Yann Tiersen 

Quando voltamos pra casa fomos do carro até a porta como se nada tivesse acontecido. Isso virou rotina. Quando não estávamos no dormitório ou com o grupo- na rua e sozinhos – transávamos como se não houvesse amanhã. E quando não nas condições anteriores, trocávamos mensagens o dia inteirinho… Nem sós podíamos sequer nos abraçar no apartamento. Kris mantinha o respeito perante tudo e todos, ele acreditava que envolveria os outros membros. Como líder, era muito responsável, algo que eu jamais seria em seu posto.

Passou-se um mês desde o último pega, graças a essa agenda superlotada. A abstinência corre em minhas veias. Descobri que namoro virtual é muito melhor, já que há motivos pra não estar com essa pessoa… A carência volta e mais uma vez sou obrigado a me rebaixar por causa dela…

Escrevi um bilhete para Kris e o deixei embaixo do seu travesseiro, objeto que me causa inveja por dormir com ele diariamente…

“Sinto sua falta… Trabalhamos tanto esse mês que mal deu pra nós. Nem posso convidá-lo pra sair porque realmente estou ocupado, ou melhor, estamos. Pode me abraçar quando chegarmos em casa? Pode até contar o tempo, 5 segundos seria bom… Por favor, pode parecer besteira, entretanto, pra mim seria muito gratificante. Beijos Lay.”

Saí do quarto antes que causasse suspeita.

Não curto comparar as pessoas, mas é impossível evitar… O relacionamento com KyungSoo era um namoro de verdade, como dos héteros. Sou o único homossexual assumido do grupo, inclusive pra família, então não é problema pra mim. Kyungsoo é bissexual, então seus pais até que engoliam. Já Kris, ninguém desconfia, estamos ficando há quase 3 meses e nem Chen, seu atual companheiro de quarto, sabe… Quando contei pro Luhan sobre nós ele riu da minha cara e me mandou parar de beber.

Concordei com nosso caso no início porque não sabia que ia ficar tão sério. Não estou apaixonado, mas sedento. Não transo com ele faz um mês. Nunca quis tanto uma pessoa… Será que ele sente o mesmo? Por que me importo? Estou confuso…

Quando os meninos chegaram, Kris foi logo pro quarto dele. Não que eu fosse stalker, mas a carência era tão grande que eu precisava ver se ele tinha lido o bilhete. Ele estava sozinho e todos os meninos no vestiário. A última coisa que tinha era preocupação com eles em me encontrar atrás da porta ou o viado do meu “namorado” machista me ver. Por falar nele, o espertinho encontrou o bilhete! Está o lendo sem expressão alguma, novidade… Espera, ele tá fazendo algo inusitado… Está tirando o cinto da calça e botando… Ele está se masturbando!!! Está lendo o bilhete repetidas vezes enquanto se masturba.

A expressão do rosto dele muda conforme as movimentações de sua mão, pra cima e pra baixo ciclicamente. Seus olhos se comprimiam, os fechavam com força como se dependesse disso pra se sustentar. Começou a beijar o bilhete e a clamar por meu nome com sussurros. Finalmente em seu ápice, levantou sua camisa e ao gozar melou todo seu abdômen. Aquilo foi demais pra mim. Entrei no quarto, fechei a porta, o joguei na cama de quatro e o imobilizei enquanto tirava meu cinto.

– Parou de sussurrar por que Kris? – Coloquei o pau pra fora e o enfiei dentro dele sem dó.

Bombava com tanta força que sentia toda aquela energia guardada por um mês inteirinho se descarregar dentro do menino.

– Yixing! – Se contorcia tentando fugir de mim enquanto gemia de dor e me olhava com uma face confusa. – Pare!!! – Não desistia do escape.

Eu tentava o calar com beijos, tapas, mas ele não conseguia parar de choramingar.

– Quando… Ah… Terminar, vou acabar com você… Ai, bastardo! – A dor era tanta que ele não parava de gemer enquanto falava. As ameaças dele só me excitavam mais.

– Ah… Eu senti tanta saudade… Me segurei o máximo que consegui mas não aguentei ver você… Gozando por minha causa… Não quero que seja assim… Ah, você está ainda mais gostoso… Desgraçado!

Kris segurava os gritos dolorosos e o choro ao tempo que me sentia gozar os prazeres que jamais alguém me proporcionaria novamente.

– Yixing, por favor… Para… Não quero que nosso reencontro seja assim… E os meninos podem ver… Por favor, chega… Eu dô pra você, mas agora não é um bom momento… – Ele não conseguia me convencer, quero dizer, ele dava esse discurso, mas o pau dele tava duro feito um tijolo e apesar dos gemidos de dor ele rebolava no meu pau como se quisesse parar por puro capricho.

– Okay… Ah, eu paro… Mas, quando vamos poder ter um momento assim? – Continuava bombando apesar de tudo. Não ia parar até chegarmos a um acordo, e ele sabia disso.

– Prometo que em breve… Mas pare, Tao pode chegar a qualquer momento.

Fiz conforme o combinado. Saí de cima dele e levei um soco em seguida. As bochechas dele não podiam estar mais coradas. Como ele era fofo com vergonha! Aquele soco valeu o preço.

Mais tarde, fui treinar canto com Chen. Estávamos tão empolgados com as aulas que tinha me esquecido completamente do que aconteceu há 3 horas. Recebi uma mensagem que me gelou o corpo só de ler.

“Como pôde me tratar daquele jeito? Você preticamente me violentou! Seu egoísta desgraçado! Jamais faria isso com você!!! Eu te odeio! Vá pro inferno, infeliz!”

Sim, era do Kris, mensagem que me preocupou e muito.

– Desculpa Chen, preciso ir, é urgente.

Corri pro quarto do Kris e ele não estava lá, procurei em todos os cantos da casa e ele não estava. Minha preocupação era ainda maior, o carro dele não estava lá. Liguei pra ele e ele não atendeu. Corri com meu carro atrás dele. Não podia imaginar onde ele estaria, até que o bar onde nos beijamos pela primeira vez por algum motivo vir a minha cabeça.

Sim, era lá que ele estava.

– Por favor, me vê uma cerveja? – pedi ao dono no balcão. Kris tomou um susto ao me ver.

Quando se levantava pra ir embora segurei seu braço. “Por favor, não vá, fique… Desculpe-me por hoje à tarde, eu achei que era o que você queria também, quero dizer… Eu… Eu amo você… Neguei isso pra mim mesmo, mas, acho que não posso mais segurar isso…” Uma lágrima inesperada escorreu de seu olho, mas em seguida ele limpou, Kris parecia ser do tipo que odiava drama, e de certa forma ele era. Droga, ele nunca perdia a pose!

– Por favor, me dê um tempo pra pensar… Não estou preparado agora. Não corra mais atrás de mim, quando eu tiver a resposta corro atrás de você. – Ele foi embora sem hesitar.

Fiquei com dor no coração, mas aguentei. Mais um homem que amei, mais um homem que me abandonou. No quarto ele me queria tanto… Ao contrário dele, chorei feito um cão, mas só quando ele saiu também, como eu disse ele é do tipo que odeia drama.

Passaram-se semanas e nem um Sms recebi. Tentava esquecer Kris, e vi que isso me deprimia. Gostava do D.O, ficamos por mais de um ano e não me apaixonei como me apaixonei por Kris. Devo desistir?

 

Último

Música: Ao seu gosto ❤ 

Hoje era sexta feira, sábado vamos ter folga. Ai que alívio! Comprei passagens pra visitar meus pais. A vontade de fugir daquele dormitório era enorme.

– Lay querido, já vai dormir? – Luhan perguntava enquanto arrumava as malas.

– Nyah, sabe como é, amanhã vou cedo pra casa da mamãe… E você? Vai pra Coréia logo cedo?

– Não. Vou agora mesmo… Meu voo é daqui à uma hora.

– Só conta agora, filho da puta? – Lancei uma almofada com força na cara dele rindo.

– Uai, eu te contei só umas mil vezes… Você anda tão perdido… Enfim, vou nessa, boa viagem amanhã.

– Brigado, boa viagem agora…

Jogou a almofada de volta e foi embora.

Se beber não adianta, o jeito é dormir e não acordar mais… Sonharia com Kris sem dúvida, assim ficaríamos juntos pela eternidade…

Durante os sonhos sentia seus dedos gelados sobre o meu corpo, o sonho tinha tanta catarse que a cada beijo dado era beijo sentido, os chupões no pescoço que adoro, beijos trilhados sobre meu tronco, tudo era tão real… Resolvi acordar e ao acordar, vi que era real…

– Kris? – O encontrei chorando sobre mim enquanto beijava minha barriga. – Amor? O que foi? – Me levantei e o abracei enquanto enxugava suas lágrimas com meus polegares. – Não entendo…

– Nem eu… Acho que… Não sei.

Levantei-me e tranquei a porta do quarto. Liguei a luz e passamos a conversar sobre a situação. Ele mostrou seus pontos e eu os meus. Ficamos a madrugada inteira conversando sobre tudo, desde D.O até o momento presente. Assim como eu, ele estava frágil, deitado no meu colinho, encolhidinho, mal conseguia falar e eu acariciando seus cabelos, dando o máximo de suporte que era capaz de dar.

– Você sabe que não quis te magoar, não sabe? – Beijei sua testa.

– Não me magoei, só que, foi difícil aceitar… Quero dizer, escondi isso por muito tempo. Não falo só de você, falo de mim também.

Foi incrível! Descobri que Kris não chorava há 7 anos. Ele já era apaixonado por mim antes mesmo de D.O e me evitava porque não conseguia admitir sua atração por um menino. Tudo que eu sentia ele também sentia, inclusive carência.

– Quando li o seu bilhete me senti nas nuvens. Passei o mês inteiro te querendo, e o momento não era exceção. Só pude me lembrar do seu cheiro, seus toques, suas carícias, sua pele… Tudo isso podia ser recordado só com a textura do papel. O bilhete foi o meu único consolo. Quando me sodomizava eu só implorava por mais e mais, mas não conseguia aceitar, não podia. Desculpa Yixing… Se teve alguém que magoou alguém fui eu a você…

– Não diga nada okay?! Você não me magoou. Eu também errei. Não te respeitei e só pensei em mim… Não precisamos disso okay?

– Não! Não pensou só em você. Yixing, eu te quero… Você também me quer, não quer? – Ele se levantou tirando a blusa. Como negar aquele tronco sarado, tudo que fiz foi afirmar e babar. – Então… Quer terminar o que começou semanas atrás? – Retirou o cinto da calça…

Minha nossa, aquele menino sem blusa e só de jeans era o fetiche inteiro. Mal conseguia toca-lo, olhar já me satisfazia bastante.

– Xing-xing. – Beijou meus lábios suavemente. – Quer me amarrar? – Chupou meu inferior. – Quer me tratar feito uma putinha? – Agora os mordeu. – Você me bateria se eu pedisse? – Me olhou confuso, já que até o momento eu estava morto de tesão, tava até suando frio, incapaz de encostar um dedo sequer. – Xing? – Sorriu ironicamente. – Quer que eu chame um médico?

O puxei de jeito, joguei-o na cama de bruços com a bundinha empinada e logo pus minha língua lá. Lambia o seu cuzinho em movimentos circulares enquanto massageava as bolinhas dele. Momento ou outro descia um pouco e dava umas chupadinhas nelas. Ai como era gostoso escuta-lo gemendo. Enfiei dois dedos naquele rabinho enquanto chupava suas bolas. O cuzinho dele era super apertado, quase não cabia os dois. Agora sei o motivo de tanta dor.

– Xing, devagar… – Mordia o travesseiro pra não gemer muito alto.

Estiquei meu tronco por baixo dele, fazendo uma 69. Adorava essa posição, ser chupado enquanto está chupando. Brilhante, e Kris aparentava gostar.

Os movimentos que ele fazia com os lábios eram alucinantes. Eu tentava me segurar pra não gozar, ora ou outra eu tirava o pau da boca, olhava pro seu rosto, me concentrava nele e voltava ao trabalho.

– Ah, Yixing… Que saudades… – abocanhou novamente voltando a gemer.

Logo parei de chupa-lo me recordando da regra do quarto.

– Wu Fan.. . – Retirei-me devagar de baixo dele sentando na cama.

Olhar aquela carinha confusa semi exausta, um biquinho de “Por que parou? Parou por quê?” foi um marco para a eternidade.

– O que foi? – me beijou. – Por que parou? – Acariciava meu rosto enquanto puxava os beijos.

– Não se recorda da regra do dormitório? Você tem razão, não é legal fazermos isso aqui, envolve os meninos.

Kris sorriu pra mim e entendeu a situação. Deu-me um longo beijo e foi para o seu quarto.

– Nos vemos amanhã. – Sussurrei pra mim mesmo com um certo arrependimento de ter dito isso. Mas se quero algo sério, preciso leva-lo a sério…

Kris sentimental… Gostei disso…

No dia seguinte a tensão tinha quebrado, minhas dúvidas em relação ao meu namorado acabaram… Mais feliz eu não podia estar… É… Mais feliz era impossível…

– Lay! – Veio Kris do corredor e me lascou um beijo.

Tomei um susto confuso, olhei pros lados pra ver se não vinha ninguém ou se alguém tinha visto. Desfiz o beijo no mesmo momento.

– Wu Fan, tá doido? E se alguém ver a gente?

Ele sorriu, me agarrou novamente só que agora uns amassos bem quentes, aqueles de fazer todos babarem, inclusive eu.

– Eu não entendo… – questionei.

– Yixing… Eu não ligo mais pro que pensam… Só quero que saibam da sua existência… Da nossa existência… Eu… Não sei se sente o mesmo, mas lutarei pra que um dia possa sentir…

– O que seria isso? Paixão? Desejo? Amor?

– Carência.

– Carência?

– Sim… Você é algo essencial… Algo necessário pra minha vida. Sou carente de você Lay. Você sente o mesmo?

Qualquer sim seria vulgar demais para responder aquela pergunta…

Não se pode provar algo com palavras ou até mesmo atos. Só existe uma coisa na vida que se prova calado e imóvel… Que sorte a minha em pegar justamente esta pergunta… Justamente desta pessoa…

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Kissing U

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Sinopse:

Baek tem uma fama ruim entre os meninos do dormitório pelo fato de adorar lábios grossos e ter namorado metade dos meninos, já que a metade possui.
Chanyeol acha então que é a bola da vez tudo por causa de um simples convite para sair. Ele aceitou, como será a noite?

Parte I – Kissing you, baby!

Sexta-feira, faltavam apenas 2 horas para a folga. Estava ansioso para o bater do relógio, afinal foi uma semana a fogo, trabalho duro, para ser mais específico só parei pra dormir esses oito dias umas 4 horas. Sim, uma hora dia sim, dia não. Mas o que me chateia não é isso…

Meu colega de trabalho me chamou pra sair, o que é ótimo, já que estou precisando curtir e descansar um pouco, porém acredito que por trás deste convite tenha algo a mais. Em outras palavras, acho que ele quer me pegar. Não é preconceito por ele ser bissexual, é porque… Todos já passaram a mão nele, bem… Todos que possuem lábios grossos.

Já sei, devem estar pensando “como ele pode ter notado tal coisa” mas é porque é impossível não notar! Ele fareja todos os beiçudos do grupo, e o próximo(e provavelmente o último já que o Suho-hyung tem namorado) da lista sou eu. Adoro o Baek-hyung, mas sinto que ele me tara na hora de dormir. Isso faz pouco tempo, começou quando ele e o KyungSoo-dongsaeng “terminaram”, terminaram entre aspas, pois aquilo nunca foi namoro… Vou aceitar pra ver no que vai dar, óbvio que deixarei bem claro que não quero nada!

– Oi Channie. Vamos? – Piscou

– Ah… Claro. – O acompanhei até o carro.

Chegando na lanchonete, a primeira coisa que ele fez foi muito estranha! Ele passou em todas as mesas vazias para pegar amontoados de guardanapos. É claro que eu precisava perguntar o motivo.

– Hyung, o que é isso? – Olhei meio irônico.

– Vamos precisar de muito guardanapo pra limpar esses seus lábios carnudos. – Sorriu se sentindo no poder.

Ele me cantou? Na cara dura???

– Escuta Hyung, eu não sou gay, okay?! Quero deixar isso bem claro para não confundir as coisas… Aceitei sair com você porque somos colegas de trabalho e dividimos o mesmo quarto. Não quero nada além.

Baek sorriu, estendeu o guardanapo e limpou uma gotícula de saliva que permanecia no meu lábio inferior.

– Não se preocupe dongsaeng, era só brincadeira. Não vou fazer nada que você não queira. – Ficou meio sem graça me deixando sem graça também.

Pelo clima ruim, suspendemos a comida e começamos a beber(numa lanchonete, pois é), ficamos tão agitados e relaxados com a bebida que Baek sugeriu para que fossemos a uma boate. Eu concordei, então lá fomos.

Sabe quando você sente a ressaca enquanto bebe? Foi isso que aconteceu. Baek era mais forte pra bebida, então ele bebia uma atrás da outra sem problemas, e nem aparentava ficar bêbado. Já eu, com meu orgulho de macho, bebi em quase coma alcoólico. Contudo, eu tava lá, dançando feito um doido, tentando eliminar o que bebia balançando tudo. Parece uma situação desconfortável, mas sabe que nem é?! Tava me divertindo muito.

Baek era um sedutor nato, dançava bem, era engraçado, inteligente, todas o queriam. Passamos a noite contando piadas, azarando mulheres e foi isso que me chamou atenção; as mulheres que o hyung pegava não possuíam lábios carnudos, ele pegava qualquer uma que desse em cima, gorda, magra, alta, baixa. Nisso ele era mais macho do que eu achava que eu era.

– Tá se divertindo dongsaeng?

– Tô, muito. Obrigada por me trazer aqui, tava precisando de momentos assim. – Ri.

– Ai Channie! Você é muito fofo. – Sorriu zombando da minha cara.

– Deixa disso. – Puxei ele pro meio da pista.

O Hit que tocava eu realmente não tinha ideia do que era, meio que trance, algo bem eletrônico e complexo. Não me chamou atenção alguma até que…

– Girls Generation!!! Adoro essa música! Minha favorita! – Toda a sua heterossexualidade tinha sumido no momento em que essa frase acompanhada de pulinhos foi liberada.

Era Kissing U remixada, à nossa volta, todos os casais se beijavam, até parecia que éramos os únicos solteiros da noite. Baek começou a ficar cabisbaixo, como se fosse chorar. Eu realmente não entendi, mas ele tinha ficado muito incomodado.

– Baek? O que houve? Tá tudo bem cara?

– Não… Acho que Kissing U não é mais minha favorita…

– Você quer ir pra casa?

– Sim, vamos.

Entramos no carro. Baek Implorou pela direção então lhe dei.

– Escuta, é que o dormitório é meio longe e a gasolina tá curta. Se importa de ir pro meu apartamento? São apenas dois quarteirões daqui.

Não vi muita diferença, amanhã estava de folga mesmo. Sem contar que eu ainda estava tonto da bebedeira, logo meu cérebro só concordava, nada de raciocinar.

Chegando ao prédio, comecei a me sentir um pouco mais tonto, minhas penas estavam bambas, fiquei cambaleando até a portaria. Para não cair, Baek me segurava enquanto ria da meu descuido.

No elevador, nos soltamos. Ambos ofegantes pela caminhada, minhas pernas pareciam pesar 120 kg fora o que Baek ajudava a carregar. Estávamos loucos, bêbados e a animação não desaparecia.

– Adorei aquela boate. – Rio – Sua companhia foi crucial.

– Ora, como vê, eu moro perto daqui. Todas as folgas que passo no apartamento, costumo frequentar aquela danceteria quando tô de bobeira. Só vim pra cá quando quiser.

– Somos colegas de quarto, não faz tanta diferença, não é? – Rio mais uma vez.

Como eu estava bêbado, tudo era muito engraçado. Baek gargalhava ao me ver assim apesar de também estar embriagado.

– Chegamos. – Me apoiou em seu ombro, quando pronto pra puxar, tropecei no degrauzinho do elevador fazendo ambos cairmos.

Meu corpo estava paralisado, não conseguia mesmo me levantar. Comecei a entrar em pânico, a suar frio e ao mesmo tempo ficar completamente sem graça, afinal Baek tinha caído em cima de mim!

Nossos olhos se fitavam completamente, ele estava tão assustado quanto eu, ambos sem reação alguma, tudo que eu pensava era “E agora? Já era! Essa bixa vai me comer vivo!” os pensamentos foram tão além que eu tava começando a me acostumar e até gostar da ideia. Meu pau tava ficando duro. Apertei meus olhos só esperando que ele fizesse alguma coisa, mas ele não fez.

BaekHyun observando minha reação de medo ficou bem chateado. Se levantou e me levantou em seguida.

– Eu… Vou ao banheiro. – Disse ele sem graça e saiu.

Acho que estou ficando atraído por Baek… Acho que sentia atração por ele há mais tempo… Estou muito confuso. Tenho certeza de que se fosse outro menino eu não teria me paralisado naquele momento e muito menos estaria de pau duro. Falando em pau duro, como escondo isso? Ah… Ainda estou tonto, melhor me deitar.

– Channie, só tem uma cama. Se importa de dormir comigo? Juro que não vou te atacar durante a noite – Disse debochando da minha intolerância.

– Não quis te magoar, me desculpa.

– Eu sei cara, só tô brincando. – Deu aquele sorriso de sempre.

– É? Mas eu não! – Me levantei à sua busca, puxei seu rosto para o meu à procura de pequenos beijos rápidos que se transformavam em grandes e de longa duração.

– Acho que não entendo… – Baek sorriu pro canto tentando me evitar. – Olha Channie, você tá bêbado, tá bom?! Melhor parar…

– Por que parar? Não gostou de mim? – Virei o seu rosto de volta a mim e aos beijos que tanto o controlava.

– Não é isso! Eu te adoro mas… Não vou conseguir aguentar… Não quero mais me magoar. – Não consegui escutá-lo em nada, percebi que os beijos o controlavam mais do que qualquer outra carícia, então me concentrei só nisso. Você não queria limpar meus lábios Baek? Que Tal com a língua?

Parte II – Loving You, Baby.

A esta altura, Baek já tinha se entregado. Como ele estava triste desde a boate, a vulnerabilidade tinha triplicado, contando o fato de estar bêbado e de olho em mim.

– Você é tão lindo. – Disse ele ao desabotoar minha camisa, beijando meu peitoral centímetro por centímetro. – Seu umbigo é meio pra fora… Que gracinha. – chupou meu abdômen.

Era incrível a habilidade do hyung com os lábios, desda minha boca até minha linha de fogo ele só usara a língua, não tocou um dedo sequer em mim. Observar aquela cara de safado, aqueles olhos selvagens destacados com delineador e cobertos com as lágrimas da melancolia era o meu auge. Para quê carícias se eu podia assistir aquela cena?

– Eu ainda nem tirei sua calça e já deu pra ver que é grande. – riu sutilmente me fazendo rir também. – Bem, vamos ao trabalho… – Quando ele ia usar as mãos para retirar a minha calça eu as segurei. Não sei porque, mas eu queria mesmo ver mais.

– Por que vai usar as mãos justo agora? Tire com a boca. – Aquilo não parecia nada comigo. Eu não era assim, mas meu machismo me dominou. Não queria ser romântico com ele, não com um homem!

– Hmm… – sorriu. – O novinho gosta de mandar não é?! Lançar desafios… Muito bem, eu aceito. – Fitou-me com aqueles olhos de leoa faminta por carne e puxou o zíper lentamente com os dentes sem parar de me olhar nos olhos.

Fiquei gelado na hora, estava amarelando de novo, não sabia o que fazer. Ele estava me controlando! Era para eu estar no poder desde o início, o manipulando com meus lábios. Era para ele estar dependendo de mim, mas agora, o que ele mandasse eu fazer, ameaçando de não abocanhar o meu pau, eu faria. Estava dominado e o pior, aquilo tudo era inusitado pra mim.

– Agora como tira-lo pra fora… – Apoiou os lábios na minha glande e puxou meu pênis para fora da calça. – Isso!!! Prontinho. – Piscou. – Desafio cumprid… – O Puxei para mim de volta aos beijos. Desta vez não era ele que queria da minha boca, eu que o queria por inteiro…

– Ah… Channie. – Gemia rindo meio sem graça enquanto eu chupava o seu pescoço. – Vamos pra cama, tô ficando tonto.

Sorri pra ele enquanto apalpava seu membro.

– Sua tontura se concentra aqui? – Sorri. O abracei com força o carregando para cama como se ele fosse minha princesa.

Baek parecia muito triste… Sim, era uma bipolaridade louca que eu estava lidando. Quando não era ele de joelhos com um tesão incontrolável era ele esparramado na cama super deprimido, nunca tinha experimentado nada igual com outro ser…

– Posso tirar sua calça? – questionei preocupado com seu desconforto.

Ele sorriu e apoiou minhas mãos na barra a retirando junto comigo.

Subi novamente para iniciar o processo, separei suas pernas com as minhas acomodando meu volume entre suas nádegas ainda cobertas pela cueca. Levantei sua blusa até metade do peito, comecei a trilhar calorosos beijos descendo até a virilha. Seu cheiro, seu gosto, sua textura… Tudo se completava! Esfregaria meu rosto o dia inteiro naquela pele quente e macia que jamais me entediaria…

Quando cheguei ao membro, puxei sua cueca o despindo por completo. Estava duro, claro. BaekHyun não era muito dotado, seu pênis aparentava medir uns 12 cm e era circuncizado, parecia até um docinho, com uma glande rosinha, bolas eram da cor do pênis e etc.

Dei um lambida rápida na glande e olhei para sua face no desejo de observar sua reação. Como sempre, aquele sorrisinho lindo emanava em seu rosto.

– Channie-ssi, seja gentil… – Acariciou de leve meu rosto contra seu membro me fazendo abocanha-lo por completo, como não era muito grande coube inteiro em mim. Que delícia! Ele tinha um cheirinho doce de sabonete de lavanda… Lavanda, minhas flores favoritas…

– Tão quentinho… Que lábios acolchoados… – Acariciava meu cabelo enquanto levantava vagarosamente os quadris. – Traz essa boca pra cá. – Me puxou para um beijo.

Conseguia ouvir o coração do Baek à distância, logo o meu coração batia na mesma frequência e com o mesmo vigor. Ao encostar meu peito no dele, pareciam que nossos corações estavam se amando, à mesma trilha seguia a sonoridade de nossos beijos, cada chupão que Baek dava no meu inferior ou mordidinhas leves no meu bico, o ranger das suas unhas arranhando minhas costas com a mão esquerda e a punheta que batia com a mão direita, tudo aquilo era uma orquestra aos meus ouvidos. Em tão pouco tempo, já estava apaixonado…

Baek quietou com o que fazia para abrir a porta da cômoda em busca de alguma coisa, desci para o seu pescoço nem dando importância ao que ele queria naquela gaveta.

– Posso massagear o Dongsaeng? – Disse com 3 sachês de lubrificante em óleo.

– Ah… Claro. – Deitei-me na cama ao seu lado.

– Fica de bruços, gosto de começar pelas costas. – piscou meio sádico.

Fiz o que ele mandou. De cócoras, ele montou em mim espalhando o óleo por toda minha extensão traseira, desda nuca até meu calcanhar, para massagear usou a ordem contrária, começou do calcanhar e foi até a nuca.

– Agora, vamos começar o trabalho de verdade…

Com as mãos em concha, foi amasseando meu bumbum como carne, brincando com a fenda entre as nádegas com seu dedo indicador, de cima pra baixo leve e firme. Na entradinha do meu ânus, fez deliciosos movimentos circulares e introduziu a pontinha do dedo médio. Aquilo me assustou um pouquinho, me fez gemer baixinho. Quando percebi que ele havia reparado e segurado uma risadinha logo me recompus.

– Doeu bebê? Me desculpa. – Mordeu minha orelha com sarcasmo. – Vou fazer mais levinho.

Pegou mais um sachê de lubrificante, passou em seus testícuos massageando aquelas bolinhas lindas, empinou o bumbum e o lambuzou também, outras bolas lindas para massagear. Sentou nas minhas costas e foi subindo e descendo levemente, massageando toda a área com suas bolas e nádegas.

Aquilo tava me dando um puta tesão, eu já não aguentava ficar de costas pressionando meu membro totalmente rijo contra a cama.

– Hyung… Podemos mudar de posição agora? – Disse ofegante quase implorando.

– Claro, pede que eu faço… – Se levanta dando espaço para eu me virar.

Mais um sachê de lubrificante é usado, ele lambuzava meu peito, abdômen e braços. Massageou as mãos, as axilas e o meu peitoral. No abdômen, dava uma mordidinha antes de fazer a linha de óleo até meu membro. No meu pau ele lambuzou sem dó.

– Olha como ele tá grande! Acho que vou precisar de mais lubrificante para caber em mim… – piscou.

Usou da mesma técnica que as das costas, foi esfregando aquela bundinha e testículos lindos do meu abdômen até meu peitoral. Quando no peitoral, eu o puxava para dar rápidas chupadas no seu membro. Ele gostava, a cada chupadinha seu pau mais bombava.

– Channie… Acho que já tá na hora. – Falou ofegante da excitação proposta acima.

Foi ao meu pênis, massageou rapidamente minhas bolas – pela pressa de querer transar – masturbou-me com cuidado para que eu não gozasse, empinou a bundinha e sentou no meu pau devagarinho.

Céu existe? Existe sim! E eu estava nele naquele momento.

– Tão apertado! – Ele gritou enquanto rebolava. – Dongsaeng seu pauzudo! Tá dodói! – Fez um bicão enquanto quicava freneticamente.

– Hyung! Que gostoso! – Gemi puxando seu tronco pra mais perto de mim. – Eu te quero! Te quero por inteiro.

Pelo tempo de encontro, o que eu estava falando pode até parecer meio superficial, mas juro que não é! Tudo o que eu disse estava saindo do meu coração naquele momento. A sensação não se limitava somente aos nossos genitais, tinha paixão envolvida, era se como estivéssemos trocando os nossos espíritos, compartilhando as nossas mágoas e fazendo música com nossos movimentos. Cada gota de suor era resultado de um esforço que somente dois amantes compartilhavam, eram todas as energias atuando em nossos corpos. Não, nada daquilo era superficial, eu não teria dito palavras mais sinceras.

– Dongs… Tá quase… – Baek gozou deliciosamente por toda a região do meu abdômen me incentivando a gozar também.

Não sei o que ele sentiu, mas o que eu senti foi simplesmente a coisa mais incrível em toda minha vida. Todos os meus músculos se contraíram, meu pulmão se expandiu ao máximo e meu sangue parou de correr por 3 segundos deixando meu corpo gelado e minha tontura agravada. Parecia que minha alma tinha saído do meu corpo, apertado a mão de Deus e voltado. Se eu morresse naquele exato momento, com aquela sensação, eu teria a felicidade eterna.

Uma lágrima saiu do meu olho, escorrendo quente pelo meu corpo gelado. Baek pela primeira vez sorriu para mim sem deboche lambeu a lágrima que escorria, deu-me um calorouso beijo e me abraçou. Dormir de conchinha foi lindo.

Quando acordei pela manhã, Baek não estava na cama. Na verdade, não o encontrei em seu apartamento. Abri a porta da gaveta e as chaves do meu carro estavam lá, embrulhada num bilhetinho. Tinha uma caligrafia bizarra em um desenho de coração bem tosco, mais deboche que aquilo só o sorriso do autor. Ri da babaquice, mas nunca da mensagem, pois ela expressava exatamente o que eu sentia por ele “Loving U, baby”.

Parte III – Kissing you, oh my love!

Faz uma semana que eu e Baek estamos saindo. Não nos limitando somente as folgas e finais de semana, começamos a andar juntos pra valer! Pra cima e pra baixo lá estavamos. A couple breakfast – assim conhecido nosso casal pelas fãs – ficou mais famosa até mesmo que a HunHan.

– Hyung… – Lá estava eu fazendo um papel que sentia necessidade a cada romance que eu tinha. – São pra você. – estendi meu ramalhete de flores.

– Lavanda!!! Ai que lindo, adoro o cheiro! – Fungou as flores. – Vem cá. – Me agarrou firme tascascando um beijo com vontade. – Senti…Tanto…Falta desses lábios… – Disse entre pausas. – Me abraça Channie. – Eu o fiz.

Baek gostava de chupar o meu pescoço tanto quanto meus lábios, passava bom tempo investindo nesses lugares.

Amassos saborosos antes de uma apresentação era gostoso para aliviar a tensão pré-apresentação, mas… Baek ia meio longe demais.

– Hyung, o que está fazendo? – Questionei ao ato dele estar desabotoando minha calça e a dele. – Hyung! – Gemi. – Tô ficando com vergonha… – Me referi a sua mão pequenina dentro da minha cueca. – Para Baek-ssi… Eles podem entrar aqui. Não vou conseguir ficar duro…

– Tudo bem, adoro sexo em público e não precisa estar duro para me satisfazer . – Riu debochando da minha cara.

– BaekHyun! – Aquele maldito bico na minha cara.

– Okay… Quer ir pro armário? – Apontou.

– Armário? – Arregalei os olhos ao ver que ele falava sério.

– O que que tem? Eu e o D.O já transamos em um… – riu achando que eu não ligaria pra piada.

– Nossa, como você é romântico BaekHyun-ssi. – Cruzei os braços com ironia.

– Vem logo, eu te chupo. – Me puxou.

Fui claramente arrastado… Bem, a proposta me animou, mas não ia conseguir ficar a vontade… Sexo num armário, ter cama pra que?

– Hmm… Você tem um bumbum durinho… – Disse Baek me bulinando. – Hm… Posso dar umas mordidas?

Me virei meio desconfortável, o bumbum era uma área muito sensível no meu corpo.

– Hm… – Gemeu no meu ouvido dando um tapinha na minha nádega esquerda. – Tá quente aqui. – Apertou.

– Acho que já vai dar o horário. Não temos tempo…

– Não, ainda faltam 20 minutos. Dá e sobra… – Se abaixou e começou a beija-la. – Hm… Como é maciazinha… Ai que delícia… – Começou a dar mordidinhas.

Conforme ele mordia eu abaixava os quadris agoniado.

– Empina a bunda. – estapeou a direita com mais força. Obedeci.

– Tô com vergonha…

– Vergonha de que amor? – Foi brincando com o dedo indicador na minha entrada.

– Não quero isso… Não aqui…

– Mas, por quê? – Introduziu a pontinha e começou a girar.

– Ai… – Soltei um gemido de sensação estranha.

– Empina um pouco mais amor, senão vai ficar muito apertado.

Obedeci de novo e desta vez me calei. Não era porque eu tinha começado a gostar, mas argumentar com o Baek naquele nível de tesão era impossível, acreditem…

– Ahhh.. – Gemi com um pouco de desconforto, ele começara a empurra sem parar.

– Ahhh. – soltou um gemido também – Eu não trouxe preservativo. – Pôs o pau pra fora masturbando-o. – Desse jeito a lubrificação vai ser difícil… – Enfiou o segundo dedo e logo o terceiro sem que eu me acostumasse com aquele.

– Au, Hyung… Dói… – Choraminguei.

– Desculpa amor… – Tirou dois dedos só mantendo o indicador- Vira pra mim.

O fiz. Ele começou a me chupar enquanto me dedava. Foi uma sensação alucinante, sem contar que não parava de me mandar fazer coisas. O Armário começara a me excitar.

– Abra mais as pernas dongs. – Caiu de boca. – Hm… Sabia que fica mais bonito de cima? – Chupou uma bola de cada vez. – Você é tão dotado dongs…- Beijou o topo do meu pau, modestia minha mas, ele teve que desdobrar os joelhos pra chegar lá. Mexi os quadris acompanhando o vai e vem de seus lábios e olhando para aquela carinha de desconforto em com uma boquinha tão pequena chupar um membro tão grande.

Eu observava Baek me chupando enquanto se masturbava e sentia seu dedo quente no meu ânus ainda virgem. Tava louco pra que ele me comesse logo, só não sei se seria boa ideia.

– Hyung… Me fode?

Baek ficou meio surpreso que eu pedisse isso, já que eu nem sequer queria ficar duro pra transar.

– Oi? – Perguntou com aquele sorriso irônico.

– Por favor…

– O que você quer que eu faça? Pede que eu faço. Pede. – Piscou.

– Me… Come.

Ele sorriu com cara de tesão, subiu até meus lábios e me beijou de forma assustadora, parecia que eu era o último doce da caixa.

Me virou vagarosamente e pressionou seu membro contra o meu bumbum, desta vez ambos sem roupas de baixo. Se inclinou e mordeu minha orelha. Ai que delícia, sensação perfeita aquela. Apertou meu bumbum, como de costume, enquanto beijava minha nuca. Separou minhas nádegas e introduziu seu membro carinhosamente.

Meu corpo estava quente, no momento eu recuava e ele segurava meus quadris inclinando-me para beijá-lo. Tão carinhoso quanto na primeira vez…. Empurrava bem devagar até eu me acostumar com aquele pequeno suporte que conforme se movimentava me causava um prazer inacreditável, como se devesse fazer parte de mim.

– Hyung… Isso é tão bom… – Gemi bem baixinho.

– É? Vai ficar ainda melhor. – Estendeu sua mão direita para me masturbar e começou a estocar com um pouquinho mais de força.

Abafei meu gemidos com as mãos. Baek cada vez mais voraz com os quadris e habilidoso com as mãos, me dava mais prazer e mais fervura em meu sangue. Estava ficando tonto, minhas pernas ficavam bambas, meu coração tão acelerado que acho que a qualquer momento viria um infarte ou um orgasmo.

– Hyung… Segura minha mão, vamos juntos.

Tomou minha mão e se inclinou para dar mais atrito ao seu membro, enquanto ele introduzia eu rebolava ainda mais rápido até que finalmente chegou.

Sua respiração ofegante em meu ouvido, seus lábio finos em meu pescoço e sua língua logo percorrendo pela região, aquele tronco firme me segurando para não cair e seu peito ainda apoiado nas minhas costas. Paraíso, olá de novo.

Ainda faltavam 3 minutos. Nos vestimos rápido e fomos pra fora do armário com cautela para que ninguém percebesse.

– Meninos! Ainda bem! Estávamos loucos procurando por vocês. Venham. – Chamou o líder nos empurrando para o palco.

Os meninos nos observavam meio risonhos, principalmente para mim. Sehun chegou sussurrando no meu ouvido.

– Cubra o pescoço. Quando me apontou um espelho, vi que haviam marcas roxas de chupões nele, aí que me desesperei mesmo.

– Ah meu Deus! Maquiagem! Preciso, já.

– Calma! Dongsaeng! – Baek me puxou.

– Toma. Achei o do seu tom de pele. Suho tacou aquele corretivo pastoso no meu pescoço até cobrir as marcas, só piorando a situação… Além de marcas vestigiosas, agora eu estava todo melado.

– Pelo menos ninguém vai saber que te beijaram. – Zoavam de mim.

Ao terminar a apresentação fomos para um hotel aqui perto e como de costume, alugaram três quartos para somente um ser usado, sim, festa do pijama e não, não são só as meninas que fazem.

– Peguei o banco imobiliário. Vamos lá?

– O Suho trouxe War.

– Vai ser no quarto dele?

– Sim.

– Ok, vai indo lá que eu vou guardar o jogo.

– Certo!

Ao cruzar o corredor, vi que KyungSoo e Kai ainda estavam em seus quartos e pareciam estar se divertindo. Pensei que a festa tinha mudado pra lá, então fui checar. Quando escutei o nome “BaekHyun” eu parei e fui escutar o que falavam.

– Ah, você viu aquela “coisa inusitada”? Baek transando com alguém em um armários. – Soltava risadas pela ironia suja de KyungSoo.

– Próxima vez vai ser preciso mais que um corretivo porque se tá durando tanto não devem ter trepado, afinal, já são três semanas inteirinhas. – E mais risadas era ouvidas, desta vez pela frase imunda de Kai.

– Só esperava que ele não se aproveitasse da inocência do Chanyeol.

– Tem razão! O Sehun é compreensível, mas o Channie-hyung? Ele é muito bobinho coitadinho…

– Pois é, mas o Baek já passou na mão de todo mundo mesmo, deixa ele aproveitar.

Não sei se eu sentia ódio ou saía chorando daquele lugar. Não ia conseguir segurar as lágrimas e o ranger de dentes por muito tempo. Queria machucá-los! Mas, não podia…

– Channie-dongs! Tava te esperando! – Sorriu Baek chegando.

– Ah… Vamos lá. – O puxei pela mão.

Ao chegar no quarto, todos nos sentamos em um círculo. Suho colocou um CD da SNSD.

– Então… O que querem fazer? Hm… Jogo da garrafa? – todos riram da fofisse do líder fofinho.

– Que tal Kissing U? – Perguntou Sehun colocando na música.

– Ok… Como se joga? – Questionei intrigado pelo nome do jogo.

– Ah, é fácil. É igual gaychicken com card kiss. – Kai com aquela cara de óbvio não explicou em nada.

– Não sei o que é isso.

– Eu também não… – Suho concordou.

– Certo, eu explico. – Levantou KyungSoo. – Sabe aquele jogo de tv que as pessoas botam um papelzinho pra beijar e quem deixar cair paga um prenda mandada pela pessoa da frente?

– Sim, sei.

– Então, mas a prenda é única. Se você deixar cair o papelzinho, tem que dar um beijo de língua na pessoa pra quem você ia passar.

CUMA?

– Gente, isso não é meio pesado não? – Questionei surpreso em todos conhecerem o jogo e concordarem em jogar desde o início.

– Relaxa, somos amigos e isso é só uma brincadeira.

– Channie, se não quiser jogar não precisa. Eu mesmo não vou. – Afirmou BaekHyun observando a nós de um monte de almofadas.

– Mas se você não for, pra que eu iria?

– Ah gente, vamos. Se ficar chato a gente para. – Implorou D.O quase chorando.

– Certo, eu vou. – Com um ódio escondido. – Se você não se importar. – Perguntei a Baek.

Ele ficou meio impressionado com a minha escolha, mas disse que tudo bem.

– Certo, vamos começar. – Sehun colocou o card na boca.

Passou a carta para Suho, que passou para o D.O que quando ia passar pra mim ele deixou cair propositalmente.

– Ahá! – Todos riram sabendo que tínhamos que nos beijar de língua.

– Vamos nessa. – KyungSoo vinha animado.

Me beijou com vontade mesmo, até mordeu meu inferior de tanta fome. Fiquei muito envergonhado, olhei para Baek e ele parecia muito surpreso, contudo ao me ver agiu como se nada tivesse acontecido.

– Certo Kyungsoo, agora vai ter que mudar de posição. Troque com o Kai. – Disse Sehun explicando as regras.

Começou por KyungSoo, que passou pro Suho – que milagrosamente não caiu, porque será?! – Sehun, Kai e quando ia pra mim mais uma vez deixou cair.

E mais um beijo foi dado na frente do meu namorado. Kai ainda foi pior, demorou tanto que eu tive que desfazer o beijo por falta de ar, durou certa de 15 segundos. ECA!

– Certo, parece que Chanyeol tá dando muito azar… – Riu o inocente líder que nem sequer sabia o que estava acontecendo.

– É… Parece que sim. – Limpei minha boca.

Kai trocou de lugar com o líder.

– Ui, ui, estamos lado a lado, será que vou ganhar um beijo? – Riu da minha cara. Líder fofinho até sarcástico.

Iniciando o processo novamente, Sehun para KyungSoo que quando passou para Kai o papel caiu, desta vez por acidente.

– Ahá! – Eu e Baek começamos a rir feito idiotas que éramos.

– Ai, ai. Adoro! – Baek se contorcia no chão te tanto rir.

– Nossa gente, é só um beijo, relaxa. – Suho olhou meio estranho para a nossa reação.

– É. – Kai beijou D.O de uma maneira tão bonitinha que admito que me excitei um pouquinho. Baek a esse ponto tava de pau duro, reparei vendo ele cobrir com uma almofada.

Ao desfazer o beijo, começaram a rir, não se estranhavam mais.

– Ok, vamos acrescentar mais uma penalidade pra segunda rodada. Baek quer vim?

– Nyah… Todo mundo já se pegou mesmo, vamos lá. – Aceitou o convite do Sehun.

– Qual será a nova penalidade Sehun? – Questinou Suho preocupado.

– Como estamos todos a vontade, acho que reduzirá a queda de papel caso tivermos que além de beijar, tirar uma peça de roupa.

– De maknae só na idade neah Sehun?! – Disse Baek o abraçando.

– Certo. – Todos concordaram.

Essa noite vai ser longa…

Todos de cara cheia pra conseguir pagar as penalidades. Claro que o cuidado dobrou, mas ainda sim Baek e eu deixávamos cair propositalmente um com o outro, éramos os únicos de cueca no quarto todo.

– Meninos, o pau de vocês está latejando, essa cueca não cobre nada. – Disse Suho caindo de bêbado, levara pelo menos uns três beijos, estava somente com a calça do pijama como a maioria dos rapazes.

– Seu pau também tá duro. Vou te beijar só pra você mostrar sua cuequinha potente.

– Tô sem cueca.

Todos olhavam selvagens para ele, a essa altura, todos queriam beijá-lo só pra vê-lo nu.

– Que tal acrescentarmos mais uma penalidade? – Sehun riu.

– Mas, assim nunca vai acabar o jogo! – Afirmei.

– Exato! – refutou juntamente as risadas.

– Que penalidades seriam? – Questionou Kai.

– Que tal mestre mandou? – Rimos da perversidade do KyungSoo.

– Ou melhor, beijar o local que o jogador receptor escolher.

– Gostei da ideia Suho! – Sugeri rindo.

– Ok, assim o líder não fica pelado. – Brincou Sehun.

– Ah! Então nada de novas regras! – Encerrou com a ironia de BaekHyun.

A noite passou e beijos em todos os lugares que você pensar tinha. E se acha que foi selinho se engana, era chupada mesmo! Suho ficou totalmente marcado. Só não fizemos sexo todos juntos porque somos amigos, mas tenho certeza que Kai e KyungSoo mudaram um com o outro depois daquele dia.

– E então? – Veio Baek por trás me abraçando. Gostou de ontem? – Sorriu pra mim.

– Não muito… No início fiquei meio desconfortável.

– Ah… Eu imagino. – riu. – todos queriam abusar de você! – Riu ainda mais.

– Baek. – Virei-me de frente pra ele e o agarrei pelos ombros. – Você me ama? – Questionei sério.

– Ah… Meio sem reação. – Por que está perguntando isso? – Questionou assustado.

– Acho que isso foi um não. – Saí chateado.

Sei, vocês devem estar pensando “Deu uma louca no Chanyeol?”, mas não, não estou louco. Minha chateação é dada à conversa entre D.O e Kai ontem. Quero dizer, BaekHyun realmente namorou e descartou a todos – com exceção do líder que tem namorado – e eu sou o último da lista… Estou apaixonado. E se ele realmente quiser me descartar? Estou muito apaixonado, sinto tanto medo…

– Channie. – Baek veio a minha procura no corredor. – O que está acontecendo? – Questionou seriamente.

Contei o que sentia, que o amava, que tinha medo da falta de reciprocidade e que essas questões martelam minha cabeça há um tempo.

– Tsc, tsc. – Ele me abraçou. – Sabe Channie, eu também pensei muito sobre isso. Passei a semana pensando se eu realmente merecia alguém tão perfeito. – Ah não, esse papo não. – Mas, ontem vi que é realmente te amo. Quero dizer, sempre foi uma tara minha ver vocês, beiçudos do grupo, se beijarem. – Que romântico. – Entretanto, fiquei com um puta ciúmes em ver você beijando aqueles caras e eu não costumo ter ciúmes com nada. – Ele se expressou a sua maneira, expelia tudo que eu sentia só que do modo dele à la BaekHyun. – Então, acho que a resposta é sim. Eu te amo, Chanyeol. Posso te beijar? Meu amado.

Epílogo

– E então… – Nossas mãos se abraçaram com os dedos entrelaçados. – Por que Kissing U te faz chorar? – Beijei seus lábios como um consolo.

Ele se assustou com a pergunta. Imagina, acabamos de transar e naquele momento pós-sex entre os lençóis eu expelia uma pergunta repentina dessas.

– Bem… – desviava o olhar tentando se expressar. – Não sei se sabe, mas quando virei trainee nunca tinha beijado ninguém.

É, para mim essa informação é uma surpresa.

– Quando entrei, os meninos faziam muito essas brincadeirinhas, sabe? Eu só olhava de longe porque nada daquilo me interessava, apesar de sempre me sentir bissexual.

Puxou o lençol em uma rápida ação de cobrir o seu corpo, como se estivesse constrangido ou com vergonha de contar essas coisas para mim.

– Se não estiver se sentindo a vontade, não precisa continuar…

– Não… Eu quero te contar… Confio em você porque não me julga…

Engraçado ele dizer isso. Quando tivemos o nosso 1° encontro, eu não parava de julgá-lo, e eu realmente não tenho o hábito de julgar ninguém. Que bom que essas experiências não afetaram a visão de Baek para com a minha pessoa.

– Continue.

 

– Bem… – Respirou fundo. – Teve um dia aleatório que estava tocando Kissing U no dormitório ao lado, e eu amo essa música. Tipo, muito, muito, muito mesmo. É a minha favorita das soshis.

A empolgação dele me fez lembrar os pulinhos que dera na boate quando a música tocara. Me segurei para não rir com a lembrança.

– Então fui ver o que estava acontecendo.

Flash Back, pov’s baek

– SO NYEO SHI DAE!!!! – gritei invadindo o quarto.

Todos ficaram me olhando com aquelas caras de tacho, do tipo “oi, quem é você?”.

– Oi… Quem é você? – KyungSoo questionou segurando o papelote do jogo.

– Ah… Eu sou…

– Ele é um trainee novo. Foi selecionado pra ficar no mesmo grupo que a gente. – Sehun afirmou.

– Ah… É verdade, ele gravou What’s love como vocal principal, não foi Soo? – Disse Kai arrumando os cabelos.

– Ah, é verdade. Não tinha reconhecido. Sente-se. – Chegou um pouco pro lado para que eu me aconchegasse.

– O que estão fazendo? – Sentei olhando pro cenário. Todos em uma rodinha vazia ao som de SNSD.

– Estávamos jogando Kissing U. Até agora não rolou nada, quer jogar?

Pelo nome, já imaginava que era putaria então fiquei com medo. Afinal, nunca tinha beijado ninguém, tipo, só um selinho quando eu tinha 10 anos com a minha prima. Pra mim não contava.

– Fica calmo. O nome é tenso, mas o jogo é tranquilo.

Me explicaram as regras e fiquei ainda com mais medo de jogar.

– Relaxa, o que fica aqui morre aqui. – Soo piscou.

Aceitei jogar.

Na primeira rodada, Sehun e Kai deixaram o papel cair.

– Ah, poxa. Você é rapidinho demais. – Reclamou Kai aos sorrisos.

– Você que tem lábios de manteiga. – Sehun Retribuiu o sorriso.

– Preparados? – Soo disse. – Vai.

Kai e Sehun coloram os seus lábios, as línguas se contorciam em voltas, via-se trocas fraternais boca a boca. O beijo aparentava ter muito tesão pela forma que se acariciavam, ora sorrisos ora selinhos demorados entre as pausas.

– Uuuuuh! – Gritou Soo com animação.

Desfizeram o beijo. Ambos ofegantes e rindo da situação.

– Nossa, nesse beijo foi o atraso da semana, ein. – Soo olhava malicioso com o papelote na mão.

Eu nada conseguia falar. Enquanto medo, também me animava com a situação. Aquela dança labial me encorajava a permanecer, nem que fosse só olhando aquele jogo continuar.

– Certo, mudando de posição… Vai.

O papelote começou a girar entre nós. Depois de 3 voltas, o papel caiu na minha vez. Certo, eu iria beijar Sehun.

– Preparado? – Ele sorriu apesar da falta de expressão.

Fechei os olhos e embiquei.

Todos deram uma risadinha tosca, abri os olhos para vê-los e Sehun me beijou. Foi calmo e gradual. Primeiro os lábios se encostando, em seguida o movimento, a língua e então o gozo. Senti-o procurar-me. Os nossos maxilares davam passagem à língua que tardiamente atacavam-se nervosas e de forma mais profunda. Deu-me um selinho final. Parece que achou o que queria.

– Nossa… – os meninos olhavam para nós perplexos.

– O que foi? – questionei confuso.

– Você beija bem. – Sehun sorria acariciando meu queixo.

– Obrigado. – Corei dirigindo-me ao canto.

Aí jaz o meu primeiro beijo. Estranho, espesso. Não era ruim, mas era estranho. Mal tinha dado e já sentia falta. “Espero apreciar novamente”, desejei baixinho. Não fui o único em busca disso não.

A partir daí, senti que Kai deixara cair propositalmente o papelote para que pudesse me beijar também. Ainda não tinha entendido o porque, mas já tinha me acostumado com o estranhamento inicial e desejava aquilo de novo.

Ao me beijar, não foi romântico como o primeiro. Foi totalmente desesperado e carnal. A exploração era mais selvagem, talvez até suculenta pela textura labial de Jongin. Lábios macios, mas pele firme. Seu fim não terminou com um selinho, mas uma mordida no meu inferior. Ofeguei um pouco. Minha adrenalina subiu de novo, desta vez com mais fervor.

– Desse jeito o Soo fica pra escanteio. – Sehun acariciou a cabeça dele com deboche.

Rimos e o jogo continuou.

– Já deu minha hora. – Me levantei.

– Precisa mesmo ir? – Os meninos questionaram desanimados.

– Sim, tenho um teste complicado para realizar… – menti me levantando. – Obrigado pela recepção. – Sorri praticamente fugindo.

Ao sair da sala corri, sem rumo mesmo. Corri o mais rápido que consegui, para qualquer lugar desde que as minhas pernas se movessem rapidamente. Sem obstáculos para minha expressão.

Com os lábios ainda úmidos da minha primeira experiência, entrei no chuveiro. A água escorrendo sobre a minha cabeça trazia a mim uma reflexão do que tinha acontecido. Sob várias texturas, viciei em beijos. Precisava de mais e mais.

No dia seguinte, Soo veio atrás de mim.

– Tudo bem com você? – Olhou-me com mistério.

– Sim. – corei ao lembrar da noite anterior. Mesmo não tendo o beijado, encontrar alguém que sabia o que tinha acontecido ontem era meio assustador. – E você?

– Ótimo… – Passou as mãos nos lábios.

E que lábios. Imaginei como seria beija-los, eram grandes, um pouco mais largos do que os de Sehun, pareciam grossos como os de Kai, mas pele mais fina. Muito rosadinhos. Sangue vida.

Não conseguia parar de olhar para os lábios do KyungSoo, até vê-lo perceber.

– Estão sujos? – Esfregou a manga longa da blusa na boca.

– Não, perdoe-me. – tentei sair mas ele me segurou.

– Hyung, queria lhe pedir uma coisa.

– Pode pedir.

Ele chegou mais perto e sussurrou no meu ouvido.

– Mas não é qualquer coisa.

Um frio veio a minha espinha.

– Peça…

– Posso te beijar?

Me assustei. “O que acontece aqui, morre aqui” ele tinha dito naquele dia.

– Mas…

– Não é nada pessoal. Por favor… Eu sei que o que acontece no jogo morre no jogo, mas todos lhe deram beijos e eu realmente quero saber como é o seu.

– Também quero saber como é o seu. – Disse por impulso.

Fomos a uma sala e lá praticamente nos atracamos. Os lábios do D.O eram extremamente macios, pele fina como imaginei. Super acolchoados, sua extensão labial completava cada centímetro dos meus. Meus lábios finos que recebiam toda a carne que precisava ter.

Foi simplesmente a sensação mais incrível. O beijo mais incrível…

Flash Black pov’s Baek end

Precisa nem dizer o puta ciúmes que fiquei, né?

– Não leve para o pessoal, amor. – Baek me selou. – Eu te amo, o sentimento que me causa é superior a qualquer sensação. Mas às vezes choro por falta da sensação que os lábios dele me traziam. Isso não implica em nada entre nós dois, acredite. Mas preciso comentar toda a verdade com precisão. Não fique com ciúmes, nem medo, nem nada, ok?

Compreendi. A sinceridade dele me deixou feliz de certa forma.

– Voltando a história…

Flash Back Pov’s Baek

Passei muitos dias pensando no beijo dele. Era doce, salgado, azedo, amargo, ardente… Tinha todos os gostos, todas as texturas, me completava. Não tive coragem de pedir outro. Mas sem dúvida desejava outro.

Na mesma semana, Kai me mandou uma mensagem dizendo que queria ficar comigo. Fiquei com ele umas sete vezes. Era mais um passatempo. Chegou a me pedir em algo mais sério, mas não aceitei. Não queria isso. Queria mais experiências futuras, outros beijos. Veio até a minha cabeça se existia algum beijo perfeito. Sehun me mandou mensagens também dizendo que queria ficar, mas só ficamos umas duas vezes. Ele tinha se apaixonado por outro garoto do grupo e, como eu, só estava passando o tempo. Comecei a frequentar baladas para sentir aquela sensação de D.O novamente, beijei todos os tipos de homens, mulheres, todos tinham pré-requisitos. Eu queria quem tivesse lábios grossos. Viciei nisso porque queria encontrar alguém que fosse tão bom ou melhor. Não encontrei.

Então, em um dia qualquer, KyungSoo me mandou uma mensagem dizendo que queria ficar mais uma vez. Nem hesitei, apenas fui. Ficamos. Ficamos muitas vezes. Ele me tocava, e eu a ele, ele me chupava e eu a ele. Transamos tantas vezes em lugares tão peculiares. Ele nem sabia que eu era virgem, mas de qualquer forma isso não importava. Transar era um pretexto para beijá-lo. Aqueles lábios… Durou cerca de uma semana essa aventura. Foi pouco, mas foram muitas e muitas vezes. Profundas vezes. Preciosas vezes. Ele nunca me pediu em namoro, eu ia atrás dele mas ele não me queria. Um dia ele começou a me rejeitar seriamente. Perguntei o que acontecera e ele disse que eu não passava de uma putinha e que ficou sabendo que fiquei com Kai e Sehun depois do jogo, o que eu fazia nas baladas antes de ficar, na minha cabeça, mais sério com ele, e que não queria uma pessoa fácil assim. Me senti um lixo descartável. Ele não sabia as minhas condições, não me conhecia, nem sequer sabia o que eu sentia, nem o que fiz por ele ou pelo menos por causa dele. Não importava. Era indiferente para ele. Era um sentimento de rejeição diferente. Não era de esposinha rejeitada, porque o que eu senti não era amor, nem paixão. Era só vício. Vício naqueles lábios. A partir daí, toda vez que escuto Kissing U fico mal.

Flash Back pov’s Baek End

– Ficava né… Agora não sinto mais nada… Bem, sinto saudades da minha droga. Mas não posso fazer nada… E mesmo que pudesse, não iria querer.

– Sério? – Questionei.

Ele sorriu e me beijou.

– Não iria querer porque drogas fazem mal. – Acariciou os meus cabelos. – Encontrei algo bem melhor. – Deu-me um beijo de esquimó. – Drogas dão sensações maravilhosas, mas destroem vidas… – Selou-me novamente. – Não é como o seu beijo que não é um vício, mas amor, que só me faz bem…