Annyeonghasseyo, Beijing

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Capítulo 2 – Terceiros

15 de fevereiro de 2013,

Já estava perto da minha partida. Logo estaria na China e, acima de tudo, dividindo um apartamento com ZiTao. Falando nele, desde aquela loucura ele havia se isolado de tudo e todos. Nem na biblioteca ele ia mais. Parecia estar só no quarto, sem visitas; nem a dos amigos mais próximos. Só conseguia algum contato visual com ele no refeitório – quando ele ia -, ou nos treinos. Todos diziam que estava se dedicando em tempo integral aos estudos de coreano. Isso era muito estranho! Agora que ia embora estar empolgado… Era óbvio que era mentira, mas ninguém parecia ligar.

“Desculpe-me, mas mereço satisfações. O que aconteceu? Por que ficou daquele jeito? Sei que não é da sua natureza, não pretendo correr atrás de você porque isso chatearia a mim também. Mas, por favor, responda o bilhete e pare de ser tão infantil. Vamos morar juntos agora, não pode ficar fugindo de mim. Os nossos problemas não tem nada a ver com o grupo – não os faça sofrer. De qualquer forma, estávamos bêbados, finja que nada aconteceu, certo?! Pare de agir como se eu tivesse te violado, afinal, você concedeu e eu parei quando pediu. Nos encontramos no aeroporto, pelo menos.” Coloquei o bilhete em baixo da porta do quarto dele.

Enquanto o resto do grupo se estressava com o debut, eu me estressava por estar a caminho da China falando mal o mandarim. Precisava me trancar, sair do dormitório somente para ir a biblioteca.

– Vamos ao Shopping? – Luhan me chamava. – Preciso comprar uma mala nova, todas as minhas coisas não vão caber nessa maletinha. – Carregava praticamente um suporte de caminhão nas mãos.

– Ah, não dá. Vou a biblioteca, tenho que me dedicar ao mandarim.

– Certo. – Recolheu seu dinheiro. – Até mais.

Cumprimentei de volta.

Ao meu destino, pensei o quanto estaria solitário. Somente Tao permanecia naquela sala de estudos, pois os trainees estrangeiros que a SM contrata costumam saber inglês e coreano, logo não se preocupavam tanto.

Ao chegar lá, fiquei feliz que não estava sozinho. Observei bem a presença de um aluno da aula básica de chinês fornecido pela SM aos grupos que vão contratar na língua. O menino não era veterano, mas acho que nunca o vi.

Fui me aproximando, era o maior vocal do meu grupo. Estava com o livro de chinês avançado para iniciantes. Acho que diferente de mim, ele estava falando quase bem. Nossa, que bronze essa pele! Me chamou mais atenção ainda a blusa com decote masculino ao estilo latino, permitia ver todo o seu colo, estava levemente inclinado pra baixo… Tentei pescar o mamilo na abertura que a pose dele dava, mas a blusa era meio coladinha. Ah não, no colar que ele usava tinha um anel de compromisso…

Quando eu ia voltar, escutei um sussurro baixo

– Olá! – virei-me para videa-lo. – Kim Minseok, certo?

– Sim… Kim Jongdae?

Ele sorriu e assentiu.

– Tem alguém nessa cadeira?

Ele afirmou novamente com a cabeça. Apontou a cadeira do lado oposto, então sentei.

– Encontrei o livro de sequências, Jong-hyung. – Disse uma voz conhecida atrás de mim.

– Obrigado, Zitao-donsaeng. – Agradeceu Chen na minha frente.

Não me virei, deixei a conversa fluir sem ser notado.

– Ni Hao. – Cumprimentou-me Tao tocando no meu ombro com a esperança de que eu me virasse. Não deve ter me reconhecido por causa do cabelo que estava penteado.

– Ni Hao. – Falei sem me virar.

Jongdae rui. Tao parecia estar rindo também.

Se precisar de ajuda, pode falar comigo, hyung. – Tao se despediu e foi embora.

Jongdae me olhou fixamente e perguntou:

– Você é bem tímido, né? – Riu.

– Ah… Sim, sim. – Tentei confirmar a questão para não parecer suspeito.

– Estou terminando os meus estudos, se importa se eu sair mais cedo? – questionou sem graça.

– Não, tudo bem…

Ele foi se levantando enquanto recolhia o material.

– Chen. – toquei o seu braço. – Tem compromisso?

Ele sorriu e negou.

– Quer ir ao rodeio comigo? Wu Fan e a namorada devem estar por lá… Dá pra pegar várias gatas e…

– Desculpa, quem é Wu Fan?

– É um integrante do nosso grupo.

– Ah! Kris?! O rapper, certo?

– Isso! – Falei alto empolgado.

*Shhhhh* O bibliotecário pois o dedo indicador na boca como um indicador de silêncio.

– Aff! – Questionei sussurrando. – Só tem a gente aqui! Precisava desse show todo?

Ele riu. Tinha uma postura “menino simpático” e ainda bronzeado… Não! Ele usa um anel de compromisso no pescoço com esse decote viril… Não! Além de comprometido eu mal o conheço…

– Mas então? Aceita ir conosco?

– Ah… Vai durar a noite toda? É que… Amanhã cedo temos que partir.

Era do tipo certinho também… Tesã… Não! Acalme-se, XiuMin.

– Ah, se quiser então podemos ir a casa de chá. Tem uma que o Luhan frequenta que parece boa. Fecha às 22h

– Chá? Bem, tudo bem. – sorriu.

Ao chegarmos lá, Chen foi contando como entrou na empresa, seus gostos, seus hábitos, o longo tempo que viveu em um colégio de padre, o que aprendeu lá e o quanto estava animado para conhecer a China.

Não citou compromisso emocional com ninguém, ou seja, é gay… Ou realmente não tinha.

– E você? – Questiono ansioso.

– Bem, admito que estou com um pouco de medo… Não falo chinês muito bem, então…

– Ah, eu tenho estudado duro esses seis meses. Desde a última gravação que fizemos, fiquei meio desconfortável com as críticas ao meu sotaque e a minha falta de cuidado com a pronúncia…

– Críticos! Chineses são todos iguais, sabe? Malucos! – Pensei em ZiTao bipolar na mesma hora.

– Ah! – Ele riu. – Não fale assim. – Tomou um gole do chá de cidreira fervido no leite caramelado. – Tenho recebido muita ajuda de um integrante do nosso grupo, o Zitao. Sabe quem é?

– Ah, se sei! – Pensei nele de quatro empinando a bundinha pra mim enquanto gemia. – Digo… – Limpei a baba no canto da minha boca disfarçadamente. – Sei sim.

Ele olhou meio estranho e riu em seguida.

– Você é engraçado… Minseok?

– Sim, Minseok.

– Hyung? – Sorriu.

– Hyung. – Confirmei.

Quando saímos da confeitaria, passamos na praça perto da empresa. Parecia estar festejando algo, muitos artistas de sua rua se juntaram lá para venderem suas artes.

– Futuramente seremos nós, não é? – Questionou maravilhado com o trabalho dos artistas de rua, variava de circo à orquestra cigana.

– Sim, mas mais professional, sabe? – ri. – Um grande palco com luzes e menininhas gritando o nosso nome.

De costume, Chen riu. Peguei a mão dele e o conduzi correndo ao topo da liberdade. Era um grande tronco de uma arvora bem grossa que fora cortada, virou uma espécie de palco para os artistas de rua.

– Está doido, MinSeok-hyung? – Disse Chen rindo com vergonha. – Socorro.

– Cante! – Eu disse seriamente. – Aqui, você não terá críticos. É somente você e a sua arte. Você é o que gosta de fazer, sua música é a sua alma, aqui você canta sem preocupações com o certo e o errado, você dita as regras.

Ele me olhou com um pouco de medo, mas logo começou a cantar. Era It’s hard a life do Queen em uma improvisação acapella que fazíamos. Dei o ritmo e no refrão cantamos juntos. Quando olhamos para baixo, tinha uma miniplateia. Paramos  ela nos aplaudiu.

Chen começou a rir e eu fiz o mesmo em seguida. Saímos correndo do palco direto ao metrô. Viramos a esquina do relógio.

– Ai, meu coração! – Riu Chen sem fôlego. – Hyung, isso foi muito divertido! – Segurava a barriga rindo.

– É, também adorei!

Ficamos rindo um pro outro durante um tempinho. Olhamos para os lados e vimos que a praça era deserta.

Olhei para Chen que me encarava sério. Eu comecei a ficar com um pouquinho de medo. Ele se aproximou rapidamente e me beijou. Pela textura dos lábios, foi só um selinho. Parecia estar com medo. Logo se afastou e viu o que fez. Ficara assustado, segurando sua boca com as duas mãos. Estava com medo, mas parecia ser medo de apanhar ou de que alguém descubra.

Puxei-o lentamente para mais um beijo, brincamos com os nossos lábios por um dos lados estarem com pudor. Ele agarrou o anel com a mão, seu rosto de encheu de lágrimas e então me beijou de forma picante. No início, parecia se negar nos intervalos, depois se entregou por completo. Seus braços lutavam contra seu corpo para me abraçar, ele não conseguia parar de chorar, parecia que ia se despedaçar a qualquer momento. Se eu o despisse e o desposasse aqui mesmo, ele não ligaria, parecia estar virando pó.

No final do beijo, ele não se aguentava de soluçar. Puxei-o para um banco da praça e o abracei. Ficamos lá durante um tempo em silêncio, sozinhos.

Meu celular vibrou. Era o Luhan perguntando onde eu estava e que estava rolando uma festa de despedida do EXO-M que ia embarcar amanhã.

– Chen? – O cutuquei. Estava dormindo.

– Oi? – Acordou limpando os olhos.

– Vamos?

– Vamos…

Ao entramos no prédio, a barulheira era tanta que o Chen logo voltou a si.

Abrindo a porta, uma baita barulheira da festa. Todos os trainees da nossa época presentes, alguns dos nossos veteranos também estavam lá.

– Vem, garotos. – Laçou o meu pescoço com a sua gravata me puxando pra pista de forma sensual. – Essa festa é pra vocês. – Este é Jongin, o garoto mais lindo que já vi na minha vida. Pena que era tão narciso, com certeza não o meu estilo… Confesso eu fiquei chateado quando debutamos em grupos diferentes, ele deu tanto em cima de mim… – Quer um drink? – Piscou.

– Licença, Jong. – Luhan me puxou pelo braço e levou para um cantinho. – Aonde vocês estavam? Nossos manangers ficaram putos. Por que não avisou que ia sair?

– Desculpa. Era pra gente voltar às 22h, mas rolou um imprevis…

Parei de falar quando vi Chen abraçando ZiTao  de forma extremamente calorosa.

– Oi? – Luhan estalou os dedos na minha frente.

– Zitao-donsaeng tem uma corrente com anel. – Acabo de reparar.

– Jongdae-donsaeng também. – apontou Luhan.

– Eu sei…

Annyeonghasseyo, Beijing

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Sinopse:

MinSok ansioso para debutar, escreve um diário para contar as suas angústias, felicitações e outras incríveis experiências como Trainee e artista na China(uma cultura paralela a sua). Em um encontro casual com dois trainees, acabam debutando no mesmo grupo com um tremendo rolo para resolver.
Dividido em 6 capítulos; Annyeonghasseyo, Beijing é um conto erótico com a couple TaoMin como central

Capítulo 1 – Contato

12 de fevereiro de 2011,
Hoje, finalmente me formei como trainee, vou debutar daqui a três meses.
Estou muito ansioso, as pessoas já conhecem o meu trabalho antes mesmo da minha aparição. E se eu falhar? É muita pressão!
Contudo, minha verdadeira preocupação não é o debut em si e sim o meu destino. Fui convocado a morar na China com outros membros chineses. Outra língua,  outra cultura…
– Da zhi hao, wo shi Xiumin.
Meu nome verdadeiro não é esse, somente codinome. Meu nome real é Kim Minsok, sou sul-coreano e divido o apartamento com dois chineses: Wu Fan e Luhan. Ambos também convocados ao grupo chinês.
– Poderia passar a garfo para eu?
Este é Tao. O único trainee chinês que entrou sem saber nada de coreano. Até que para dez meses tentando aprender, ele está melhorando a cada dia. Sua pronúncia é corretíssima, mas sua gramática é uma merda.
– Mim passar sim. – Sorrio trollando-o.
Ele era muito bonito; forte, alto, olhos acentuados e pele escura. Sempre tive queda por pessoas de pele escura, ainda mais homens…
“Dê esses lábios para mim”, costumo desejar cantá-lo, só não o faço porque além de hétero, é conservador.
Sua fragilidade e inocência caipira me deixam bem balançado, para não dizer outras coisas… Queria saber o que ele pensa de mim.
– Tao.
Ele olhou com os olhos baixos, mas diretos a mim. Aludia-se a uma gueixa, taciturna e misândrica ao mesmo tempo, como um animal feroz faminto com medo de caçar a enorme presa que também era seu predador.
– Fale.
– Você… me acha…bonito?
Será que ele vai interpretar mal?
– Você é lindo.
Talvez não…
– Obrigado. – Sorri.
– De nada. – Voltou a comer como se nada tivesse acontecido.
– Escuta.
Virou-se um pouco saturado.
– Pode falar. – fez uma cara chorosa.
– Você me odeia?
Ele travou os olhos nos meus. Não esperava tal reação, mas ele se calou por 3 minutos. Tal silêncio seria interpretado como um sim, e ele sabia disso.
– Não é que odeio tu, mas você é uma das pessoas que mais me maltratam aqui…
Maltratam?
– Você se sente ofendido com os meus atos?
– Olha, Tao pode não saber coreano direito, mas Tao conhecer um olhar de deboche de longe! – Soltou o garfo. – Não quero que gostem de eu, só quero que todos respeitem Tao e tratem Tao como uma pessoa que está se esforçando aqui tanto quanto vocês. Talvez até se esforçando mais… – Levantou-se pronto para ir embora. – Annyeong! – Despediu-se.
– Espera. – Segurei o seu braço.
Olhamos a nossa volta, todos estavam nos observando, tentando saber sobre o que falávamos e porque tão juntos.
– Vamos ao meu apartamento?
Os meninos não estavam, era um clima perfeito para um casal… Pena que não éramos um.
– Sente-se mal? – Questionei com sinceridade.
Ele negou balançando a cabeça, como sempre cabisbaixo.
– Desculpe-me, jamais pensaria em feri-lo ou algo do tipo. Se fiz, juro que não foi por mal. Eu brinco com todos, mas nunca para ofender alguém.
– Tudo bem. – Sorriu olhando pra baixo.
– Olha pra mim – levantei seu queixo com o meu indicador.
Ele riu da minha atitude então fiz o mesmo.
Sentamos na sala de estar e ligamos no UFC. Tao era um lutador de kung-fu excêntrico, mas aparentava odiar essas lutas na TV.
– Quer algo para beber? – ofereci abrindo a geladeira.
– Não… Minsok gostar mesmo dessas lutas?
– Sim… Você não?
Negou com a cabeça, fazendo cara de repúdio.
Abri uma cerveja e dei o primeiro gole.
– Ahhh, muito bom. – Sorrio olhando para a lata.
Reparei em Tao fitando a cerveja. Apesar de recusado, estava na cara que queria uma.
– Quer uma lata?
Tao afirmou com a cabeça.
– Certo, eu vou pegar uma pra você.
Reparei que a cerveja tinha acabado. Nem sequer vi que era a última.
– Escuta, a cerveja acabou, se quiser posso dividir essa lata com você.
Ele aceitou logo tomando a cerveja da minha mão e a engolindo com vontade.
– Adoro cerveja… Nem sabia que era possível trazê-la para cá.
– E não é… Nossa, você não se mencionou em 3° pessoa.
– Tao sabe se pronunciar, mas Tao erra demais quando nisso. Tao prefere 3° pessoa que é acerto certo.
– Acho que você não deve ligar tanto para erros ou acertos. O importante é aprender a língua…
– Estou tão ansioso para voltar a China! Vou poder ver minha mãe.
– Ah… Sim, deve estar muito animado.
– Minsok tem mais álcool ilegal?
Alcool ilegal?
– Ah… Wu Fan esconde uma garrafa de conhaque embaixo da cama.
– Wu Fan deixa?
– Bem, já tá ilegal mesmo – ironizei – E não vamos tomar a garrafa toda, certo?
Com certeza me enganei! Tao virou a garrafa quase inteira sozinho – teve minha ajuda, claro – naõ sei como coseguiria comprar outra para Wu Fan, mas que se dane.
– E então? – questionei.
– E então o que? – riu da minha falta de informação.
– Como se sente ao sair do país que você odeia e ir para sua pátria amada?
– Affz! – tomou mais um gole de conhaque. – Não odeio a Coreia, odeio as pessoas que nela habitam. – bebeu mais um gole e tossiu leve – Só me falta um cigarro… – olhou para mim pidão.
– Ah, desculpa. Não fumo…
Passou uns 3 minutos e Tao começou a tirar a blusa.
– Tao, tá passando bem? – o abanei com a minha mão esquerda.
– Estou com tanto calor. – jogou lentamente a franja para trás. – acho que meus vasos estão contraídos por conta da bebida.
– Quer que eu abra uma janela?
– Não… Mas olhar pra você vestido está me dando ainda mais calor…
– Ah… Certo. – Tirei minha blusa. – Assim está melhor?
Ele balançou a cabeça dando meio sorriso. Acho que estou começando a entender o recado.
– Quer uma bolsa de gelo?
– Não vai precisar… Posso tirar a calça? É que Jeans me dá muito calor…
Fiquei rubro. Meu coração acelerou a ponto de questionar uma barbaridade.
– Posso tirá-la pra você?
Fez uma cara de assustado, mas logo se animou com um sorriso estampado no rosto.
– Tira-la-ei então. – pisquei.
Pus minhas duas mãos em seus joelhos, subi lentamente as suas coxas e as apertei bem de leve. Meu rosto estava próximo ao destino, fazia os movimentos com as minhas mãos enquanto o observava de cima.
– Oi – ele acenou olhando de cima para mim.
– Oi – respondi mordendo o meu inferior.
Fui subindo minhas mãos pressionando os dedos sobre seu vasto volume, não estava 100% duro, mas já dava para fazer alguma coisa.
Cheguei finalmente ao cinto; abri-o e puxei sua calça de uma vez. Tao se assustara com a minha habilidade, todavia parecia estar gostando do resultado.
– O que mais sabe fazer além de embebedar o seu colega estrangeiro e se aproveitar dele enquanto está vulnerável? Estou louco para saber… – deu uma risadinha enquanto puxava novamente sua franja para trás.
– Mostrarei em breve. – tirei a minha calça.
Agora ambos estávamos em mesmas condições: embriagados, seminus e loucos pra transar.
– Aonde posso me aconchegar? – montei no colo dele e o beijei.
Meu corpo não estava sendo mais controlado por mim; meus lábios estavam descontrolados, meus quadris se movimentavam de cima para baixo sem a minha permissão.
– Ah… – suspirou o chinês. – tem alguma música aí? – sussurrou bem baixinho com o rosto quase colado ao meu.
Acenti com a cabeça.
Fui até o vinil do Luhan, procurei algo conviniente aa o momento e deparei-me com uma música perfeita para sexo casual: Cocorosie – Lemonade.
– Nossa… Tá querendo casar comigo? – Tao riu.
– Agora só quero uma coisa… – Subi de novo em seu colo e lasquei um ósculo que o fez ficar todo danadinho.
Desta vez, a sintonia dos nossos corpos era perfeita. Calmo, lento e cheio de tesão, o momento estava mais que perfeito, nem começamos a transar ainda e já parecia que os nossos espíritos estavam sendo compartilhados.
– Já pode tirar a cueca, se quiser. – disse Tao explorando minhas nádegas com aquelas mãos macias.
Sua barraca já estava mais que armada, sei disso porque minhas nádegas não paravam de sentir aquele rijo membro pulsante tentando ultrapassar a única barreira que o impedia, a cueca que Tao implorava para que eu tirasse.
– Tira você… – Tao se animou com a minha ordem, dirigindo-se direto a liga que a prendia. – Espera. – sorrio. – Se quer tanto ela fora, tire com a boca.
Tal condição levou-o a loucura, levantando-me com um impulso só.
Corri para o quarto a fim de provocá-lo, foi atrás já me empurrando na cama. Minha cueca foi arrancada com a boca como o pedi. Parou por lá e caprichou no sexo oral, jamais imaginei que esse menininho de interior, conservador e hétero pudesse chupar uma pica tão bem. Ele se envolvia tanto nos longos movimentos de cima para baixo que fazia, massageando com aquela deliciosa boca toda a extensão do meu pau e descendo a ponta da língua na glande até as bolas.
Puxei seu rosto para um beijo, precisava daquela magia mais íntima a mim. Nem prostitutas beijam na boca, porque é o ato mais íntimo de uma relação.
– Posso tirar a minha cueca?
Um satisfeito sorriso brotou no meu rosto. Masturbava-se enquanto ia levantando. Coloquei-o de quatro para mim e posicionei-me por trás. Fui tirando sua cueca devagarzinho passando a ponta da língua aonde ficava despido.
– Você tem uma bunda linda! – Admirei.
E Tao tinha mesmo, era uma das bundas mais gostosas que tive o prazer de beijar e observar de tão perto.
Amassei sua bundinha aos apertões com as minhas mão bem nervosas. Fui massageando enquanto separava suas nádegas dando a mim uma visão mais nítida do seu pequeno orifício. Ele estava trancadinho, como de se esperar. Seus pêlos eram tão fininho que pareciam nem ser capaz de serem notados. Passei minha língua naquele minúsculo buraquinho o destrancando com a invasão da minha línguinha ansiosa.
– Tá gostando de mim, oppa? – rebolava enquanto minha língua explorava toda a região.
– Oppa? – indaguei dando um tapinha na nádega esquerda.- Sou o seu hyung, dongsaeng! – Levantei-me e penetrei-o rapidamente.
Seus leves gritos de desespero e uma dorzinha aguda o corroiam. Dava os gemidinhos mais deliciosos que eu já escutara.
– Ai, hyung.. – Empurrava seu quadril contra o meu – Põe mais força.
Estapiei-o de leve novamente, só pra fazer barulho. Seus glútios eram duros como pedra, dava pra ver os músculos trabalhando enquanto ele se movimentava. Era de arrepiar, mas delicioso.
– Minsok-hyung, posso me virar pra te abraçar?  – pôs meu indicador direito em sua boca. Chupava com ardor, deixando-me com muito mais tesão. – Podemos mudar? – contorceu-se para videar-me.
Puxei o tronco dele em minha direção sem parar de penetra-lo, mas não fazia com força conforme ele suplicava.
– Tá gostoso? – Sussurei mordiscando sua orelha.
Ofegante, somente acentiu com a cabeça e lambeu os lábios com apereza, em seguida enfiando a língua na minha boca. Punhetava-se sem intervalo algum , a vontade que eu tinha era de colocar um espelho em frenta a nossa cena, só para observa-lo se acariciar.
Tao era um passivo tão sexy, principalmente bêbado. Creio estarmos soltos assim por causa do álcool.
– Gosta da minha pica também? – disse ele levando minha mão ao seu membro. – Eu deixo você chupar se for bonzinho e colocar mais força.
Apelei o estocando o mais rápido que podia, com violência nos quadris ao penetrá-lo.
Se abaixara para abafar os gemidos no travesseiro, sentia uma dor extrema com meus movimentos. Quem manda exigir força de mim?
– Ai Hyung, se pelo menos eu pudesse gritar seria tão mais gostoso…
– Se eu soubesse que queria algo tão selvagem, teria te levado a um hotel.
Ele gemeu inevitavelmente numa altura considerável.
– Dongsaeng, não tão alto, por favor. – Puxei-o de volta para perto e o beijei.
Já estava quase no fim, eu estava quase gozando.
–  XiuMin-hyung, sai de cima de mim… – Falava com uma aparência áspera, ora chorosa, ora enojada. – Agora!
Parece que voltou a si…

Can u adopt me?

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Sinopse:

Ryeowook e Sungmin são comprometidos há bastante tempo. Seu estilo de vida como um casal moderno ainda não é assumido, só quem sabe são os amigos íntimos e a família do SungMin. Como trabalham juntos (tanto na rádio como no grupo) então muitos não estranham o fato de morarem juntos e andarem pra todos os cantos acompanhados um do outro. Sungmin quer adotar uma criança, mas Ryeowook não o apoia. Em seu aniversário pede à vela uma criança. No dia seguinte, uma menina aparece em sua porta…

Prólogo

– Lar doce lar – Disse Sungmin ao pisar em sua nova casa. – depois de tanto tentarmos, finalmente compramos um.

– É… Aluguel já era… – Dizia Ryeowook trazendo suas malas.

– Acho que é até onde podemos chegar. – Sorri satisfeito demonstrando ao amado com um beijo.

– Podemos muito mais… Você pode mais. – Puxa o outro pra dentro e tranca a porta.

A sala da nova casa estava completamente suja, com uma mobilha horrível assim como o resto, nem sofá tinha. A imobiliária a qual haviam contratado vendeu a casa por um preço acessível para ambos no momento. Condições? Podemos dizer “recém-casados”. Bem, não estavam casados, entretanto, tinham acabado de assinar uma união homoestável oque pra Ryeowook era a mesma coisa, para Sungmin não.

– Tem muito espaço aqui. – Sorri pro mais velho ao apertar sua mão. – Sem dúvida seremos muito felizes.

– Seremos né?! – Retribui o sorriso.

O Sol finalmente se põe e chega à noite. E que noite! Não parava de chover. Fazia frio e a lareira estava imunda. Haviam limpado toda a casa, estavam muito cansados, principalmente após arrastarem o piano de Ryeowook pra o recinto. Encontravam-se esgotados com certeza.

Como não havia sofá, Ryeowook resolveu pôr o seu tapete persa e espalhar seus almofdões indianos em frente à lareira, com uma bela vista – apesar de no momento parecer mais um cinzeiro gigante. Desabaram sobre as almofadas, mal conseguiam se mover.

– Ryeo-ssi. Escolhe. Oque você quer limpar? A lareira ou a piscina? – ofegante.

– A lareira. – arregala os olhos com tal pergunta.

– Yes! – comemora.

– Espera, não temos piscina… – coça a cabeça com o indicador.

– Exatamente! – ri.

– Hyung! Bastardo… – faz bico. – Eu que tive a ideia das almofadonas substituírem o sofá… É estilo árabe, sabia?!

Sungmin ri sem parar, ainda sim tentava abafar as gargalhadas com a mão. Mobiliza sua cabeça para o lado e fita Ryeo-ssi com todo amor enquanto segura sua mão.

– Não me chame de bastardo… – puxa Ryeowook para um caloroso e delicado beijo.

E lá na sala, ao som da chuva, nas grandes almofadas ao chão em frente à lareira apagada permaneciam. Satisfeitos com o calor que trocavam entre si a cada carícia, a cada beijo, somente aos sons dos trovões e dos gemidos, puramente completos com o amor que estabeleciam um com outro num lugar só deles. Por fim deles…

– Daqui a uma semana é o seu aniversário, certo Minnie-ssi? – olhava pra cima, direto ao rosto do outro.

Sungmin alisava o cabelo do mais novo, enquanto este apoiava a cabeça em seu peito nu.

– Sim… – Abraça o mais novo com força.

– Que tal inaugurarmos a lareira no dia?

– Acho que seria ótimo. – beija a sua testa. – Ryeo-ssi?

– Sim.

–Quer um cobertor?

– Não sinto frio… –Apeta o mais velho, como uma demonstração de que todo calor que precisava estava ali, ao seu lado.

Contemplando por um tempo a cena, observavam suas roupas espalhadas pelo chão, uma lareira que Ryeowook limparia sozinho – e nesta cabecinha uma ideia maliciosa de construir uma piscina só pro vingança – não poupava risos do mais velho ao driblar seu donsaeng com tanta facilidade. Por outro lado, os dois nus entrelaçados, com uma vista futuramente linda inaugurada não só no aniversário de Sungmin-ssi, mas revellion, comemorando mais um ano juntos.

– Acho que não precisamos de sofá. – Ryeowook diz contente.

Desconsiderando a dor

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Sinopse:

Depois de tanto tempo de namoro, SungMin não aguenta mais as trapalhadas de KangIn, principalmente em relação ao álcool. Eles terminam o namoro fazendo aquele entrar em depressão crônica o incentivando a beber ainda mais. Uma coisa trágica acontece…

Capítulo 1 – A descoberta

Já faz um ano que estou sem ele. Tenho certeza que consegui me recuperar… Não posso mentir pra mim mesmo. SungMin foi o único menino que amei, jamais pensei em traí-lo como traí minha fila de namoradas, por mais que gostasse delas. Agora é um novo dia. Ele aparenta nem sequer ligar pro que eu penso. Age friamente, como se nada tivesse acontecido. “Somos colegas de trabalho Kangin-ssi, não misture as coisas.” É o que sempre diz com aquele sorriso, digo que sei o quão falso é. Estando tanto tempo com uma pessoa, ela se acha no direito de zombar-me. Não posso mais ter pena de mim mesmo.

– O que estão tomando? – Perguntou Siwon, que não morava com a gente. Porém, passava uns dias aqui pela necessidade total do grupo unido.

– Cuba libre. Quer um pouco? – ofereci

– No café da manhã? – mãos na cintura.

– É o meu leite matinal – sorrio satisfeito.

– Não aguento mais, pra mim já chega – Disse Kibum deixando um copo pela metade. – Você também devia parar. – sorriu.

– Só mais um – virei o meu copo e o resto do dele.

– Bom dia meninos. Falta óleo lá em cima. Alguém pode me arranjar uma xícara? – Era SungMin, saltitante como sempre.

– Claro – Entrego literalmente uma xícara pra ele com um sorriso babaca na cara.

– Hyung, por que você é assim? – Saiu sem nenhum senso de humor.

Ele dizia para não misturarmos as coisas, entretanto, sempre que brinco tem que ter algo por trás… Não posso ser eu mesmo, não posso sequer falar com ele.

Só mais um gole de cuba libre… Agora estou satisfeito.

Não consigo ficar em casa hoje… Penso em ir ao parque, sempre faço minha corrida matinal por lá; a esteira ultimamente anda me rejeitando.

– YoungWoon-dongsaeng! Procurei-o por toda parte. – corre ao meu lado.

Este é Heechul, meu colega de quarto atualmente, ou pelo menos quando durmo no apartamento dos meninos.

– Precisas de algo? – não paro de correr por nada.

– Seu exame médico chegou. – diz correndo ao meu lado.

Ultimamente, ando com hemorragias em excesso. Sinto eu que deve ser pela exaustão… Os novos trabalhos estão me matando e até conseguir me recuperar…

– E o quê diz? – estendo o braço pra pegar o diagnóstico, mas continuo a correr.

– Você tem cirrose.

– Quê? – Acho que não escutei muito bem.

– Você tem cirrose dongsae… Com apenas 22 anos.

Paro de correr. Mal consigo falar com a respiração ofegante. Olho bem pro meu colega de quarto e pergunto:

– Isso tem cura?

– Não… – decepcionado.

Tudo que consegui fazer foi calar-me ainda ofegante. Não tinha o porquê de falar algo. Heechul-hyung permanecia imóvel. Ele mal conseguia me encarar sem segurar as lágrimas. Ver o hyung chorar me fez chorar ainda mais, já que sempre foi uma pessoa fria. A tristeza ou pena que sentia devia ser enorme. Abraçamo-nos. As lágrimas eram intensas. Quanto mais eu chorava mais o hyung chorava. Era o meu fim agora…

Estamos voltando pra casa. Eu paro Heechul, fito-o intensamente.

– Hyung, por favor, não conte isso aos meninos…

– Mas dongsae… Eles precisam saber. Isso é muito sério.

– Não hyung, não estou preparado… Por favor – lágrimas saíam, recusei-me a soluçar, mas eles escapavam.

– Ok… Não vou contar. – abre a posta – Você é que vai. – disse entrando na casa

Limpei as lágrimas, por sorte meu rosto não estava vermelho, já os olhos…

– Bebendo no park também?! Acho que virou um hobbie. – Eunhyuk com as piadas matinais, tentando roubar a cena que eu construí. Pelo menos ninguém desconfiou que eu estivesse chorando…

– Hyung, o que houve? – SungMin aparece.

– Como assim o que houve?

– Andou chorando?

– Por que a pergunta? E assim de repente…

– Chorou por quê? – cruza os braços querendo saber.

– Eu não chorei moleque, eu sou homem tá ligado? E pra que me amola? Não te devo satisfações mais.

– Do que você está falando? – fez uma cara de confuso que me irritou ao extremo.

– Não finge que leva tudo na amizade ou no profissional, e se sim, parabéns, conseguiu me dar repulsa. – dei as costas ao dongsae sem escutar sua palavra final.

Ele sabe que passei os últimos anos sofrendo e me dedicando a ele e nunca fomos amigos pela atração inicial e final… O lado que ele odiava em mim foi o único que permaneceu, agora, este lado morre também.

Cocoon

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Capítulo 2 – Importância

Não era estranho vir de uma boa família e ainda sim sofrer as piores desestruturações?

Estou falando do Tao.

Quando o conheci, era um adolescente, mas com táticas sedutoras do profissional que era. Fico me perguntando se até o último momento, fui apenas um cliente…

“O senhor precisa de companhia para esta noite?”

Não me arrependo nem um pouco de ter aceitado.

Era domingo quando eu estava na festa de aniversário de um sócio em Xangai. Não era de admirar que tantos prostitutos fossem contratados para entretenimento dos clientes naquele local, mas o que me surpreendia eram as visíveis idades de cada um. Meninos e meninas que se passavam por 20, mas tinham 15. Os sadismos que pessoas da minha classe praticavam, os prazeres que desejavam experimentar. Tudo se resumia ao que o sexo podia proporcionar. Não saberia descrever se o sexo era uma única fuga, mas era a única forma que pessoas como nós sabiam nos refugiar. Nunca tinha visto o sexo de outra forma… Na verdade, não o enxergo de outra forma. Ele é um refúgio. Mas agora, minha ideia de refúgio tornou-se peculiar, porque a pessoa que me deu o novo conceito é peculiar.

Tao dissera que possuía os sonhados 24, idade de um adulto recém-formado na faculdade em busca de emprego, ou no meu caso, administração da herança dos pais entregue em mãos, comparações feito pelo mesmo com brilho ocular ao me relatar com tamanha paixão o quanto era maravilhoso ser jovem e bem sucedido eu no meu ramo, ele no dele. Toda aquela juventude me chamou tanta atenção. Mostrava-se um rapaz contagiado pela vida, por viver e que em tal profissão buscava exatamente por isso.

“Você é casado com os prazeres, e eu sou o próprio prazer.” Era a forma que descrevia sua jovialidade e os clientes que pagavam para usufruir dela.

24 anos…Não… Demorou até que eu descobrisse que ele tinha 17. Diremos uns dois anos…

“Você tem um peito bonito” ele sussurrava enquanto desabotoava minha camisa. Mesmo que tivesse uma certa obrigação de dizer coisas agradáveis, ele mostrava uma certa alegria em fazer o que fazia. Quando despia minhas peças mordia os lábios, fazia um comentário ou outro, beijava, cheirava, mostrava uma animação sem igual. Por mais atuado que aquilo fosse, não que o fizesse mal, ao contrário, nascera para aquilo, ser paparicado daquela forma me trazia autoestima, ou me fazia por um momento esquecer os problemas que eu tinha para atender a grandiosidade de pessoa que aquele menininho de rua dizia que eu era.

Menino de rua…

A intimidade nunca foi problema para mim quando eu estava com ele. Tao conseguia construir um ambiente confortável para que eu me expressasse a minha maneira. Com ele eu não precisava ser frio, grosso ou sádico, como eu demonstrava com as garotas que transava, ou com a noiva que me arranjaram. Tiveram transas que me senti a vontade até para chorar, do tão fundo que Tao me penetrava… Emocionalmente.

“Quanto lhe devo essa noite?”

Ele me abraçava com fervor. Mirou-me rosto de baixo, apoiado no meu peito, sorriu e enxugou uma lágrima que escorria da minha face.

“Hoje é por conta da casa.”

Quantas vezes ele não me fez programas por conta da casa? Estaria sentindo por mim o que eu sentia por ele frente a situação? Gostando do momento que construímos visto o ato, talvez? Me amando? Isso martela a minha cabeça até hoje.

Por mais que tivesse um extenso histórico de vida a ser contado, ele não abria a boca. Não falava do passado ou do presente. Nunca lhe contei a minha história, mas pelo que me tornei, não era muito difícil adivinhar. Também não lhe falava do presente, porque ele o acompanhou com os próprios olhos. Tao era o meu presente; misterioso para mim, mas claríssimo para ele. E assim foi minha vida com Tao durante muito tempo. Jamais planejamos o futuro, juntos ou separadamente, porque o que nos esperava não podia ser visto em planos, plano algum.

“Por que não deixa que eu tiro?” questionou ao me ver puxando o zíper da calça. Frente a mim, ajoelhado, deslizava o zíper com os dentes, da forma mais vulgar que conseguia. Tao gostava dos excessos, era exagerado até nas doses homeopáticas, quando essas necessárias. Pensava se esse era o seu jeito, ou se sua leitura em cima das pessoas era tão cristalina que sabia exatamente do que gostavam.

“Está mais apetitoso do que nunca, gege.” Comentava se deliciando com o meu pau na boca, quase amando aquele único membro que tratava como joia. Sabia do que eu gostava sem por um instante esquecer-se do que ele gostava. Me chupar.

“Acredito.” As chupadas dele chegavam a ser mais acolhedoras do que qualquer “eu te amo” que dirigiu a mim. A experiência de viver com ele por quase cinco anos prova isso. Conforme nos aproximávamos, mais perfeccionista na cama ele se tornava. Não perfeito quesito técnica, mas de forma mais clara nos uníamos, dividíamos os sentimentos sem necessitar proferir um piu das bocas ocupadas em longos e prazeirosos boquetes que praticávamos de forma conjunta. Mais perfeitamente ele me satisfazia, mais perfeitamente construía uma noção do que tinha se tornado sexo para mim. Em pouco tempo, sexo não era mais sexo se não fosse um com o outro. Tao dependia de mim para ser jovem e eu dependia da sua juventude. Sexo um para o outro sempre foi compulsório, mas compulsório agora era sexo um com o outro.

“Não goza agora, gege. Quero aproveitar mais.” Expelia as palavras gemendo enquanto permanecia por cima de mim lambendo , puxando e empurrando com pressões labiais o pau já tão espesso por fluídos causados pela sua insistência de não largar nunca.

“Mas já é a terceira vez que goza, quando vou poder ter a minha primeira?” questionava alegremente por saber que enquanto ele sentia prazer me chupando, também estava louco sendo chupado. Não era atoa que as preliminares sempre caíam na 69, era quase um plano ou programação que nossos corpos possuíam, porque era a forma de prazer mais celestial que buscávamos em nossas transas. Eu não queria apenas sentir prazer, era essencial dar prazer aquele menino também.

Atualmente, fodê-lo, mesmo com restrições, me surpreende a cada encontro, mas a 69 até hoje não foi substituída como o prato principal dos nossos inconscientes. Homens preferindo as preliminares à própria foda… O refúgio nunca foi tão único. Nunca será.

– Posso dormir assim? – Se ajustou no meu colo ainda limpando as lágrimas que escorriam. – Se eu ficar pesado, me avisa. – Adormeceu em questões de segundo.

Um peso será se essas forem suas últimas palavras.

– Tao?

– O que?

– Nada…

Cocoon

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Sinopse:

“Quem iria saber
Que um menino como ele
Teria entrado em mim levemente
Reestabelecendo minhas felicidades”
Cocoon, Bjork.

Descrição de uma paixão que se nasceu de uma primeira relação sexual e se desenvolveu ao longo de várias outras transas.

Capítulo 1 – Causa

– Gege, eles disseram que não sirvo mais para você. – Selou meus lábios com tristeza.

– Tão salgadinho esse beijo. – Limpei as lágrimas que escorriam no rosto já molhado de suor após uma noite longa daquelas. – Não quero te ver assim…

Ele me abraçou em crise de choro. Não aguentava vê-lo vazar. Era difícil saber que aquelas lágrimas eram por minha causa.

– Gege, eu tô com medo de não dermos certo… – Senti sua respiração pulsar no meu rosto. Fôlego de angústia, cansaço. Absorvia seu medo a cada movimento que ele executava.

Para Tao, nada é mais gostoso do que o pós-sexo. Ele sempre sentava no meu colo, ficávamos abraçadinhos de frente para o outro. Suas coxas bem delineadas me envolvendo como um abraço inferior. Também achava tal momento uma delícia, observava o tronco dele apreciando com as minhas digitais em seu peitoral. Admirava cada movimento que fazia ao inspirar e respirar, seu peito pulsando aliviado depois de tanto ofegar. Beijei seu pescoço, usava um perfume masculino que ficava delicioso misturado ao suor. Um odor quase afrodisíaco.

– Tô pesado, ge? – questionara aos sussurros, acariciando o meu rosto com o seu, explorando os cheiros que eu exalava.

– Não. – Beijei seus lábios com gosto. Sem mais descrições.

– Acho melhor irmos dormir. Temos que acordar cedo amanhã, não é? – Sussurrou novamente de forma gemida. Claro que fazia isso sem querer. Tao era naturalmente sensual. Inclusive, era o que mais me chamava atenção em um conjunto de adjetivos que tinha.

– Ainda guardo os nossos vídeos. – sussurrei em seu ouvido antes que pudesse se levantar. – Os assisti para me consolar enquanto estava fora. Não gosto de ficar muito tempo longe de você…

Enrubesceu.

Zitao podia ser uma pessoa calma e serena usualmente, mas na cama se transformava, e tinha esta plena consciência.

“Gege, bate com ele na minha cara? Ahhh, que delícia!” se referia ao meu pênis.

Meu Didi tinha uma paixão intensa por oral. Gostava de chupar, massagear, implorava para lamber a minha glande enquanto eu gozava. Mas surrá-lo no rosto com o meu pau era o seu maior fetiche.

“Gege, pode gozar…Ahhh, que gostoso!”, delicioso vê-lo sussurrar com a boca escorrendo porra.

Realmente oral o encantava, ter contato direto com o membro, o estágio da descoberta, quando o ser humano inicia sua jornada empírica enfiando tudo na boca para conhecer o seu meio. Para Tao, cada transa era mais uma aventura. Devido à doença que tinha, não sabia se o faria novamente ou não. Para ele, era como se fosse a primeira vez sempre. E a cada chupada aparentava ser, pois os jogos sempre eram diferentes.

“Posso brincar com ele?” fazia carinha de inocente acariciando o meu ânus com o indicador.

“Pode, mas só na entradinha.”

Eu odiava ser penetrado. Não porque doía ou algo assim, eu simplesmente não sentia prazer algum dando o cu.

“Posso lamber também?”, outra coisa que eu detestava, ainda mais, ficar todo melado de saliva nessa parte. Mais porque eu costumava me agoniar com tudo nessa área, não era atoa que fazia depilação mensal por causa da pinicação que os pentelhos me traziam.

“Pode, Didi.” Mas, como ele fazia aquele bicão lindo, como negar?

Mais do que oral, Zitao adorava ser comido. Mas não era um passivinho inocente e doce como aparentava. Era flaming. Uma ninfa badass. Chegava a ser um dominador, como um seme passivo.

“Didi, ele já tá duro. Deixe-me penetrá-lo agora?” quando inspirado, grudava a boca no meu pau e não saía de lá nem depois que eu gozava. “Eu sento no seu pau quando eu quiser! Gege pirocudo!” adorava boca suja na cama, ainda mais quando xingava áspero, quase infantil dessa forma.

“E eu não posso brincar com o Didi?” chegava a ser humilhante ter que fazer bico por uma foda, mas ele sempre arrancava isso de mim. Fazia-me implorar por sexo.

“Assim sim, gege.” Beijava o meu bico e sorria de forma safada encaixando o centro de suas nádegas na minha ereção já pulsante de tanta estimulação labial. Tao era safado, me fazia de boneco de plástico, amava usar e abusar de mim.

– Não quero mais correr riscos, Gege. Não quero que venha a passar por isso também. – Abraçou-me ainda mais forte, soluçando deveras cansado de tanto chorar. – O Gege entende?

– Sim. – Beijei sua testa. – Você vai ficar bem, Didi.

Ele sorriu silencioso, com todo um tom de sarcasmo que só ele tinha.

– Não me dê esperanças, seu bobo… Já contraí a Aids. É o fim da linha pra mim…

Tao é soropositivo desde os 17 anos. Não tenho o vírus no meu corpo, começamos a namorar quando ele fez 19. Namorar um soropositivo sem ter o vírus é complicado, chega a ser desgastante. Tenho que fazer exames todo mês, usar camisinhas receitadas (são muito caras, mas é mais segura que as de farmácia) e nos privar de diversos prazeres, como o sexo oral ou anilingus – eu nele. O máximo que posso fazer é masturbá-lo e penetrá-lo com os dedos nas preliminares. Transar com o pau plastificado e ainda correndo o risco de ficar doente também. Além das restrições, o ritual que Tao costuma fazer depois do ato, no início me deixava abismado: quando terminada a transa, ele começa a chorar, me agradecer pela noite de forma tristíssima, ajoelhar-se e rezar quase aos gritos para Deus a fim de que eu não contraia o vírus.

Não vou dizer que não tenho medo. Tenho e muito, mas me arrisco nesse relacionamento porque sei que apesar de um final doloroso, sem Tao, prefiro morrer.

– E pra mim também…

Ele não era conivente e me fazia prometer que eu não me mataria ou faria uma loucura qualquer “quando” ele morresse. Eu prometia, porque não precisaria fazê-lo. Se Tao morresse, depois dos longos tempos destruindo-se até definhar, seria o meu destino. Não pela Aids, mas por ele. Tao era o meu vírus, ele se alimentaria do meu coração para sempre.

Shi, a princesa da morte

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Glossário:
Hanami = festival japonês de apreciação do nascimento das cerejeiras
Sakura = espécie de cerejeira
Ien = moeda japonesa. A conversão para o real seria mais ou menos 2 reais = 100 iens(hyakuen).
Esse é o Kanji de 4 = 四

Capítulo 1 – O Prazer

Na feira livre, um motoboy trazia uma quantidade considerável de pizza ao equilíbrio mantido, tudo para que não caísse. Era sem dúvida um talento do moço carregar cinco caixas em um só braço em alta velocidade sem deixar cair. Enquanto ostentava dessa habilidade, admirava as novas paisagens pelas quais passava. Incrível como seu olhar de artistas olhava beleza onde não existia, enxergava beldade nas pessoas adoentadas estiradas na calçada, frescor na baia suja e achava a arquitetura desses bairros miseráveis uma das mais incríveis. Como Henrique era apaixonado pela vida. Sua vida.

No fim de todas as encomendas, dirigia-se ao seu chefe com alegria, em mãos os trinta reais diários, fora a gorjeta, que às vezes recebia, as vezes não. Sabia que seu salário era pouco, em lugar nenhum uma noite inteira de trabalho lucrava apenas trinta, mas se contentava. O motoboy jamais tiraria seu sorriso do rosto pelo que lucrou, somente pelo que deixaria de.

Na decida pra casa, recebia sorrisos e cumprimentos das moças e mulheres que madrugavam pra trabalhar como donas de casa, era aproximadamente cinco da manhã. Após os muitos bom dias, deu a taxa do quarto que alugava, hoje era dia de pagamento. Como era fofa a senhora Gonçalez, não sorria pra ninguém senão Henrique. Viúva, mantinha essa pensão como única forma de sustento, não tinha aposentadoria pelo INSS. Amava Henrique não só por ser o único que não lhe dava calotes, mas porque Henrique era amável por natureza, considerava o moço o seu segundo filho… Ou filha, não sabia como se dirigir.

Agora, Henrique se transformava. Tirava suas roupas masculinas com todo prazer, lavava seu corpo com volúpia e felicidade. Vestimentas eram sempre rituais, hoje calçara sapatilhas vermelhas a fim de combinar com sua saia cigana, enquanto se maquiava, ria ainda mais pro espelho, admirava-se por ser bela. Ao fim da produção, dirigia-se a universidade contente, local que ninguém o recriminava por ser quem realmente era. Mesmo com um salário miserável, uma moradia longe de ser dos sonhos, Henrique era feliz enquanto podia ser.

X

Depois de três horas de metamorfose no camarim, Shinohime apreciava sua imagem quase perfeita, em reflexos. Impossível estar mais bela. Quanto mais próxima à perfeição Shi chegava, mais insatisfeita estava, pois sentia que a cada dia se afastava da própria. Insatisfação nem sempre é infelicidade, para Shi, estar menos perfeita significava maior proximidade consigo, um estilo próprio, uma identidade só dela.

Preparada para ser recebida por uma plateia lotada, de ingressos esgotados na segunda semana promocional, Shinohime aparece com o conceito hanami, mas não o nascimento das sakuras, mas a morte delas. A morte era a sua maior fonte de inspiração.

E entrava no palco lentamente, praticamente abraçando a cortina vermelha ao atravessa-la. Na passarela, seus olhos sempre fixos no chão xadrez com os cantos coberto de pétalas de cerejeiras negras. O público, por sua vez, não desgrudava os olhos com admiração pela performance cênica quase extraordinária de amargura. Seu quimono preto enrolado por mais de cem tecidos, das mais caras e variadas sedas, era o que chamava mais atenção da sua franquia, independente do tipo que pertenciam. A gueixa estrangeira era idolatrada por homossexuais, estilistas, fãs de ópera, donas de casa, outras cross dressers e até mesmo tarados que abdicavam da revista de cem iens da banquinha pra pagar dez mil no ingresso mais barato para seu espetáculo. Shinohime era a moça mais amada daquela região. Isso fora do business, que tinha contemplação quase mundial, “sakura no shibou” ou “a morte das cerejeiras” era sem dúvida o maior sucesso.

Ao fim de toda a coreografia, dublagem mais que perfeita e comoção, todos sem exceção a aplaudia de pé com lágrimas nos olhos. O rosto de Shi modificava-se mecanicamente, aparentava até uma máscara trocada sem que o público vesse, de uma expressão angustiante e fragilizada, seus lábios se moviam rumo ao infinito, sempre para cima. Não existia um sorriso mais bonito, impossível.

X

Seu choro era tão alto que nem o travesseiro conseguia abafar. Henrique não era um menino mimado, longe disso. Como o quarto e último filho homem de uma família de vida mediana, ainda que caçula, tinha o direito de chorar por qualquer coisa? Isso parecia um luxo até pra uma criança de oito anos, como no caso. Hoje é o aniversário de Henrique, e ninguém quis lhe dar o presente que desejava.

– Se parar de chorar, lhe compro o que quiser. – Disse sua vó a frente.

– Papai não vão deixar…

A velhinha acariciou a cabeça do pequeno, que por sua vez olhou pra ela com os olhos vermelhos de chorar. A anciã suspirou o beijou a testa do neto.

– Pois se parar de chorar, vamos agora comprar qualquer boneca que escolher. Garanto que terá uma.

O menino pulou, ostentou o sorriso mais alegre que de costume, agarrou o braço da avó, saltitante, que também se alegrava a reação do caçula tão positiva por depender dela, foram às compras rumo a uma pequena tenda indiana próxima a casa.

Aqui jaz uma tenda inesquecível para o pequeno. Na barraca, como um milagre natalino, que na verdade acontecia em agosto em pleno aniversário, somente bonecas haviam lá. Porcelana, pano, plástico, latão. Todas as variedades de materiais eram encontradas nas confecções das mesmas.

O menino apalpou a primeira que viu a frente. Estava encantado, como criança rica na Disneylândia pela primeira vez.

– Porcelana, querido? Não são pra brincar, só enfeitar.

Ele assentiu com a cabeça a afirmou baixinho que só estava olhando.

– Quer uma dica?  – Sua avó questionou com uma expressão esperta. – As de pano são as mais divertidas. – Afirmou sorridente. – Todas as minhas eram de latão, porque as de pano sempre foram muito caras. As de latão enferrujam, não queira passar pelo trauma que eu passei. – Dizia aquilo com tanta convicção ao seu neto, que ele ouviu cada dica encantado, estilo lobinho e escoteiro. Mais divertido que comprar a boneca que tanto chorou pra conseguir, era escutar dicas de uma especialista, para ele…

Depois de toda a confusão de pensamentos em qual levaria ou não, já que por ele todas estariam na sacola, escolheu a última que sua avó achara que ele fosse escolher. Henrique neste momento abraçava com muita força uma pequena gueixa.

– Oh, vai levar a japonesinha mesmo? – A avó catava as poucas notas no porta-níquel.

– Sim. É ela que vou levar.

A vendedora, que apesar de estar numa feira indiana, era japonesa, explicara que o nome da boneca era “Yon”, e que o quadrado com duas meias curvas desenhadas nas pontas de cima costurado em seu quimono, significava quatro. Explicou que Yon tinha esse nome por ser a quarta filha em uma cultura na qual o número quatro era considerado azar.

– Por que azar? – o menino perguntou assustado. Ora essa, ele também era o quarto filho de sua família.

A vendedora explica que quatro também tem a leitura de “shi”, que podia significar morte.

– Que tipo de história é essa? – a avó de Henrique terminava de contar o restante das notas. – Quer levar outra, querido?

Henrique sorriu com toda doçura que podia carregar consigo.

– Não. Ela é perfeita!

E assim voltou abraçado a Yon de mãos dadas à pessoa que mais amou em sua existência enquanto ser humano. Aquela que lhe deu o dom de amar a si mesmo como é.

Não existiu dia, na sua vida, mais feliz.